nevoeiro

que estava com a minha irmã em ny, perto do rio, junto a um prédio branco no meio do nada (estava nevoeiro). em volta do prédio havia canteiros cheios de plantas e entre as plantas havia uns tufos brancos que ela queria ir ver de perto, porque não tinha percebido que eram as orelhas de cães (muitos muitos cães) que esperavam, sentados e contentes entre as plantas, prontos para nos desfazerem em pedacinhos. os cães eram lindos e macios, do tamanho e feitio de pastores alemães mas brancos e com olhos azuis. arfavam em silêncio. quando lhe expliquei, uma onda de medo passou-lhe pelo corpo. tão forte que eu também a senti. e os cães também. pedi-lhe que pensasse depressa em coisas boas enquanto eu própria ficava cheia de medo. uma onda de pensamento em coisas boas percorreu-nos a ambas e sossegou os cães. depois fomos embora, pelo nevoeiro.

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