lx mmv

broklos

Mesmo tendo lido textos e mais textos manuscritos dos séculos XIV a XVII (incluindo um processo da inquisição de Évora de fio a pavio e pelo original), nos quais tirar o máximo partido do suporte e do tempo implicava abreviar quase todas as palavras com regras bem definidas, às vezes ainda fico um bocadinho chocada. É prova de que estou a ficar velha.

17 comments » Write a comment

  1. bróklos parece-te uma abreviatura?? também não gosto nada delas, mas aqui parece mais tentativa de sofisticar uma palavra comum…

  2. Parece-me consequência do hábito de escrever mensagens em telemóveis (vulgus sms) e no messenger (msn). É tão grave quanto continuar a trocar “costeletas” por “costoletas”, “há” por “à” (na forma do verbo “haver”) e coisas do género.

    Começo a imaginar como será ver um filho crescer nesta selva linguística e tentar ensinar-lhe o correcto no meio de tantos erros…

  3. Infelizmente, nos dias que correm, denota-se uma exacerbada existência de “tramoços e minuins” e, inclusivé, uma nova geração, a geração “Brokulo”. Contudo, isto só vem provar que, apsar da “cóltura” da escrita no nosso país, o mais importante é saber “cumeri”!

  4. uma língua bem viva não pára de espantar.

    já agora – ontem vi uns carimbos com caracteres chineses numa loja de coisas em segunda mão e pensei que talvez gostasses. são parecidos com estes: http://www.chinasprout.com/shop/ARS005 e vêm numa caixa de madeira simples. se quiseres, manda-me um email que eu vou lá comprar :)

    beijinhos, r.

  5. Senti o mesmo quando li os blogs dos meus alunos. Alguns exemplos:

    komp.blogs.sapo.pt

    kaix.blogs.sapo.pt

    Beijos

  6. Não percebo esta proliferação de Ks nem gosto, admito. Quando recebo msn de primos mais novos leio duas ou três vezes: para ver se percebi bem, ou para me espantar; um gozo e ao mesmo tempo uma indignação. Neste caso específico dos bróculos acho que deve ser uma estratégia de marketing, definitivamente. Um modo de aliciar as camadas mais jovens (que só a muito custo introduzem o referido alimento na sua dieta) a olharem e pensarem sobre aqueles pompons verdes. “Broklos” assim fora de contexto, vejamos… tem um ar bastante sofisticados mesmo não se percebendo o significado… Pode inspirar, uma cidade, um objecto, uma marca de lãs… é só usar a imaginação.

    Mas resumindo: Acho que a letra nem é nada fascinante… um K… um desenho muito pouco interessante para suscitar tanto uso. Acho que já usei… mas depois disto não vou usar mais, tenho a certeza! ehehe

    a.m.

  7. Eu não convivo muito bem com os kapas.

    Não gosto dos “kero” e dos “kuase”. Também não me dou bem com os xis fora do contexto, do tipo “eu axo”. Pensava que eram só os adolescentes que usavam este género de escrita mas já “li” estes horríveis kapas escritos por pessoas bem mais velhas. Definitivamente não entendo pois não é bem uma abreviatura e também não é uma gíria.

    Com tantos kapas, xis e palavras sem acento já dei por mim a pensar sobre como se escreve determinada palavra…

  8. Broklos é ixtrangeiru!!!!!

    Deveria ser – brokls (leia-se brócales) mas vai daí a boa da criatura vendedeira pinsou: sê tou em Protugal vou falar imprutuguês!!!

    logo- BROKLOS

    Hihihi!

    ;o)

    Tumtum

  9. Vendo bem, talvez seja uma técnica de marketing nova, para incentivar os miúdos no consumo de legumes: Broklos pode soar-lhes mais apelativo que bróculos!

    Será que a língua portuguesa aguenta esta revolução?

    Um dia destes, até os miúdos miúpes deixam de ser gozados na escola, o “caixa de óculos” passa a ser caixa d’oklos, e isso é muito mais cool, para vem dos pobres miúdos, claro!