o meu primeiro dia

na escolinha, a doer, foi hoje. Chegámos cinco minutos depois da hora, o suficiente para encontrar os meninos mais pequeninos no momento crítico depois da partida dos pais. Ela já ia pouco confiante e eu cometi o erro (sei lá se foi erro) de pensar que era melhor ficar mais um bocadinho até as coisas acalmarem.


Começou a chorar. Todos os esforços diplomáticos meus e das educadoras para a convencer a deixar-me ir de boa vontade foram em vão e de soluço em soluço desatou no pranto mais angustiado dos seus dois anos e meio de existência (aquele que só conhece de facto quem já passou pelo mesmo). Trepou por mim acima e alapou-se de braços, pernas e pescoço. Nem a ida para o pátio cheio de meninos contentes a demoveu. Guinchou tantos Agora não posso! como os convites que lhe dirigiram, tantas vezes que decidi que hoje não podia mesmo. Quando consegui acalmá-la expliquei-lhe que se ela hoje estava mesmo muito triste podíamos ir embora. Já conversámos sobre a ida de amanhã e sei bem o que diz a literatura da especialidade. Amanhã leva-a o pai.

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