wip

work in progress

Rendida às evidências, encomendei aqui o recheio (wadding) apropriado para terminar este projecto.

Sobre o assunto de ontem / eternamente pendente, constatei esta manhã com alívio que a Linha do Cidadão Idoso ainda está viva. Atenderam-me com a simpatia do costume mas as notícias que tinham estavam longe de ser boas. Pelos vistos a Autoridade de Saúde voltou a pronunciar-se sobre o assunto no final de 2005 para dizer o mesmo: no seu entender não há razão suficiente para fazer alguma coisa. Frustrada, questiono-me acerca do fundamento para este parecer. Sei bem que há (infelizmente), mesmo aqui no Bairro Alto, muitas outras pessoas a viver assim tão mal ou mesmo pior. Não pode ser essa a razão para não intervir a tempo (três anos de alertas deviam chegar e sobrar). Nas histórias parecidas de que tenho sabido a solução é invariavelmente a mesma: resolve-se o problema quando a pessoa em causa morre, mas não antes. Tenho vergonha de estar à espera.

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  1. Que história tão triste…

    Fico me perguntando como pode uma filha abandonar a mãe desta maneira.

    Fico na torcida para um bom desfecho.

  2. Lol para a expressão “quilters dream cotton”. E na tua foto um rectângulo do tecido da nossa bonequinha (o rosa, com as flores):-)

    Quanto ao caso, já tentaste contactar pessoalmente a filha? Alguém da família? IPSSs que haja aí no bairro? Quotizar o prédio todo e pedir o apoio domiciliário? Easier said than done mas é 1a ideia :-)

  3. Obrigada, Maria João.

    1. A filha é assustadora. Acho que me batia se lhe dirigisse a palavra, quanto mais se fosse para falar deste assunto.

    2. Não lhe conheço mais família.

    3. Contactei a Misericórdia. Vou procurar outras ipss, é uma boa ideia.

    4. Os outros vizinhos moram mais abaixo e como não se sentem incomodados dizem que não é nada com eles.

  4. A situação que a Rosa descreve dá-me a volta ao estômago. Mas é assim.Eu não queria acreditar quando a minha mãe me disse, há uns anos atrás, que abandonavam idosos nas urgências dos hospitais para irem de férias…

    Não sei o que esse tipo de pessoas pensam. Acham que também elas não vão envelhecer?

    Como diz o ditado:quem de outro se compadece de si se lembra.

    Não sei aonde é que vamos parar…

    Acho que recorrer à comunicação social é a única saída,pois só quando uma instituição é julgada publicamente é que parece que consegue resolver ( como por magia!)o que já devia ter resolvido há muito tempo.

  5. Ola Rosa!

    Por acaso não tinha grande conhecimento desta situação… Tirando uma vez um tanto ou quanto caricata em que a Dona F. nos bateu à porta e perguntou à minha mãe, com uma “simpatia abundante” se ela nos cheirava mal!!!A minha mãe (D.L) não teve coragem de a enfrentar… e acabou por-lhe dizer que não…:-S pelo que sei o único contacto da filha com a D.F. é o almoço de Domingo que nem é em casa da D.F. é num restaurante ao fundo da rua… E realmente a filha tem um ar mais assustador q a D.F. … Outra hipotese que me surgiu que não sei se será viável ou possível é o contacto com o proprietário do andar…:-S não sei até q ponto poderá resolver a situção que pelos vistos já se arrasta à algum tempo… “felizmente” apenas me cruzo com a D.F. nas escadas algumas vezes…

    Mas se poder ajudar…

    Boa sorte!

  6. Junta de Freguesia?

    Existem centros sociais de apoio a idosos que operem nas redondezas?

    centros paroquiais?

    Ou até a APAV, porque, de facto, ela é vítima de negligência.

  7. A Junta de Freguesia foi precisamente o meu ponto de partida, há três anos. Foi lá que me deram os contactos da SCML. Infelizmente, pelo menos esta Junta não reune ou disponibiliza esse tipo de informação, tantas vezes útil aos fregueses (lista de centros sociais, infantários, escolas e outras infraestruturas). Provavelmente o próximo passo será marcar (nem que seja outra vez à força) nova reunião com a delegada de saúde…

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