segunda-feira, e de novo na escola

muito ensonada para escrever grande coisa. ontem à noite dei conta da incrível quantidade de tralha que acumulei nestes quase dois meses. o fim-de-semana indiano terminou com a indian parade, madison avenue abaixo, menos animada (e mais pobre) que a dominican parade no domingo passado, tão despropositada como qualquer outra, mas divertida que chegue e muito mais perfumada.

a ‘loja’ em que estive no sábado é uma das coisas mais extraordinárias que vi por estas bandas: aparentemente, um velhote indiano resolveu comprar uma velha tabacaria americana e, em vez de a esvaziar primeiro, empilhou todo o tipo de indian junk que vos passe pela cabeça por cima e em frente do que lá estava antes. o resultado é tal que não há espaço para circular. apenas uma estreita passagem em que é preciso andar de lado e muito devagarinho para não desmoronar a coisa toda. e o mais incrível é que por debaixo do incenso, dos autocolantes, estatuetas, bugigangas, lenços, bandeiras e etc. estão as revistas, cartões de baseball, livros, cigarros, porta-chaves, cadernos e tudo o mais que o antigo dono por lá tinha!

fiquei a saber umas coisas sobre o panteão hindu e comprei um belo retrato da deusa kali, que segundo o dito cujo senhor dono da loja, dá muito boa energia e é adorada pelos americanos, que quando a vêem não hesitam em comprá-la. fui aconselhada a levar o poster a um templo se por acaso me quiser ver livre dele, uma vez que deitar a kali ao lixo não é coisa recomendável. cá está ela, numa versão muito menos bonita do que a minha:

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