by appointment

avent

Ainda antes de escrever qualquer um de muitos outros textos que me apetecem e com uma ressalva*, um momento de publicidade gratuita aos dois produtos que me pouparam a um mês garantido de sangue, suor e lágrimas como o que passei quando a E. nasceu, e que só não me fez desistir de a amamentar à custa de uma enorme vontade e de muitos abraços apertados:


Poucas mulheres saberão bem o que as espera quando põem pela primeira vez o seu primeiro filho ao peito. A julgar pelas que comigo partilharam a enfermaria desta vez serão mesmo mesmo muito poucas. As que frequentaram cursos de preparação para o parto ou que leram sobre o assunto (uma minoria?!) têm noções mais ou menos vagas sobre posições correctas, conhecem o vocabulário (colostro, subida do leite, gretas e mastites) e sabem com maior ou menor pormenor que os bebés beneficiam em ser amamentados. As outras, surpreendentemente, parecem não saber mesmo nada. Baralham-se com as instruções contraditórias das enfermeiras e ao segundo dia já imploram pelo suplemento. A verdade, quanto a mim, é que neste como em muitos outros aspectos da maternidade o instinto não basta e quanto mais informação e preparação, melhor. E mesmo assim custa. Pouco a umas, muito a outras e tanto que desistem a muitas. A mim, da primeira vez, custou muito. A teimosia que me fez persistir não seria certamente tanta se não estivesse informada como estava. Desta vez (e aqui vem finalmente a parte da publicidade) custou-me muito menos. Três dias em vez de trinta! Graças, naturalmente, à experiência adquirida, mas com a grande ajuda de um creme – Lansinoh Brand Lanolin – e de um acessório de aspecto estranho, as conchas da Avent – ISIS Comfort Breast Shell Set. Ambos foram oferecidos por uma mãe com provas dadas na matéria e aqui ficam recomendados, absolutamente by appointment d’A Ervilha Cor de Rosa.

*a ressalva, sobre o exagero de produtos que rodeiam um recém-nascido, fica para outro post.

37 comments » Write a comment

  1. ai rosa, o que eu pedi: “tem de haver um creme mais poderoso do que estes, tem de haver!!!”

    eu levei os mesmos mais de 30 dias a ficar com o peito em condições. tentei ser o mais persistente que consegui. e me apeteceu, pronto.

  2. Oi Rosa, vejo que está super bem, apesar da cesárea não é? Logo reconheci estas conchas de silicone, que minhas amigas com bebês recentes usaram. Parece que ajudam muito mesmo. Estou contigo e não abro, apesar do desconforto temos que tentar o leite materno! E hoje temos a tecnologias ao nosso lado.

    Acho incrível as pessoas não se interessarem a saber um poucos mais sobre estes primeiros dias e como lidar melhor com a maternidade… é uma pena, pois acredito que sejam muito preciosos! Boa sorte!! Um super beijo para todas,

    gil

  3. Oi Rosa!

    se apresentando mais uma mãe que teve dias menos dolorosos com as conchas de amamentação (aqui a tradução é chapéu de amamentação). Corroboro tudo o que você disse, mas gostaria de lembrar um aspecto do uso contínuo: a pele da auréola continua fina e o estimulo mecânico acaba não sendo o mesmo daquele boca-seio. Na minha prática o que aconteceu é que eu comecei a produzir pouco leite a partir da 3 semana, por conta da estimulação mecanica ineficiente e pela pele ainda estar fina, quando eu tentava amamantar sem o chapeuzinho, eram feridas e mais feridas que abriam de um dia para o outro. Meu conselho é alternar, se possível, a amamentação com o chapéu e sem. Mas enfim, cada experiência é de si e eu espero que você continue assim, firme, forte, cheia de energia para a querida Amélia.

    beijo grande,

    Glau

  4. pois aqui está um assunto controverso e que toca todas as mães lá no fundo. Gostei muito de ler o relato da mãe da Pia, no 6 1/2 stitches, principalmente pela honestidade.

