quilting pfp* (1)

baetão português

A acompanhar o meu crescente interesse pelo quilting (aliás técnica das colchas de retalhos) tenho recebido uma série de emails com perguntas e pedidos de ajuda sobre o tema. Aqui ficam algumas primeiras respostas (e espaço para outras perguntas, links e conselhos que surjam via caixa de comentários). A minha experiência é para já muito pouca e o que tenho aprendido está quase tudo nestes arquivos.


Decidi há pouco tempo que gostaria de fazer o meu primeiro quilt e (…) fiquei ainda com as seguintes grandes dúvidas para as quais agradecia imenso a tua ajuda… A primeira tem a ver com o coser à mão ou coser à máquina

Cosi à mão cada pontinho da primeira manta de retalhos que tentei fazer (esta). Está por acabar. Nas seguintes, como esta e esta, uni os retalhos e acolchoei à máquina. Acolchoar à máquina peças grandes sem fazer grandes disparates não é fácil, pelo que os principiantes têm vantagem em fazer esta parte à mão.

Mas não é preciso ter uma máquina de costura especial?

Preciso não é, mas deve ajudar bastante. Na minha (que é normalíssima) não consigo senão acolchoar a direito, em linhas paralelas e perpendiculares, mas se calhar é falta de jeito. Para comprar, em Portugal, uma máquina de costura especial para quilting, é contactar a simpática Mónica Amaral da MCI (Máquinas de Costura Idustriais) e pedir para ver a Brother NX400 – Quilting Club.

E o recheio do quilt, cá em Portugal onde é que se compra?

Daquele que se vê nos livros e sites de outros países não sei, infelizmente. Mas há outras possibilidades. Pode usar-se flanela de boa qualidade, drakalon (de que eu pessoalmente não gosto por ser sintético) ou o simpático baetão (na foto). O baetão é feito de 100% algodão e existe em várias espessuras. O cinzento, que me disseram que já não se fabrica, é feito de desperdício têxtil e toda a gente o conhece dos panos do chão tradicionais.

Retrosaria

(continua)

*Perguntas Frequentemente Perguntadas. Outras aqui e aqui.

*M.C.I. – Máquinas de Costura Industriais, sa

Zona Industrial da Maia I – Sector IX – Lote 13

Apartado 6057

4476-908 Maia

Portugal

Tel. +351 220 120 400 – Fax. +351 220 120 440 – mci arroba mci ponto pt

14 comments » Write a comment

  1. Olá Rosa,

    obrigado pelo comentário.

    Respondendo à tua pergunta os paninhos que servem de cenário são antigos sacos do pão que há cá por casa e que usurpei por os achar lindos. São tecidos antigos que sobraram de qualquer coisa e a minha avó transformou em sacos do pão. No fundo são quilting!

    bjs

    Inês

  2. Também gosto muito de quilts ou trabalhos em patchwork principalmente as ditas colchas de retalhos e, apesar de não saber coser, já ando a juntar restinhos de tecido para me aventurar na construção de um. Mas apesar disso o que me fascina é esse tipo de tecido ou panos que normalmente usas para fundo das fotos dos bonecos, esses feitos com restinhos de lã. E esses sim despertam-me muita curiosidade, não sei como se chamam ou como são feitos, mas penso que o princípio é o mesmo das colchas de patchwork: o reaproveitamento de restos de material, contudo não têm qualquer valor mas são lindos de morrer, ou eu assim acho. Beijos e continua a fazer esses trabalhos que são uma delicia para curiosos e leigos como eu.

  3. Este post das pfp valeu a pena, Rosa! Ainda não tinha enviado nenhum e-mail a fazer uma dessas perguntas, mas a verdade é que já andavam a dar umas voltas aqui pela minha cabeça.Principalmente porque comecei ontem o meu primeiro quilt e começam aparecer algumas dúvidas, que se vão resolvendo com a pesquisa, no entanto

    Obrigado também por ter indicado alguns sites de tecidos on-line. Embora adore fazer a romaria das lojas de tecidos, às vezes não encontro bem o que quero. Sabe bem ter mais alternativas…

  4. sempre a partilhar…

    estranho que nao consigas comprar o enchimento para os quilts por ai. aqui a terrinha tem uma loja de quilts, a ver se deixo os miudos um destes dias com o pai e vou ver o que por la se vende.

