Monthly Archives: June 2006

#572

572

évasée

pepe jeans + gerdas

… é música para os ouvidos de uma grávida que não morre de amores por roupa de grávida. Depois da saga das calças perfeitas fui à procura de partes de cima bonitas e confortáveis. Acertei em cheio nesta loja (acabamentos decentes, preços no limbo) que, para além de camisas com golas quiltadas (eu sei que é acolchoadas), tem um monte de estampados africanos, mesmo a calhar para condizer com os meus sacos novos.

Por falar em quilts:

Sunshine after the Rain e um seu digno antepassado.

CatarinaM: depois do sucesso das fotos no Flickr, a Catarina abriu finalmente uma loja online. Parabéns, Catarina!

A fotografia (com um gancho da suíça Gerdas que vou disputar à E.) é enganadora: parece, mas não fomos infectados pela bandeirite.

#569

569

22 semanas

barriga

Das 20 semanas para agora a principal mudança são os movimentos mais frequentes e perceptíveis do bebé. A E. continua fascinada com a ideia de ir ter uma irmã e passa os dias a avaliar o crescimento da minha barriga, a perguntar-me (entre três milhões e meio de outras perguntas que agora faz diariamente) o que é que eu acho que a irmã dela está a pensar neste momento e a falar de tudo o que vai partilhar com ela (a ver vamos se na prática vai ser assim tão fácil). No dia-a-dia só me custa ter de encurtar e desacelerar as longas expedições a pé em busca de tecidos e atavios (uma das partes deste meu trabalho de que mais gosto) mas não é angústia que uma hora por dia refastelada a ler ou a dormir a sesta não compense.

azul

azul

Os sacos do cadeado já partiram. Estes têm cores de praia (estão na loja).

Aqui, um quilt feito de tecidos africanos.

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recuerdo de portugal

sabonete para o meu banho

made in portugal

Ainda antes dos exageros futeboleiros, várias drogarias aqui da zona resolveram fazer montras dedicadas aos produtos da especialidade fabricados em Portugal. Não sei que peso terá nesta ideia o projecto Uma Casa Portuguesa mas é o género de coisa que me transforma logo em turista de vá para fora cá dentro. Não resisti ao sabonete Para o Meu Banho, a cheirar a essência de drogaria da minha infância.

A ver (sem ter nada a ver):

Histórias da vida privada: sobre este assunto, este alerta. Preocupação justificada ou excesso de zelo?

Art Blogs: artigo de Alice Geirinhas para a artecapital.net.

Landscape: tricot na parede por Jess Hutch.

áfrica

saco africano

saco africano

Já vi escrito que os tecidos como estes, estampados em batik, são os descendentes afrcanos das chitas portuguesas. Não sei se são ou não, mas há anos que os seus padrões inesperados me fascinam. Destes sacos fico com um para mim. Os outros estão na loja.

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incentivo à leitura

capas

Um dos blogs que sigo mais atentamente é o Yarnstorm. Pelas fotografias, pelas cores, pelos textos, mas se calhar sobretudo por a Jane Brocket misturar como ninguém quilts e bolos com livros (tanto assim que foi recentemente plagiada).

O único livro não infantil que comprei na feira do livro deste ano (na Plátano havia livros do Babar a cinquenta cêntimos cada um!) foi O Visconde Cortado ao Meio (Italo Calvino, Teorema, s.d.). Foi por um triz que a capa, a fazer lembrar o grafismo medonho de quase todos os manuais escolares, não me demoveu. Se não fossem o bom tempo e a nostalgia do acontecimento ida à feira do livro de há usn 20 anos atrás acho que não o tinha trazido. A verdade é que me revejo totalmente neste post da Jane, que vou sempre a correr ler o livro antes de ver o filme e que já comprei livros pela capa. Deve ser por isso que trago mais livros da secção em língua estrangeira da fnac do que de qualquer outra (em Portugal o económico e portátil paperback parece ser uma tipologia esquecida e as boas capas são a excepção) e que, depois de dez minutos em frente à prateleira, não consegui trazer para casa um único romance do Eça de Queiroz (e são vários os que ainda não li).

Na fotografia, duas edições (da mesma tradução) do mesmo livro que adoro. A da esquerda está nas livrarias. A bonita (capa de João da Câmara Leme), com sorte, nos alfarrabistas. Apesar de agora ter as duas (comprei a mais recente por não saber da mais antiga) li a obra por outra, ainda mais saborosa por mais viajada e partilhada.

#568

568

retalhinhos

retalhinhos

caracol

Há semanas que juntei estes seis tecidos para fazer um novo quilt. Depois deste (que nunca chegou a aparecer aqui) e deste, tenho a boa desculpa de a E. precisar de um para a nova cama. Desta vez apetece-me fazer uma coisa no género da hipótese 1 deste post.

Com os retalhinhos que cosi ontem fiz, para oferecer a uma mãe de parabéns, um porta lenços de papel (verdadeira inutilidade que me faz pensar se daqui a uns anos não estarei no estado agravado de costurar naperons com rendas para enfeitar a televisão). O molde foi tirado a olho dos deste livro (1 e 2). Vale a pena ver os muitos outros que por aí andam.