    A verdade é que nem todas as mães vão conseguir amamentar.E esta é uma realidade que não percebemos quando estamos grávidas. Nunca me senti tão desesperada como quando tentei por tudo amamentar a minha filha, e não consegui. Acho que o principal sentimento de frustração é providenciado pela mãe natureza, que nos dá uma piscadela de incapacidade para alimentarmos a cria…

    Para todas as mães que quiseram genuinamente amamentar e não conseguiram: ainda bem que estamos no século XXI!

  5. Oh, Rosa, o meu ponto fraco na maternidade!! Estou contigo, leite materno SEMPRE, e também quando dizes que, neste caso, pouco ajuda o instinto. Sempre li MUITO sobre o assunto e sofri bastante… Por sorte, apesar de doloroso, o T. é um sobrevivente e lutou arduamente para que o meu leite persistisse e a M. já teve o caminho facilitado, pelo que amamentar pela segunda vez foi bem mais fácil. Mesmo assim, continuo a ler MUITO, MUITO sobre o assunto porque quero que à terceira ainda seja melhor e consiga realizar o meu sempre sonho de amamentar “em condições” e com isto quero dizer mais de 3 meses (que é melhor que nada mas é muito pouco para mim…).

    Creio, pelo que vou lendo e ouvindo, que cada gravidez é uma gravidez e eu sempre me preocupei muito com a alimentação, com a forma adequada de tudo e vejo mães a amamentarem até 2 anos a alimentarem-se pessimamente mal e, e, e,…

    Aproveita esse momento que é tão complicado quanto terno, doce e simplesmente único, é, realmente um superpoder!

  6. É tão giro como, mesmo não pensando em ser mãe tão cedo, dou comigo a ler sobre o quotidiano da tua e de outras maternidades por causa do teu blog. Sabe bem aprender coisas novas…

  7. Rosa

    eu não tenho que me queixar. O primeiro mamou até aos 8 meses e meio sem grandes precalços. No segundo tive o peito gretado do 2 aos 4 meses. Usei de tudo, vários cremes, protectores de silicone, tirava o leite com bomba, mas ele não gostava do biberão. Só passou quando o dermatologista me receitou um antibiótico. Ainda hoje não sei como não desisti. Mamou até ter um ano. O terceiro faz hoje 4 meses, e naturalmente, ainda mama. E muito me custa que esteja a chegar a altura de começar a comer a sopinha. Aqueles momentos só nossos, com ele coladinho a mim, vão ser cada vez menos. Posso dizer que até já tenho saudades.

    Por isso Rosa, não desista. As compensações são bem maiores que os sacrificios.

    Muitas felicidades para a Amélia e para a Elvira.

  8. Dou graças ao mesmo creme, mas ainda não consegui acabar com as feridas. Já lá vão cinco quilos (dele), uma estria minha (pela rapidez na perda de peso), e quase um mês e meio. Neste aspecto, a segunda vez tem sido muito pior – até porque nem sempre há tempo para tratar o peito como o prescrito. De qualquer modo, é uma questão de aparelho que gostava de resolver tentando com o Pedro fazer os seis meses de amamentação exclusiva recomendados pela OMS.

    Boa sorte.

  9. A minha filha mamou até aos seis meses e meio. Nasceu no percentil 5 e num mês e meio chegou ao 50. A minha experiência é muito boa. Assim que ma deram, mamou mais de meia hora. Eu nem queria acreditar. Era tão pequena e já tinha tanta força. Ela nasceu no SFXavier, que é um hospital amigo da amamentação e, embora me tenham ajudado muito, ainda tive que lutar contra um suplemento porque era pequenina (36 semanas) e no início achavam que podia ficar hipoglicémica. Ela cuspiu aquilo tudo.

    Mas custou-me muito a subida do leite. Muito. Custaram-me as dores e a ansiedade. O peito encheu muito depressa (de 34 para 40!) e encaroçava. Parecia que tinha duas pedras gigantes no peito. O segredo é aprender a retirar o excesso com massagem manual (evitar a bomba nesta fase, porque é demasiado estimulante) e é preciso pedir ajuda a quem saiba ensinar qual é o movimento. Depois, de repente, o peito estabilizou, perfeitamente adaptado à procura. E foi tão bom que ainda me encolho de prazer quando me lembro. Ai, ai.