    mas o baetao parece-me bom substituto e sempre e produto nacional!

    os teus quilts sao lindos, desejosa de ver o ultimo para a cama nova da E.

    jinhos

  5. aqui fica a minha modesta contribuição para as PFP acerca de patchwork/quilting:

    - Coser à mão ou à máquina: tal como a Rosa tb diz, os meus primeiros foram à mão… ainda estão por terminar.:) Coso tudo à máquina, com muito alinhavo prévio, e com muitos alfinetes na hora do quilting (acolchoar?…) propriamente dito. Uso máquina normalíssima (Singer com 20 anos), e também (ainda!) só consigo acolchoar a direito. As tentativas de fazer círculos e curvas saíram frustradas. (tenho de tentar numa peça mais pequena para começar)

    - Recheio: uma grande busca de todos os dias… Cá não se encontram muitas alternativas nas lojas. Costumo comprar um enchimento de poliéster (tipo o que se usa para as almofadas, mas prensado) que é o que se usa para fazer colchas.

    O baetão já pedi várias vezes na loja cá da terra onde me vou “aviar”, mas o dono, muito incrédulo, diz-me sempre que não o vende porque é uma porcaria e faz imenso lixo :(

    Também tenho usado mantas polares nos quilts de bébé, lençóis de flanela velhos, e cobertores velhos de algodão.

    :)

  6. Querida Rosa,

    Não imaginas o jeitão que estas dicas dão!

    Obrigada e um beijinho*

  7. Ontem já tinha tentado deixar um comentário, mas deu erro:(

    Aqui vai a minha modesta contribuição para as PFP acerca de quilting/patchwork:

    - à mão ou à máquina: tal como a Rosa, os meus primeiros foram feitos à mão… alguns ainda estão por terminar. Hoje faço tudo à máquina com muito alinhavo prévio e muito alfinete na altura de acolchoar,para não fazer muita asneira.

    Também (ainda) só faço costuras no acolchoado a direito, mas a pouco e pouco, em peças mais pequenas, lá vou fazendo linhas curvas para lhe ir tomando o jeito. Também uso uma máquina de costura normalíssima (Singer com 20 anos).

    - O recheio perfeito do “quilt” é também uma incessante busca… uso com mais frequência um enchimento de poliéster que se usa normalmente para fazer colchas e edredons, que há em várias larguras, com e sem parte de trás, e se encontra em qualquer loja sem grande dificuldade.

    Quanto ao baetão, já o pedi várias vezes aqui na loja da terra onde me vou “aviar”, mas o senhor, muito incrédulo, diz que não vende semelhante coisa, porque “é um desperdício industrial, que é muito porco e faz muito lixo, só serve para fazer trapos para limpar o chão” (sic)

    Tenho usado também com bastante sucesso mantas polares nos quilts de bébé, lençois de flanela e cobertores antigos (daqueles mais finos e pouco pesados)já sem uso.

    - Quanto aos tecidos, há de tudo um pouco: desde feiras, retrosarias modernas e velhas, heranças da bisavó, lojas na internet e trocas. Depois há que combiná-los o melhor possível:)

  8. Não tenho idéia do que seria este baetão, ele me parece algo pesado, é mesmo?? Aqui no Brasil uso mantas acrílicas resinadas, são leves e tem em várias espessuras. Também tenho a dificuldade no quilt. Em peças grandes parecem uma coisa do outro mundo, mas chegaremos lá. E negócio é muita calma, paciência e treino!!!

  9. Que lindico seu blog. Adorei as descrições. Não consigo imaginar o que seja baetão. Aqui no Brasil enconcramos uma manta acrílica em diversas espessuras. São quentes e leves. Este baetão me parece pela foto algo mais pesado, é isto mesmo?

  10. Para quem interesse, há uma peça que se compra nas lojas Singer e que serve para tapar os “dentes” da máquina, isto no caso das Singer, há outras marcas como as Oliva em que os “dentes” se podem rebater. A partir daí, como já não há impulsão do tecido podemos movimentá-lo como quisermos, com ou sem bastidor, em circulos, ondas, quadrados, é só criar… basta um bocadinho de treino, com pedais ou motor. Espero que tenha sido de algum préstimo.

  11. minha cunhada vem ao brasil em julho poderia me indicar lojas em que ela possa comprar tecido para estes trabalhos, e preçobrigadoos dos tecidos obrigado

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