slingando

sling

sling

Nas últimas duas semanas a A. passou boa parte do dia confortavelmente enroscada no sling de uma amiga. Éramos para o ter devolvido há dias mas comecei a achar que não podia passar sem ele. Okupámo-lo enquanto tentava decidir-me (coisa que uma puérpera não faz facilmente) entre várias marcas, até que me lembrei que também podia fazer um. Googlei (o verbo existe pelo menos em Inglês) o assunto e encontrei diversos moldes e muita informação. Passei uma manhã a imaginar as costuras perfeitas para juntar conforto e acabamentos bonitos e em poucas horas… voilà! Agora é resistir à tentação de fazer um diferente para cada dia da semana, até porque tenho de dar resposta aos pedidos de bonecos…

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aprendiza de feiticeira

tricot

A minha menina cresceu de repente. Nos últimos meses aprendeu tantas coisas que parecem demais. Quero listá-las e perco-me. Aprendeu cada um dos meus gestos a tratar da irmã e imita-os ao pormenor. Faz-nos rir (e às vezes perder a paciência) com o jeito para argumentar e regatear, surpreende-nos com os desenhos, as histórias, as associações de ideias, o vocabulário e a destreza de mãos. Ontem, para minha surpresa, estreou-se no tricot.

oficina fio

oficina fio

oficina fio

Há algumas semanas fui contactada pela Tita Costa, que se dedica a tingir lãs com pigmentos naturais. Pedi-lhe algumas amostras e fiquei rendida – já estou cheia de vontade de pegar nas agulhas de tricot* outra vez. As cores são lindas e ainda gosto mais delas por saber que são obtidas com feijão preto, uva tintureira, cebola, barba de milho, casca de noz, hera…

Como já recebi várias vezes emails de pessoas à procura de lãs bonitas cá em Portugal, aqui fica o contacto: oficina.fio@gmail.com.

*por falar em tricot, olá Ana, estavas muito linda na revista do Expresso este Sábado.

e pur se muove

...

Contra todas as evidências, lá fora o tempo não parou. Prova disso são as cantigas novas que a E. traz da escola todos os dias (lembro-me mas não sabia que me lembrava de quase todas – estranha máquina, o nosso cérebro) e o correio: tecidos japoneses oferecidos pela Anna Dilemna, pintinhas espanholas descobertas pela Ana Lopez Gomez e os meus novos cartões Moo.

Na véspera de a A. nascer (ou, melhor, ser nascida) ainda tive vontade de trabalhar mas há três semanas que não sei o que isso é. A ideia de aproximar agulhas do berço para já assusta-me, mas já sonho com combinações de cores e padrões. Em Dezembro espero retomar devagarinho a produção mas, até lá, não consigo concentrar-me em tarefas mais exigentes do que a leitura: passei da Silvia Plath que me acompanhou nas últimas esperas das últimas consultas para o Bilhete de Identidade que inesperadamente encontrei por casa dos meus pais e de que, passe a overdose de vírgulas, gostei bastante.

Na blogolândia, previsivelmente, quase tudo me passa ao lado. Do pouco que não me escapa, ficam um cobertor, uma boneca, cada um dos posts da Jane e dos da Ana.

das coisas por escrever

tempo

1. Cada vez que olho para ela penso que nunca vai voltar a ser tão pequenina e quero comê-la com os olhos e com beijos. 2. Tentar dar atenção às duas ao mesmo tempo nunca funciona. 3. A E. tem dores imaginárias desde que a irmã nasceu mas exibe-a com orgulho às visitas como se de obra sua se tratasse. 4. (e 5. e 6. e 7.) Uma cesariana não é um parto.

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