  10. *muitos parabéns* que bebé linda!

    amamento há seis meses e nos primeiros dois meses foram essas conchinhas que me aliviaram os mamilos, qd estes ainda n estavam habituados. mas ninguém me falou delas… vi numa loja, achei brilhante e comprei. que rica compra! e o creme fui a correr comprá-lo qd cheguei da maternidade :) antes prevenir que remediar, pois os mamilos já estavam um pouco macerados ;P

    assim, não há nada que nos trave a amamentação… muito prazer e conforto =)

  11. Olá Rosa,

    parabéns pela linda Amélia!

    Com minha primeira filha foi realmente muito difícil, peitos rachados antes de deixar a maternidade e sangrando no dia que cheguei em casa. Felizmente me recomendaram as conchas, os bicos de silicone e a mesma maravilhosa pomada.

    Faço uma apenas uma ressalva – os bicos de silicone dificultam a amamentação – já que há um intermediário entre a pele e o bebê. Enquanto os usei, minha filha quase não ganhou peso (nos primeiros 15 dias), por isso me parece melhor alternar ou não se valer deles.

    Já as conchas são excelentes, a pomada alivia muito o ardor, e ainda recomendo – se for possível – banhos de sol pela manhã (15 a 20 minutos), sol direto sobre os seios (não pode ser através de vidro). Para onde o sol não aparece, pode-se usar um abajour ou outra lâmpada qualquer (a uns 20 ou 30cm de distância) – o sol ou a luz (e o calor) ajudam imensamente a cicatrização.

    O segundo é sempre mais fácil, mas igualmente delicioso!

    bjs

  12. eu nunca amamentei por ter os mamilos para dentro. durante muitas semanas e para o Lars tirei com bomba, e so lhe dava o leite com uma seringa e o meu dedo na boca para nao se habituar ao biberon e ver se pegava na mama, tentei tudo e todas as tetinas e truques. a bomba achei uma chatice e nao fazia mais nada o dia todo, trinta minutos para tirar o leite, vinte para o bebe beber e quando dava por mim era hora de comecar tudo de novo porque ele bebia de duas em duas horas, quase nao dormia. e sem o estimulo necessario de um bebe a producao foi ficando cada vez menor.

    com a Tessa e para porque ja sabia no que ia dar, umas meras quatro semans de leite materno. acho que tive muita pena do contacto que se gera com o bebe durante a amamentacao! no outro dia vi um programa sobre maes no UK que amamentam ate aos quatro anos da crianca e olha que fiquei convenciada e nao achei estranho!

    boa sorte!

    jinhos

  13. olá rosa,

    amamentação é comigo (lol, dou de mamar desde fevereiro 2004 e desde fevereiro 2006 são dois a mamar).

    Só queria dizer que não é preciso ir tão longe, temos cá em Portugal a Liga La Leche e a SOS Amamentação que ajudam sempre.

    Bjs,

    Natália

  14. Ena, que maravilha ter os comentários a funcionar e tanta gente interessada!

    Esqueci-me de escrever que, ultrapassadas as dificuldades do primeiro mês, a E. mamou mais catorze :) Dessa vez experimentei os afamados mamilos de silicone mas sem sorte nenhuma. E concordo em absoluto com a Patrícia: ainda melhor do que conchas é usar uma toilette minóica sempre que possível.

    …e obrigada, Natália, pelo contacto da SOS Amamentação. O da La Leche League já estava no post.

  15. Olá Rosa,

    Parabéns pelo “ervilhal” lindo que geras!

    Sobre a amamentação, gostava de acrescentar algumas técnicas antigas, um cicatrizante magnifico, é o nosso próprio leite, após terminada a amamentação do nosso bebé, deve passar-se a mão embebida no nosso leite, sobre o mamilo, massajando suavemente, deixando secar ao ar, só após ter secado completamente, aí sim podemos vestir-nos convenientemente…apesar de não ser muito estético…é eficaz!

    O “Creme Gordo” é outra protecção que se pode usar, ajudando a manter a pele à volta do mamilo suficientemente “engordorada” para se fortalecer!

