bonequeiro

s. m. indivíduo que faz ou vende bonecas ou bonecos (na 6.ª edição do dicionário da língua portuguesa da porto editora).

gosto muito mais da palavra bonecreiro mas esta parece estar reservada aos fabricantes de marionetas e não consta do dicionário.

tá?

passei o dia a falar ao telefone com peças de lego, blocos de madeira e molas da roupa. a e. atende todos os objectos pequenos que apanha (incluindo o pão que está a comer) – tá? – e depois passa-me as chamadas. eu explico que ela agora não pode falar e aproveito para me queixar do cansaço e da constipação.

tansa

momentos recentes de quase consumismo acéfalo:

(de certeza que as grandes empresas já têm pessoas a trabalhar para elas como blog analyser ou coisa que o valha. se não têm não sei do que estão à espera)

– ver os anúncios do skip aloé vera (desenhos animados) e achar por momentos que de certeza que é muito melhor que a variedade de skip que uso regularmente (uma visita ao site português da marca desencoraja qualquer consumo durante os próximos anos);

– ir aos saldos preparar o próximo inverno da e. e ficar a ver a roupa de recém-nascido com a desculpa de um hipotético segundo filho.

trincheiras à porta. obrigada cml

eis email que acabo de enviar para a cml (geral@cm-lisboa.pt) e junta de freguesia de santa catarina (jfsc@mail.telepac.pt) sobre as trincheiras da minha rua:

ex.mos srs.

resido na rua … … (freguesia de santa catarina). nas últimas duas semanas o passeio junto à minha porta (e ao longo de toda a rua) foi sujeito a duas intervenções por parte de empresas distintas. Por duas vezes em duas semanas o pavimento foi arrancado, escavado e reposto, com as dificuldades que daí naturalmente decorrem para os moradores. no prédio em que resido há uma idosa com dificuldade em movimentar-se e duas famílias com bebés (entre as quais a minha). nos restantes as situações não são muito diversas. ora durante a maior parte dos dias das últimas duas semanas as entradas e saídas (com e sem carrinho de bebé) fizeram-se através de trincheiras, tábuas em equilíbrio duvidoso, montes de terra e lama, etc. como é possível que as intervenções deste género não sejam calendarizadas de modo a não se chegar a este extremo de ridículo que é uma empresa estar num extremo da rua a acabar de recolocar o pavimento e outra estar no outro a levantá-lo de novo? qual é a entidade responsável por autorizar as empresas a realizar uma obra num determinado arruamento? ou será que não é necessário qualquer tipo de licença?

agradeço qualquer esclarecimento que possam prestar-me.

com os melhores cumprimentos,

pelemeni (ou pelmeni), prato tradicional ucraniano

pelmeni

a n. (enfermeira de formação a trabalhar em lisboa como empregada doméstica há quase dois anos) ensinou-me a fazer pelmeni:

1 ovo batido e diluído num copo de água

farinha de trigo

200gr de carne de vaca picada

200gr de carne de porco picada

1 cebola ralada (no ralador de maneira a ficar em puré. não é picada como nós costumamos fazer)

uma fatia de pão partido em pedacinhos e demolhado em leite

sal

pimenta preta

faz-se a massa juntando o ovo à farinha. deve ficar macia o suficiente para ser estendida muito fina.

para o recheio misturam-se bem todos os ingredientes.

estende-se a massa com cerca de 1mm de espessura e cortam-se rodelas com o bordo de um copo pequeno (usámos um biberon). cada rodela de massa leva cerca de 1 colher de café de recheio e em seguida é dobrada a meio, vincando-se os bordos para ficar bem fechada. em seguida unem-se os cantinhos.

cozer em muita água com sal. estão prontos quando começam a flutuar (cerca de 5m).

servir com um molho feito com água da cozedura à qual se junta manteiga, vinagre e mais pimenta preta. acompanhar com vodka.