Monthly Archives: August 2006

lisbonense

sapataria lisbonense

Há meses que andava a namorar a montra da Sapataria Lisbonense, enquanto me decidia entre calçar ou não à E. uns sapatos mesmo a sério (porque pensando bem não tinha tido uns únicos até hoje cuja sola não fosse de borracha). A experiência, que já resultou num par de pés felizes, fez-me pensar que 1. há anos que não entrava numa sapataria propriamente dita; 2. só tenho e só tive nos últimos anos um par de sapatos sem sola de borracha e as vezes que os usei contam-se pelos dedos de uma mão; 3. esses mesmos sapatos são também, que me lembre (e apesar do nome enganador da marca), os únicos sapatos portugueses que tive em talvez mais de dez anos (!).

Alguns links atrasados:

Denise Burge (via Whip Up).

Piece of Cake: este estojo, estes bonecos e as outras imagens todas.

Make a T-Shirt laptop case.

Continuar a ler…

cravos

saco de tecido africano

(na loja)

30 semanas

mãe

Meia dúzia de graus centígrados fazem milagres pela disposição de uma grávida. Estou outra vez mais ou menos capaz de de formar frases com princípio meio e fim e já me sinto em contagem decrescente, mesmo se as arrumações em casa estão longe de chegar ao fim e se continua por saber-se quantos quilos de carrinho estamos dispostos a carregar escadas acima durante mais ou menos um ano e meio.

O Nome, primeira pergunta que ouvimos dos amigos à estação dos correios, ainda não é definitivo e já nos fez ler o vocabulário onomástico do prontuário ortográfico às três da manhã (só para ficarmos a saber que se pode dar a um filho como nomes próprios, por exemplo, Faraó Imaginário). Continuo a teimar nos nomes emocionalmente sancionados pela história familiar (eu sei que tal coisa não faz grande sentido senão na minha cabeça), mas a decisão final está adiada para um dos dias das próximas oito semanas.

We’re having a baby! Now what?: uma lista de conselhos da Swissmiss.

a.b., d.b.

diário gráfico

diário gráfico

diário gráfico

Quando, há cinco anos e muito longe, este blog começava a tomar forma, o longo reinado dos chamados diários gráficos e das agendas escritas, desenhadas e coladas com o maior dos cuidados ainda não tinha chegado ao fim. Este chegaria mais ou menos um ano depois, quando a minha barriga começou a crescer. Ontem, no meio de arrumações, folheei-os quase todos, com algumas saudades (ou, melhor, saudades de algumas coisas) do tempo em que desenhei com mais disciplina e regularidade, ainda que com preguiça a mais pelo meio e nunca em quantidade suficiente. Mas um dia eu chego lá.

work&shop

rosa pomar na work&shop

É na Rua das Pedras Negras, muito perto da Sé de Lisboa, e já abriu. Tem uma galeria (neste momento preenchida por uma exposição de fotografia de Pedro Saraiva), artesanato propriamente dito (Júlia Ramalho, Júlia Côta, etc.) e, entre outras coisas, bonecos meus e peças da Rita Fialho.

Work&Shop

Rua das Pedras Negras, 17

Alfama, Lisboa

tanto calor

tanto calor

saco de chita

enriqueça o seu vocabulário

a flor

Depois de desenhar uma magnífica flor e aborrecida com uma estrela que não saiu como queria, amassou o desenho num gesto inédito e fugiu para o sofá a choramingar:

Então, estás frustrada?

Não. Estou zangada com as coisas que não consigo fazer. O que é frustrada?

É isso mesmo.

[Entra o pai:] Então, E., o que é que se passa?

Estou frustrada.

calor

bookcrossing

A contar de baixo, os livros dos últimos dias e dos próximos, a provar que o calor em excesso faz mesmo mal ao juízo. De trás vinha o excelente último romance da Zadie Smith (três dias mais nova do que eu), mas com a subida da temperatura (e a E. de cama durante dois dias) a coisa descambou, primeiro para aqui, depois para aqui e agora para este exemplo consumado da chamada chicklit. O que se segue já é mais a sério, assim o clima o permita.

BookMooch: através do Make: Blog, acabo de descobrir mais um site para quem gosta de ler e de partilhar livros. Vou explorar.

#603

rosa pomar

and then there were four

4

Guiada para já apenas pelo bom senso, tenho tentado preparar a E. (e a mim) para o que aí vem. Não que queira diminuir-lhe o entusiasmo ou prescindir dos miminhos na barriga, mas sobretudo para a poupar a desilusões (uma irmã que só mama e chora e dorme em vez de uma companheira de brincadeira) e minimizar o choque de se ver de repente obrigada a partilhar-nos com uma estranha que todos culminam de atenções e mimos. A tarefa não é propriamente exequível, nem seria normal conseguir privá-la da avalanche de emoções que se avizinha, mas vou tentando. Hoje, numa primeira pesquisa sobre o assunto cheguei a esta página, cheia de conselhos que me pareceram ajuizados e que constatei com algum alívio já ter em boa parte seguido. Também comprei com a E. e com segundas intenções uma familia de plaimobís que inclui um bebé e um filho mais velho. A ideia é simples mas parece interessante: entre vários outros pormenores, serviu para constatar que o bebé ainda dorme no quarto dos pais enquanto que o rapaz já não, que a mãe muitas vezes está a dar de mamar e não pode ir brincar e que o mais velho já faz uma série de coisas que o bebé não consegue.