    Comigo resultaram, quem me ensinou? A minha avó que tem 83 anos…o resto é calma, paciência e muita cumplicidade…e ir tentando outras alternativas…

    Amamentei dois “leitões”, famintos, sempre que nasceram enormes e continuaram enormes, agora têm 3 e 1 ano, o primeiro até aos 6 meses, o segundo até aos 4…

    Boa sorte, que o futuro vos sorria a todos!!!

    Sónia

  16. Pois é Rosa, que bom ver tanta gente interessada no assunto!

    Já aqui ficou muito boa informação, inclusivé o testemunho da minha “colega” Natália ;)

    O SOS Amamentação é um bom contacto – são muito prestáveis e têm bons profissionais (modéstia à parte…). Além do mais é uma Instituição portuguesa, e com provas dadas no acompanhamento à Amamentação.

    As “conchas” da Avent também são um gaget que recomendo às mães com matilos gretados, porque uma das coisas que agrava essa condição é precisamente a humidade sempre presente. É sempre bom, quando estamos em casa, de deixar os mamilos ao ar (longe de correntes, claro) para que sequem naturalmente.(E também evitar grandes diferenças de temperatura, o que aconntece muitas vezes quando temos os mamilos quentinhos e dentro dos discos protectores e destapamos para dar de mamar – é fatal!)

    Quanto a outras razões que levam a essa situação de mamilos gretados, muitas das vezes são “más pegas” do bebé, é preciso certificar que o mamilo está todo na boca do bebé, e que ambos estão numa posição confortável.

    Em relação ao pessoal hospitalar, é realmente pena haver tantas instruções contraditórias, e mesmo a mãe mais motivada e sensibilizada pode ficar desmotivada com as primeiras dificuldades.

    Mais uma vez, tal como em relação ao parto, é bom não esquecermos que estamos biologicamente preparadas para isso. E que, salvo problemas graves de saúde, todas as mulheres são capazes de amamentar!

    Tudo o resto, vem por si.

    Um bom pós-parto, com muito amor, é o que vos desejo!

    :)

  17. Olá Rosa, parabéns pela bebé!

    Não sei se interessa o meu testemunho mas apetece-me deixar qualquer coisa sobre a minha experiencia de mamã e da minha fase da amamentação.

    Eu e o pai decidimos fazer o curso de preparação para o parto durante dois meses no Hospital Egas Moniz e a minha fisioterapeuta foi a Ofélia Moreira. Aprendi coisas muito importantes, esqueci e fiz ouvidos moucos a muitas opiniões sobre a amamentação das amigas e avós. Foi das melhores coisas que fiz até hoje. Ensinaram-me muito em relação à amamentação, mais do que li, vi na televisão ou que tenha falado com outras mães.

    Algumas amigas diziam-me que como fazia yoga não iria precisar de aulas de preparação para o parto… como se essas aulas se resumissem a isso — respiração e contracções.

    Foi uma grande ajuda por parte das fisioterapeutas, não só a nível da amamentação, conselhos para a mãe antes de parto e na recuperação dele, e a nível psicológico também me ajudaram bastante, porque todas as mães dizem que é tudo muito bonito quando os bebés saltam cá para fora, mas muitas esquecem que há dias muito difíceis e não têm coragem de dizer o que se passa cá dentro e o que nos passa pela cabeça durante as primeiras semanas. Estimulam os pais a irem sempre, há aulas específicas para o pai (ajudar a mãe antes, depois e tentarem estar presentes sempre que possivel, para não serem esquecidos).

    Depois dos bebés nascerem, as mães continuam a ir ao encontro no Egas Moniz, uma vez por semana durante toda a licença de parto, para trocar experiências, fazer massagens ao bebé e para irem sendo acompanhadas pelas fisioterapeutas com o intuito de não desistirem de amamentar e ajudarem a resolver alguns problemas. Se eu não tivesse tido toda a informação e apoio que tive dali tinha desistido de amamentar ao fim de três semanas.

