cenas dos próximos capítulos

bicho-tá

(Faz de conta que não ligámos a televisão e que só amanhã é que sabemos da notícia)

Manhã de circuito das retrosarias em busca de últimos metros de galão bordado do que eu gosto (quando acabar mesmo é que não sei como vai ser), mosquetões, meias-argolas, passadeiras e botões-olhos. Numa das retrosarias, ao ajudar uma senhora de idade (gosto muito desta expressão por causa da Senhora de Idade do Babar) a encontrar um pedacinho de tecido que se perdera, reparei que escondidos por baixo do balcão estavam dois velhos, escuros e retorcidos chifres.

A poucos dias de ir de férias, tenho a cabeça cheia de projectos: ursos articulados de mohair verdadeiro, mais vestidos e animais misteriosos.

projecto vmse

molde

Quando comprei a máquina de costura a primeira coisa que tentei fazer com ela foi um vestido para a E. Foi uma experiência frustrante. Por um lado porque a coisa mais complexa que tinha até então costurado tinha sido um saco para o cachimbo do meu pai (há 20 anos) e por outro porque em vez de imaginar um modelo o mais simples possível quis fazer uma coisa muito complicada, com vários tecidos, botões, forro e etc. Parti uma agulha, gastei tecido e fiquei aborrecida com a minha incompetência.

A máquina ficou parada quase três meses. Voltei a pegar-lhe para fazer o boneco número um, que não podia ser mais simples. A partir passei a usá-la quase todos os dias e agora já tenho algum à-vontade com as suas várias partes e funções.

Uma maré de comentários encorajadores levou-me ontem a deitar finalmente mãos ao Projecto VMSE (Vestido Muito Simples para a E.), com o qual sonhava desde Outubro. A parte mais divertida foi deitar a E. no papel de cenário estendido no chão e tentar desenhar o molde em volta dela. Claro que não funcionou e acabámos por o desenhar as duas (mas ela passou o resto do dia a ir por ela deitar-se no papel sem perceber muito bem que brincadeira nova era aquela). O VMSE é mesmo MS: quatro bocados de tecido com o mesmo feitio cozidos uns aos outros, com a particularidade de se poder usar do direito e do avesso (sempre tive a mania da roupa que se pode usar dos dois lados).

O nosso gentil e ilustre convidado para o jantar perguntou com a melhor das intenções se eu estava a fazer uma bata. Se for, pelo menos vai ser uma bata incomum, o que já é qualquer coisa.

blinks

O post de hoje no Canto da Sereia.

Um teste de I.Q. que não resisti a fazer (parece que sou uma Precision Processor) e a Tile Machine (engenhoca de fazer padrões) que encontrei via In a minute ago.

Recebi um email da Yuriko Watanabe em resposta ao que enviei gabando-lhe o trabalho. Não resisto a transcrever um bocadinho:

I read your mail with pleasure and looked at your website with very interest. The characters in the site are all very lovely, and especially one of which head wears a leaf is to my liking.

Also, the numbered tags are wonderful.

:)

oryctolagus cuniculus

A pesquisa de imagens do Google é uma ferramenta inestimável. Hoje usei-a para procurar coelhos por causa do que estou a fazer agora (um coelho-tá). Um dos links mais inesperados mas úteis com que deparei foi esta galeria de focinhos. Para referência futura, deixo aqui links para alguns dos coelhos que encontrei: o eternamente mais lindo de todos (que é uma lebre), de Dürer, Benjamin Bunny passeando pela mão de Beatrix Potter, o incontornável de Tenniel (abaixo as versões da Disney!), lindo coelho-fantoche na mão do criador de Jabba the Hutt, desenhos de crianças japonesas (o coelho é bom mas o elefante e o macaco são os meus preferidos).

Mas a descoberta do dia foi mesmo uma bonequeira japonesa que ainda não conhecia. O site chama-se Hippie Coco Diner, tem coelhos como eu gostava de vir a saber fazer e muitos outros bichos lindíssimos.

blinks

coelho-tá

Parece que vem aí mais um porta-tá

Receitas tradicionais portuguesas ilustradas pelos alunos da EBM 29 de Montoito e leite creme encontrado na Expojoana (via Medusa).

Porque cada vez me chateia mais o uso indevido que por cá ainda se faz de imagens alheias para ilustrar e decorar weblogs e sites (mesmo pelos que por serem mais ambiciosos deviam ser também mais cuidadosos) um link, outro link e ainda mais um. Parece que se esquecem que quem ganha a vida como fotógrafo ou ilustrador tem tanto direito a ver o seu trabalho respeitado e reconhecido como quem escreve.

Post scriptum: Como pôr gratuitamente imagens num site sem fazer hotlinking? Recorrendo por exemplo ao Hello ou ao Tinypic.

tarte de alho francês

Ingredientes para a massa:

200g de farinha de trigo com fermento

70g de manteiga

1 pitada de sal

uma colher de sopa de sementes de sésamo (facultativo)

Ingredientes para o recheio:

2 alhos franceses grandes ou 2 alhos franceses médios e uma cebola

3 colheres de sopa de azeite

uma colher de chá de mostarda de Dijon

2 ovos

100ml de nata

1 iogurte natural

1 pitada de sal

meia colher de sopa de farinha de trigo

meia colher de café de coriandro moído (facultativo)

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