banda sonora (1)

Há vários meses que ela pede para ouvir música (dança, aponta para a aparelhagem e faz hmm hmms muito insistentes). A maior parte das vezes ouve connosco os nossos discos (e o F. garante que a música preferida dela continua a ser o Eleanor Rigby), mas aos poucos está a habituar-se a ouvir (e prevejo para breve a fase de exigir a repetição ad nauseam dos mesmos cd) os da chamada música infantil que temos escolhido. Para já, a discografia dela resume-se a:

Jorge Constante Pereira (música e arranjos) e Sérgio Godinho (letras): Sérgio Godinho canta com os Amigos do Gaspar (Universal, 1988) – Espécie de banda sonora da magnífica série de televisão Os Amigos do Gaspar de João Paulo seara Cardoso, série essa que, a par com as outras do mesmo autor (A Árvore dos Patafúrdios e No Tempo dos Afonsinhos) e a julgar pelo número de posts nostálgicos em inúmeros weblogs, devia sem dúvida ser editada em dvd ou pelo menos reposta para alegria da mais recente geração de pais e mães. Quando quis comprar o disco foi em vão que o procurei na secção que julgava adequada da fnac. Longe dos Batatoons e semelhantes aberrações, os amigos do Gaspar só se encontram junto dos outros discos do Sérgio Godinho.

Suzana Ralha (música), Manuel António Pina (letras), Bando dos Gambozinos (interpretação): O Beco dos Gambozinos (Discantus, 1987 e Fortes & Rangel, 2004) – Não sabemos onde anda o vinil, mas a reedição em cd (que comprei felicíssima na Ler Devagar) ganhou instantaneamente o prémio de capa e design mais feio do milénio. O conteúdo é lindo. Não se percebe.

(continua)

…you know, housewife stuff

Confuso, sobrecarregado e com cores berrantes, o Art for Housewives é um gigantesco log das descobertas de Cynthia Korzekwa respeitantes ao concept of Home and Daily Aesthetics. Às vezes tenho vontade de fazer algo semelhante (ou de me oferecer para colaborar com ela), tal é o volume crescente das minhas bookmarks do género.

Descobertas de hoje a reter com mais atenção: um saco feito de sacos de plástico que vou ter de fazer um dia destes (aqui está a explicação e aqui um mais bonito feito por esta menina); Free Form Crochet: fez-me logo pensar em recifes de coral.

lixúria

Perdi a conta às vezes que, em Nova Iorque, à pergunta o que é que fazes? me responderam o que é que faço ou o que é que faço para pagar as contas?.

Lá fora encontro todos os dias mais alguém que trabalha em qualquer coisa não muito emocionante durante o dia mas se define a si própria por aquilo que faz depois de chegar a casa ou que apostou as suas economias em construir em casa uma oficina de encadernação e mais um, outro e outro grupo de pessoas que se mexem para levar às pessoas os seus projectos nascidos mais da vontade de fazer do que de qualquer outra vontade. Por cá, quando encontro estas coisas especiais (não sei como lhes chamar… diy?) nalguma loja esquadrinho as etiquetas à procura do contacto, site, email e nunca encontro. Mas hoje nasceu a casa virtual de um projecto destes, a Lixúria.

boneca menina

boneca menina

Estas bonecas-meninas demoram a ficar prontas. Sinto sempre necessidade de as deixar descansar entre o cortar o pano e o rechear, depois até lhes nascer o cabelo e a cara (até essa altura a E. pede para as ver – lalá é a palavra para boneca – mas pisca os olhos e aponta confusa para onde os da boneca deviam estar).

Na manhã seguinte parece sempre que estão diferentes e que andaram a cerscer e a brincar enquanto dormíamos.

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