    Uma das coisas que fiquei a conhecer e que ajudaram a que os seios nunca gretassem apesar da mastite que tive logo no inicio, foram uns discos de pura lã virgem que substituem os discos normais de algodão e têm um processo curativo continuo. Lavam-se e secam-se quando ficam muito duros do leite e voltam-se a usar dia e noite. A verdade é que protegem o peito e são muito confortáveis, e duram meses se soubermos cuidar deles. É dificil encontrar nas farmácias. São distribuidores que fornecem material mais para os hospitais, quem os vende é a Geofar. Penso que dá para pesquisar na net o contacto. Vendem outros produtos pouco conhecidos , como os «modeladores de bico» para quem não tem mamilo ou tem demasiado pequeno, e que se deve começar a usar antes do bebé nascer, pode resultar se a mãe for a tempo.

    Hoje tenho muito orgulho de ter conseguido amamentar a B. apenas só com o meu leite e ao peito, sem meter um biberão nos primeiros quatro meses e devido a isso ela engordava 400g por semana, ao fim de pouco tempo manteve-se muitos meses no percentil 90.

    Aprendi que amamentar não é só dar a mama ao bebé. É saber também produzir um bom leite, com qualidade e quantidade suficiente e sobretudo saber manter isso durante meses.

  18. Ola Rosa,

    antes de mais, muitos parabens.

    O A. nasceu em inglaterra ha quase cinco anos. Comecou a mamar duas horas depois de ter nascido (um parto longo e dificil que culminou numa ventosa) continuou exclusivamente ate as 20 semanas e so terminou aos 14 meses de idade.

    No Reino Unido as maes sao muito encorajadas a amamentar os filhos desde o nascimento e por um periodo prolongado de tempo; Em Portugal nao encontrei o mesmo empenhamento por parte do pessoal medico.

    Nunca tive qualquer problema com a amamentacao e mamilos doridos so com os primeiros dentes; nao sei se para isso contribuiu a minha atitude pessoal pois nunca me passou pela cabeca que algo corresse mal; na minha ingenuidade de mae recente, achei simplesmente que era assim com todas as outras maes e bebes…

    Agora que estou a espera do meu segundo filho, as vezes penso no assunto mas so saberei quando ele nascer daqui a 14 semanas.

  19. I’m glad you are sharing this Rosa. I used both products with my first child. It was hard at first, but we got over it with the help of a lactation consultant, a pump, a nursing circle support group (from which I made many good friends), and a lot of love. It never ocurred to me that nursing could be difficult (or painful). It just seemed like such a natural thing. Me alegra que estes compartiendo esto Rosa. Yo use esos dos productos con mi primera hija. Fue dificil al comienzo, pero pasamos esa prueba con la ayuda de una asistente de lactancia, una bomba, un grupo de apoyo de mamas que lactan (donde hice muy buenas amigas), y con mucho amor. Nunca se me ocurrio pensar que dar el pecho podria ser tan dificil (o doloroso). Siempre ha parecido algo tan natural.

  20. Olá Rosa,

    Antes demais gostaria de lhe dar os parabéns pelas suas lindas filhas ;o)) e pelos nomes lhes deu ;o))

    Quanto ao tema “amamentação materna” sou uma defensora-não-fundamentalista do leite materno. Quando estava grávida da minha Mimi frequentei umas aulas de preparação para o parto e tive uma sessão de esclarecimento sobre amamentação, com uma senhora super qualificada que faz parte da La Leche. (Fica aqui um bem haja para a Cristina, que mesmo depois da Mimi nascer, foi atendendo os meus telefonemas e foi dando resposta às minhas dúvidas). Quanto à Lansinoh, essa miraculosa pomadita é mesmo 5 estrelas! Usei-a até ao final da amamentação, e até os meus problemas de eczemas no mamilo não mais apareceram. Com uma enorme vontade de dar de mamar, com os cuidados de vazar muito bem a mama, com a secagem do mamilo (senhoras não tenham medo: é excelente andar de mamoca ao léu!), cuidados com a alimentação, e com a minha amiga Lansinoh as coisas correram muito bem até aos 12 meses da Mimi ((Não continuei pois a minha filha já tinha tantos dentes, que me mordia loucamente :oS )

