e pur se muove

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Contra todas as evidências, lá fora o tempo não parou. Prova disso são as cantigas novas que a E. traz da escola todos os dias (lembro-me mas não sabia que me lembrava de quase todas – estranha máquina, o nosso cérebro) e o correio: tecidos japoneses oferecidos pela Anna Dilemna, pintinhas espanholas descobertas pela Ana Lopez Gomez e os meus novos cartões Moo.

Na véspera de a A. nascer (ou, melhor, ser nascida) ainda tive vontade de trabalhar mas há três semanas que não sei o que isso é. A ideia de aproximar agulhas do berço para já assusta-me, mas já sonho com combinações de cores e padrões. Em Dezembro espero retomar devagarinho a produção mas, até lá, não consigo concentrar-me em tarefas mais exigentes do que a leitura: passei da Silvia Plath que me acompanhou nas últimas esperas das últimas consultas para o Bilhete de Identidade que inesperadamente encontrei por casa dos meus pais e de que, passe a overdose de vírgulas, gostei bastante.

Na blogolândia, previsivelmente, quase tudo me passa ao lado. Do pouco que não me escapa, ficam um cobertor, uma boneca, cada um dos posts da Jane e dos da Ana.

9 comments » Write a comment

  1. Dizer apenas que “Na blogolândia, previsivelmente, quase tudo me passa ao lado”, mas este blog deixou-me fascinado.

    Parabéns.

    Deixo já agora um convite para uma visita ao meu mundo, talvez interrompa esse tédio.

  2. Que giro Rosa, a minha avó materna, que agora já não pode “crochetar”, é daquelas pessoas que quase podiam ter tido agulhas em vez de dedos nas mãos. Este modelo de cobertor faz parte do meu imaginário desde sempre. Lembro-me de estar doente em casa (passei uma infância de anginas…)e como não tinha televisão no quarto, os livros eram poucos, em casa da minha outra avó.. e o meu passatempo era, imagine-se!: contar as riscas! Ou então, escolher uma risca e com o dedo segui-la … se acabasse a meio ( o que era frequente, pois era feito de restos de lã) tinha que escolher outra… Enfim!

    Tenho que procurar algumas destas mantas… se entretanto as traças não as levaram.

    Tem piada, no teu post anterior, a foto mais à direita e em baixo parece mesmo a E.! Quem sai aos seus não degenera!

    É linda a tua Amélia! Felicidades!

    sara

  3. I am happy to hear it! I hope you saw the post on haberdashery (goodness knows how that translates into Portuguese) because I was thinking of you when I wrote it.

    Hope all is well with the family.

  4. não tive uma filha =)) e ultimamente tudo na blogolândia me passa ao lado! acima as filhas, abaixo o trabalho (em excesso, claro!)!!

    gosto que vás voltando! =}

    beijinho.

  5. sim, retoma la o trabalho que tenho uma encomenda diferente :)

    ps: a A. e’ linda e tem o nome da minha avo :)

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