

this little creature longs to eat your smallest belongings.


this little creature longs to eat your smallest belongings.
há um ano, por esta hora, a minha barriga começava a contrair-se com alguma regularidade.
f., que já não dá conta do recado, que já não lava nem limpa, que não tem apoio domiciliário da misericórdia porque a filha sabotou todos os meus esforços. f., que diz mal dos vizinhos pelas costas, que deita perdigotos, que me mete medo, que bate no gato.
f. toca-me à porta e diz que lhe sobrou lã de uma camisola que fez para a bisneta. puxa de um saco de plástico e mostra o acrílico cor de rosa bebé tricotado em ponto de arroz: ó m’na rosa, está a ver? assim faço uma para as amêndoas da e. o que é que lhe dá mais jeito, uma camisolinha ou um casaquinho?
…


um boneco muito útil para pôr coisas [pequeninas] dentro.
(shamelessly inspired by kaori kasai‘s work, which i found through one of my favorite blogs. see my other dolls here)
gosto de me deixar impressionar por um livro. de querer lê-lo muito devagar para durar mais tempo.
este, como muitos outros, chegou-me às mãos via bookcrossing. não conhecia a autora nem o enredo, nem me lembro do que me levou a querer lê-lo. tem-me feito companhia antes de adormecer. e um bocadinho de medo também.

o carnaval é uma obrigação dos pais e mães dos meninos que andam na escola.

é uma loja de nada. lá dentro, uma secretária velha e um homem a ler o jornal. na soleira da porta, hoje, um caixote de laranjas. pendurado cá fora um capacho.
à porta desta loja vazia há sempre capachos pendurados. um ou dois, com palavras sem sentido impressas. vão mudando. eu cá não sou dada a superstições.