    Confesso que quando estava grávida, pensar que iria dar de mamar assustava-me, eram aqueles relatos horríveis das amigas, das primas, das amigas das amigas, dum familiar dum primo duma amiga da vizinha, enfim… relatos reais, mas que à boa maneira portuguesa só servem para assustar as pessoas, em de vez de servirem para as esclarecer. Depois da dita sessão de esclarecimento, fiquei com a nítida sensação que era esse o caminho que queria seguir. E assim foi… Tive a Mimi na CUF Descobertas em Fevereiro de 2005, e adianto que salvo 2 raras excepções, os profissionais da área estão muito mal informados/sensibilizados para a amamentação, nas 2 vertentes: bebé e mamã.

    Bjs e muitas felicidades

    Nota: se alguém tiver dúvidas não hesite em contactar os especialistas na matéria

  21. Olá..

    Muitos parabéns pela linda Amélia. Também já cá tenho a minha linda Madalena!

    E, realmente, o Lansinoh tem sido a minha melhor ajuda. O que também me ajudou imenso foram os discos calmantes da Aquamed Active.

    Beijs para as ervilhas e para a mamã.

  22. outra coisa a experimentar para aliviar o ardor nos mamilos sao folhas de couve, das bem redondinhas, fesquinhas, saidas do frigorifico! como se de um soutien se tratasse! recomendo seriamente a todas as maes! parabens pelas duas ervilhas! ve-se que estao em boas maos!

  23. será muito desagradável/estranho…(ingrato?) dizer que destestei amamentar?

    que não tive qualquer sucesso com os discos de silicone, e que estava desejosa que aqueles momentos terminassem?

    pois. assim foi.

    não gosto de extremismos, nem para um lado, nem para outro.

    vou tentar de novo, mas se correr mal sigo para outra solução.

    Muito mais importante do que uma penitência imposta, é haver um momento agradável entre a mãe e o bebé.

    De preferência sem sangue, suor e lágrimas.

    beijos

    papoila

  24. Olá rosa.

    Mais uma vez cá estou a entrar nesta conversa a imensas mãos que por aqui se passa e para dar conta do meu testemunho.Há 8 anos qd me deparei com esta mesma situação estava mais que determinada a dar de mamar ao meu filho, e assim o fiz. Ao principio foi dificil pois achava que ele tinha fome e o meu leite naõ era bom até que ao 3º dia o leite finalmente “subiu” e o F. começou finalmente a engordar. Mamou até aos 15 meses porque qd introduzimos as papas lacteas aos 4 meses fez alergia á proteina do leite de vaca (talvez provocada pelo biberon de leite que bebeu mal nasceu, pois nasceu de cesariana com anestesia geral e eu não lhe podia dar logo leite ou ficava tb anestesiado). Com a M. já foi diferente, para evitar qualquer alergia até aos 6 meses não soube o que era outar coisa alem de leite da mãmã, tb mamou até aos 14 meses pois começou a morder-me. Tudo isto é mt bom , só tem um senão – Não consegui nunca que nenhum deles a seguir mamasse num biberon, e com isso só mais tarde voltaram a beber leite simples.

    Hoje bebem imenso leite – o F. tem 8 anos e a M. faz 3 anos dentro de dias.

    Parece-me que quem quer realmente dar de mamar consegue, é preciso ter alguma paciência e calma ao principio não é facil. Também da 2ª vez tive alguns problemas com os mamilos mas com alguns tratamentos e cremes conseguimos os nosssos objectivos.

    Um beijo para todas as “Ervilhas”.

  25. Eu, não sendo ainda mãe e não tendo por isso experiência nenhuma de amamentação, acredito que a natureza é sábia e que, com as condições certas, vou conseguir amamentar como qualquer outra mulher. Mas depois li o teu post e apercebi-me de que as histórias “terríveis” acontecem aqui ao lado, são reais e não se devem a falta de informação ou de condições ou apoio. Aliás, acontecem apesar disso, apesar de todas as condições óptimas estarem lá.

