#302

302

Nos últimos dias a E. tem passado grande parte do tempo a testar os limites da nossa paciência. É como se tivesse decidido redigir um ultimate guide do seu território e das leis que o regem. Para reunir toda a informação necessária tem de fazer a experiência de quebrar todas as regras (pelo menos uma vez) para testar a nossa reacção e também de tentar fazer-nos ceder por todos os meios conhecidos (sedução, birra, má educação, repetição até à exaustão, etc.). O mais complicado é mantermos a coerência entre nós e entre incidentes e termos o nosso guia pronto antes do dela (olha lá, ela nesta gaveta pode mexer ou não? ou quando ela pisa um livro de propósito é para ralhar em tom médio, zangado ou muito zangado? e por aí fora).

Os sacos de ontem já foram todos resgatados e os anteriores vão chegando a novas paragens.

16 comments » Write a comment

  1. Tudo nesse site é lindo, delicioso, confortante e alegre…amo de paixão e um dia ainda terei seus bonequinhos enfeitando minha casa brasileira. Posso “roubar” uma foto e declarar meu amor no meu blog?

  2. Adoro o dia 1 de Agosto, têm piada acho que gosto de todos os dias 1.

    Cada um com a sua panca.

    Eu sei que o caso da E. é sério, mas tu contas duma maneira que uma pessoa não consegue deixar de rir (vê-se logo que não sou mãe).

    Detesto essa treta de se dizer que são fases, mas eu acho que é mesmo uma, é óptimo que ela tente, mas quem manda é a mãe e o pai, até porque ela sabe muito bem o que está a fazer.

    AAAhhhhhh, pôr um pé em cima dum livro tem mesmo que ser num tom mesmo muito zangado.:)

    Eu cá acho que por mais livros que leiam sobre como educar uma criança, na prática é difícil para caramba, até porque não há nenhuma igual.

    Espero que aguentem esta tempestade com força e não se passem da “tola”. (Lembras-te do teu post dos pombos…?)

    Não falei do 302, mas só me apetece enchê-lo de muitos beijinhos.

    Sandra

  3. absolutely in love with AB’s fabric too! and they look even better when made into your dolls! =)

  4. Rosa querida,

    por aqui os testes de paciência andam em proporções avassaladoras também!! Dizem que a fase dos 2 anos é terrivel nesse sentido.. mas imagine que a nossa chegou algumas semanas antes do tempo (rs).

    Força!!… e que sacos lindos!!

    beijos,

    Glau

  5. por cá tb se passa o mesmo – devia haver um canal fechado de comunicação entre pai e mãe para um avisar o outro “não, repara, diz-lhe só isto agora que ela se convence” “sobre isso não – tens de ser muito mais duro!”

    é tão difícil…

  6. Estou a ver…é que estou mesmo a ver, ao vivo. A piolha está cada vez mais sofisticada nas suas rabinices. As fronhas são cada mais expressivas e a capacidade de resistir é extraordinária. Só espero que esta força toda lhe sirva propósitos positivos e não teimas. Agora entrou numa fase fisicamente agressiva que me desmiola. Levanta a mão gatuitamente com quase todos os miúdos que encontra, como se precisasse de marcar posição pela força. Depois dá uns beijinhos encenados. Atira imensas coisas ao chão de propósito e já chegou a rasgar livros que adora de propósito, como provocação. Enfim. E a coerência é de facto um dos maiores desafios. Boas férias.

  7. rosa, que engraçado! ao ler o teu comentário revi toda a conversa que tive com a minha irmã no passado fim de semana! a minha sobrinha está precisamente assim, e falámos sobre que maneira agir perante cada situação: está a todo o momento a medir os limites, os seus e os nossos e a afirmar a sua personalidade. comentámos como é difícil saber como reagir a cada reacção.

    um beijinho, a tua bonequinha é linda, como sempre!

  8. Olá Rosa!

    Bem vinda à famosa fase dos dois anos! Aqui em casa a Raquel (quase 3 anos) testa a paciência dos pais e da mana (Adriana 13 meses). Pode ser que aos 3 anos as coisas melhorem, mas entretanto já nos contradissemos n vezes (e eles aproveitam para fazer queixas da mãe ao pai e vice-versa); há também a reacção do cãozito abandonado, para que nós não ralhemos.

    beijinhos e coragem para os próximos 12 meses.

  9. Já me ri com o teu post. Deve ser de “tostar” a paciencia a um santo.

    Mas nós já tivemos a nossa dose… os nossos pais que o digam.

    :)

  10. :) Ai que paciência hai que ter, o meu neno tem tres anos e dois meses e está cada dia mais travieso (?), hoje colheu vaselina para os lábios e untou-na por toda a face… e a nena com um ano está aprendendo dele

  11. i know what you mean – testing the limits and patience. it was harder when n. was younger – but still we have the bad day.

  12. salut *Rosa!

    Com o Ugo que fez dois anos seixta passado (dia 29/07) também é o mesmo. é o inicio do tal “ultimate guide”!

    Temos de encontrar novos modos de respostas e saber dizer “stop!” quando é preciso. Uma coisa que fasso, é pô-lo sentado no sofa o numa cadeira dizendo que não pode sair enquanto não sera acalmado (alguns segundos…bien sûr!…) ou ganhar da sua parte um “pardon” salvador da situação seguido de um beijo de reconciliação…Mas é efectivamente preciso de muita paciência (não mostrar os nervos, nem rir das situações), e de explicar com uma voz suave e calma…e repetir quantas vezes que for preciso até ele se cansar (ou registar a realidade). Metodo de professores, longo e difficil de praticar, mas que da resultado…antes que ele passa a outra provocação sobre outro ou/e novo assunto.

    Ugo pede dez vezes a mesma coisa (por exemplo: o gato? tendo o gato ao seus pés)so mostrar a normalidade e o desinteresse desta normalidade fez que deixou esta pregunta… por outra.

    “Patience et longeur de temps ne font force ni courage”, diz um proverbio medieval francês. E também essa de professores e de publicitarios : “répétez, répétez, il en restera quelque chose”…

    Quoi qu’il en soit,

    Bon courage!