barnabé

teoricamente faço parte da equipa de um novo blog, o barnabé, onde apareço descrita como pós-moderna. e eu não sou nada pós-moderna. na prática não sei quando é que lá vou escrever alguma coisa, pouca que é a minha segurança para dar sentenças fora de casa. quero dizer… bem, adiante.

a minha filha está constipada.

resmungos

ontem à tarde o céu ficou escuro e custava respirar. como uma vez num eclipse de sol, tive pensamentos apocalípticos. fiquei egoisticamente descansada quando soube que vinham de longe. a notícia de abertura do telejornal foi a núvem de cinzas sobre a capital. não o incêndio que lhes deu origem.

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às vezes o computador provoca-me uma espécie de asco apesar de já nem saber viver sem ele. quero escrever à lúcia e à isabel quando estou lá dentro a fazer qualquer coisa, apetece-me blogar não sei o quê e depois chego aqui e blherrque. não escrevo nada nem a ninguém. apetece-me ver as fotografias novas da minha mãe e as da mariana e depois nicles. é uma espécie de embirração que me dá de repente.

todas as cabeças têm alguns parafusos soltos.

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os meus posts no mães são sempre um bocado pessimistas: resmungos sobre corantes, conservantes e tubos de escape.

o grande amor

haja o que houver

há sempre um homem para uma mulher

e há de sempre haver

para esquecer um falso amor

e uma vontade de morrer

seja como for

há de vencer o grande amor

que há de ser no coração

como um perdão pra quem chorou

o grande amor

tom jobim / vinicius

(no regresso, entre montedor e o porto, ouvi mais uma vez o grande amor)

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