    O que me ajuda e faz pensar que é preciso muita informação, muita vontade e muitos abraços, como tu tão bem disseste. Obrigada! :))

    Beijos grandes para ti e para as pequenas!

  26. Olá Rosa

    2 produtos que tambem me salvaram. Biquinhos de silicone e o creme. Mesmo assim, ainda tive dificuldades para que o David se adaptasse a eles, mas valeu apena. Hoje (7 meses) já deixei de ter leite à muito tempo, mas enquanto durou, valeu todas as lagrimas(Mas houve realmente muitas lagrimas e muitas mordidas em fraldas para abafar os gritos – deixou de mamar aos 3 meses e meio). No entanto, o David foi e é um bebe enorme, bonito, cheio de saude e principalmente, muito feliz :). Boa Sorte BD

  27. grande ideia a tua, de avisar, eu era uma das que não fazia ideia, lia os livros antes de iniciar a semana seguinte para saber oq ue ia acontecer, acontece que a minha criança decidiu chega antes sem me dar tempo para acabar de ler.

    foi graças a uma amiga que tinha tido a criança dela um ano antes que soube tudo, que não podia beber água antes de o leite aparecer, que me falou desses super “bicos” como nós lhe chamávamos (os meus não eram avent, porque esses eram muito grossos para boca do meu filho – tinha 2,2Kg, mas eram de silicone também)

    e ainda hoje acho que foi a maior invenção do século, eu não tinha jeitinho nenhum e tenho a certeza que se alguma vez ele me tivesse “mordido” eu tinha desistido… assim foi uma paz, o único problema era convencê-lo que era preciso comer para crescer :)

    mas depois disso ensinei todas as minhas amigas, tive uma que a criança não queria mamar (tinha começado com biberão) e ai sugeri-lhe umas de borracha e não é que a criança foi enganada ?

    a mãe já estava em desespero de causa, mas felizmente tudo correu bem e a criança mamou até aos 7 meses

  28. Oi, Rosa,

    Estive tentando comentar desde o grande dia, mas não tenho tido sucesso. :(

    Aqui vai um curto para eu não ficar frustrada se não atravessar o Atlântico:

    PARABÉNS PELA LINDA AMÉLIA, UMA ÓTIMA RECUPERAÇÃO PARA VOCÊ, ACHO QUE A E. VAI SER UMA AJUDANTE E TANTO. SEU MARIDO DEVE ESTAR ORGULHOSO DE SER TRONCO DE MULHERES DE TANTA PERSONALIDADE E CARISMA.

    beijos e um longo abraço,

  29. Olá Rosa

    Parabéns pelas lindas filhas e família que tens.

    No fim de ler estes testemunhos e sendo este um assunto que muito me marcou nos meus 3 partos, não consegui deixar a tua página sem escrever aqui a minha experiência. A minha 1ª filha, hoje com 17 anos, nasceu com 2.900 e com 2 meses pesava 6kg. Só com o meu leite. Para mim, foi das coisas mais maravilhosas do mundo, além de ser mãe. Não só porque é o melhor para o bebé, mas porque não deve existir momento de mais intimidade e ternura entre mãe e filho que aquele. Foi pois, com grande desgosto meu, que aos 2meses tive que tomar medicação para secar o leite. Tinha 2 mastites, gretas enormes nos 2 peitos e um dos mamilos meio “solto”. Após a minha teimosia, e depois de momentos angustiantes, a médica fez-me um ultimato: ou secava ou era lancetada. Sequei. Fiquei um pouco abalada, mas pensei que 2 meses era melhor que nada. No 2º filho, que tem hoje 14, e após um longo e difícil parto, assim que saí da sala de partos fiquei logo na mesma como da 1ª vez. Desespero. Tinha prometido a mim mesma que não voltaria a acontecer. Mas não somos nós que decidimos. Então foram 2semanas. Creio que foi o motivo mais forte da minha depressão pós parto. Depois disso, tenho fibromialgia crónica há 13 anos. Dizem que talvez tenha sido do “choque”. Ainda assim tentei a 3ª. A mais nova com 6anos, mamou 2 dias. Irónico, não é? 2meses, 2semanas e 2dias. Conformei-me e tive que aceitar. Para meu bem. Por isso, tenho até uma certa “inveja”, no bom sentido claro, a quem o consegue. E ainda bem que sim. Obrigada por este espaço onde se aprende sempre qualquer coisa.

