incentivo à leitura

capas

Um dos blogs que sigo mais atentamente é o Yarnstorm. Pelas fotografias, pelas cores, pelos textos, mas se calhar sobretudo por a Jane Brocket misturar como ninguém quilts e bolos com livros (tanto assim que foi recentemente plagiada).

O único livro não infantil que comprei na feira do livro deste ano (na Plátano havia livros do Babar a cinquenta cêntimos cada um!) foi O Visconde Cortado ao Meio (Italo Calvino, Teorema, s.d.). Foi por um triz que a capa, a fazer lembrar o grafismo medonho de quase todos os manuais escolares, não me demoveu. Se não fossem o bom tempo e a nostalgia do acontecimento ida à feira do livro de há usn 20 anos atrás acho que não o tinha trazido. A verdade é que me revejo totalmente neste post da Jane, que vou sempre a correr ler o livro antes de ver o filme e que já comprei livros pela capa. Deve ser por isso que trago mais livros da secção em língua estrangeira da fnac do que de qualquer outra (em Portugal o económico e portátil paperback parece ser uma tipologia esquecida e as boas capas são a excepção) e que, depois de dez minutos em frente à prateleira, não consegui trazer para casa um único romance do Eça de Queiroz (e são vários os que ainda não li).

Na fotografia, duas edições (da mesma tradução) do mesmo livro que adoro. A da esquerda está nas livrarias. A bonita (capa de João da Câmara Leme), com sorte, nos alfarrabistas. Apesar de agora ter as duas (comprei a mais recente por não saber da mais antiga) li a obra por outra, ainda mais saborosa por mais viajada e partilhada.

10 comments » Write a comment

  1. Também doro estes livros do Italo Calvino! Mas a minha preferência vai para “O Cavaleiro Inexistente”. O cavaleiro que não existe sem a sua armadura… Um espanto!

  2. Este foi o primeiro livro do Calvino que li e, desde então, apaixonei-me perdidamente :). Que engraçado este título traduzido – aqui se chama mesmo “O barão nas árvores” e, há pouco tempo, a Companhia das Letras fez uma remodelação completa das capas do Calvino, que passaram a ser geométricas (ficaram bonitas, vendo ao vivo, mas não passam nadinha do que é o autor – olha aqui) Antes, era assim, que é como as tenho todas da coleção. Agora, esta sua edição antiga é lindíssima, estou encantada!

    ps. nao conhecia o blog linkado, adorei!

  3. cá em casa também temos essa edição antiga :)

    li a trilogia há bastante tempo. primeiro “o Visconde cortado ao meio”, que foi o que gostei mais :) mas os outros dois são igualmente belos.

  4. Um dos meus escritores favoritos! A edição que eu tenho é também a da Teorema, mas a primeira vez que o li foi numa edição dos anos 60 dos meus pais da Texto Integral.

  5. O barão Trepador! Adooooooooro. Adoro. A minha capa não é nem uma nem outra, é bem feiosa, uma colacção da Visão.

    E comprar livros pela capa… é tão fácil quanto viciante, não fosse o bolso põr travão ao impulso.

  6. É um dos meus escritores favorito, sinto-me pequena de novo e é como se alguem me contase uma estória.Estou a pensar em ilustrar alguns momentos de “O barão trepador”, tem imagens muito fortes.

  7. Acho incrível o mercado livreiro do nosso país…

    Livros caros e gigantescos, com capas demasiado rijas, difíceis de enfiar dentro da mala para ler durante o dia. Acho espantoso como ainda nenhuma editora se lembrou de pegar na experiência inglesa, americana, francesa, etc., e editar verdadeiros livros de bolso a par das edições mais caras! Acabo muitas vezes por ler as edições em inglês pois chegam a ser um terço do preço, mesmo mandando vir com portes de envio.

  8. =)) engraçado… quando andei a escolher tema para a tese andei que tempos indecisa entre a maria keil e o joão da câmara leme!…

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