    Um grande beijinho para vocês.

    cristina

  30. Olá Rosa.

    Já andava a tentar comentar desde que a Amélia nasceu, mas sem sucesso. Bem vinda linda Amélia! E parabéns à família. A E. deve estar toda orgulhosa…

    Sobre a amamentação, gostava de acrescentar que, para além de estar informada, é preciso ter noção de que no início é preciso ser muito persistente e ter muita, muita calma. O que me parece especialmente importante é afastar as preocupações, as dúvidas e até alguns comentários menos felizes que se vão ouvindo, porque tudo isso dificulta imenso! O melhor é ficar só com os tais abraços e saber pedir ajuda quando é preciso (na S.O.S. Amamentação são fantásticos).

    Eu amamentei a minha filha até aos 18 meses e foi uma experiência maravilhosa para as duas!

    E parabéns por este teu post, gerou comentários que podem vir a ser úteis para muitas mães.

    um grande beijinho

  31. Olá,

    Nem quero imaginar isso acontecer. Obrigada por avisares. Infelizmente sofro de infertilidade e ainda nao consegui ter um filhote. Vou comecar em Dezembro a tentar com medicacao para estimular os ovarios. Nao desejo isto a ninguem….entretanto vou-me entretendo com o tricot e crochet.

    queria perguntar-te uma coisa. encomendei dois livros do aranziaronzo dia 11 sairam de Toquio e dia 13 chegaram a Lisboa á alfandega, devo estar a recebe-los, nao? é fiável encomendar? Tenho medo que nao cheguem….já os paguei.

  32. olá rosa,

    estou à espera do meu segundo filho e da primeira vez, a amamentação correu muito bem, mas agora…. tenho as angustias da segunda gravidez! por isso gostaria de saber onde posso encontrar o creme milagroso que indicas…

    a propósito, a tua filha é muito bonita, aliás tal como a E. Parabéns!!!! Eu já mal posso esperar pelo meu “indígena”…

    obrigada e até breve

    filipa

  33. rosa,

    quase que não tive problemas com a amamentação, mas a primeira vez que o meu peito ensaiou de rachar, o obstetra recomendou um “remédio” sensacional, que fez o maior e o mais rápido dos efeitos: casca de papaia. corta-se um bocado da casca, um bocadinho maior que o mamilo, e aplica-se, com a parte da polpa enconstada ao peito, por dentro do sutiã. e ali fica até a próxima mamada. é só trocar e insistir. comigo, foi quase milagroso. de uma mamada para a outra, já dava para sentir o efeito curativo.

    que linda que é/está a amélia. achei-a parecida com a elvira.

    dou a maior força para que essa amamentação corra bem.

    ah, não tenho simpatia nenhuma por esses bicos de silicone. fazem-me imensa impressão, pela barreira ao contato mãe-bebé.

    :)))

  34. I wish you every success, and that it becomes the experience you want, and well done for perservering.

    Enjoy and love her :)

  35. Olá Rosa! Estou neste momento nas 28ª semana de gravdez do meu segundo bebé e a pesquisa é, naturalmente inevitável. Assim, foi inevitável também o encontro da ervilha cor de rosa. Princupalmente porque na primeira gravidez tentei amamentar a M. a todo o custo e quem me impôs o suplemento foi uma médica. Desta vez quero ver se me imponho eu… Queria perguntar-te onde se compra esse creme maravilhoso.

    Obrigada e desculpa o incómodo.

    Beijinhos a todas,

    Cátia

  36. infelizmente a lanolina não é fácil de encontrar em portugal. algumas farmácias aceitam encomendas, mas geralmente das bisnagas mais pequenas, que são caras e duram pouco.

    a farmácia na rua ferreira borges (campo de ourique, lisboa) tem sempre lanisoh, e também no tamanho maior.

    ps: não sei o número de cor, mas é mais ou menos em frente à chicco, do outro lado da rua.

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