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  1. É preciso dizer mais ? Penso que não !

    Beijos. :))

  2. Que bonito. Vou já pôr um alfinete e deixar a foto no meu blog, onde também me manifestei em relação ao aborto e se iniciou um inesperado mini-debate.

  3. olá Rosa…

    Embora compreenda a tua opinião e depois de ler alguns dos relatos que embora sentidos não deixam de ser individuais, e relatos soltos num universo de dez milhões. Tudo que é dito é importante, mas não posso deixar que a minha opinião de mãe passe ao lado.

    Embora seja o voto por uma lei, esta afectará todo esse universo. A lei ja o permite e não é essa permissão que prentendo alterar, mas sim, que se banalize algo de muito importante, a decisão por uma voz que provavelmente nunca podera ser ouvida, pois possivelmente poderá ser silenciada por uma simples lei…

    Luta por espécies em vias de extinção. Será mais importante a vida animal ou também nós, como Homens, tendo dentro de nós a Humanidade também correremos riscos?

  4. Tou farta!

    Farta de que da hipocrisia nasça o medo, farta que este país ainda seja medieval, farta que dos pobres nasçam martires que depois se criem vitímas…

    FARTA!!!!

    Tou farta que do sofrimento das mulheres se faça um bicho, bicho esse que ainda possa ser julgado em tribunal e que seja a mulher no fim a ser julgada por ele, porque afinal o bicho se chame hipocrisia.

    Quem quer que ainda se encontrem bichos neste país, que vote contra.

    Eu por mim voto pela sinceridade e pelo fim da hipocrisia, eu voto SIM.

  5. Eu também vou votar Sim no referendo! Estou farta de viver num país com leis medievais, que permitem aos homens prescindirem da paternidade, mas presegue as mulheres que, por um motivo outro, não se sentem preparadas para a maternidade. Gosto também de ver jovens mãos a apoiar o Sim, para mostrar que, apesar de terem filhos, apoiam a maternidade voluntária e consciente!

  6. Tenho ficado calada a ler vários comentários, mas creio que chegou a altura de dizer a minha opinião.

    Não concordo com a pergunta feita no referendo, porque a mim parece-me demasiado matreira. Concordo que a mulher não seja julgada por uma decisão que tomou, mas não sou totalmente a favor do aborto.Sou a favor que se acabem com os carniceiros que fazem abortos clandestinos, que muitas das vezes deixam mazelas graves na mulher, mas a meu ver deveria-se apostar mais na informação para evitar este cenário.

    Não existe informação suficiente sobre contraceptivos, nem muito menos sobre educação sexual e acho que é nisso que o Governo deveria apostar.

    O preservativo e pílulas são dados gratuitamente nas consultas de planeamento familiar. Caso o preservativo se rompa, existe a pílula do dia seguinte. Famílias pobres com demasiados filhos, na ultima gravidez o médico-ginecologista tem que falar na vasectomia ou laqueação de trombas.

    Legalizar o aborto vai fazer com que as pessoas descartem as suas responsabilidade com uma ida a uma clínica.

    Não estão preparadas para serem pai/mãe, tivessem tomado precauções para que uma gravidez não acontecesse.

  7. Ao ler os depoimentos de algumas pessoas que se afirmam contra a despenalização do aborto a pedido da mulher nas primeiras dez semanas de gravidez que, afinal, é o que se discute, sinto que preciso de partilhar esta ideia que, para mim, é fundamental: é verdade que muitas pessoas se arriscam a abortar em más condições, com graves consequências para a sua saúde e até para a vida, em alguns casos, porque não têm possibilidade de ter mais filhos, ou de ter filhos nenhuns, é verdade que algumas crianças são mães e pais, porque o aborto é criminalizado em Portugal que e essas são as situações mais dramáticas e que mais impressionam. Por isso, algumas pessoas defendem que a solução não é despenalizar o aborto mas esclarecer, fazer planeamento familiar, propôr a esterilização destas mulheres. Eu não posso concordar! Nenhuma mulher deve ser mãe por falta de outra opção, nenhuma criança deve nascer sem ser desejada por ninguém. Nenhuma criança deve ser responsabilizada pela infelicidade, pela frustração de ninguém. Por mais que algumas pessoas possam considerá-lo chocante, eu penso que uma mulher, qualquer mulher, mesmo uma mulher adulta, casada, com ou sem filhos, com estabilidade económica, que engravide e não deseje ser mãe, ou não deseje sê-lo naquele momento da sua vida, pelos motivos que são os seus e são íntimos, tem o direito a abortar. Impedi-lo é uma verdadeira violação dos direitos humanos, da mulher e da criança não desejada.

    E acredito ainda que esta mesma mulhar pode noutro momento da sua vida ser mãe e muito boa mãe.

    Por uma maternidade consciente, por uma infância feliz, só posso ser pelo SIM!

  8. SIM, estou contigo!

    Tomo esta posição de plena consciência,depois de ser mãe por plena opção.

    Afinal, a despenalização do aborto nunca vai obrigar ninguém que não queira a tomar essa decisão.

    Com a liberdade de escolha vem a parte mais difícil: assegurar a educação, a informação e a responsabilização pelas vidas que nascem.

  9. Divinal — NATÁLIA CORREIA

    Agora que temos novo referendo sobre a IVG (Interupção Voluntária da Gravidez) aí vai o poema de Natália Correia para recordarmos:

    O acto sexual é para ter filhos» – disse na Assembleia da República, no dia 3 de Abril de 1982, o então deputado do CDS João Morgado num debate sobre a legalização do aborto.

    A resposta de Natália Correia, em poema – publicado depois pelo Diário de Lisboa em 5 de Abril desse ano – fez rir todas as bancadas parlamentares, sem excepção, tendo os trabalhos parlamentares sido interrompidos por isso:

    Já que o coito – diz Morgado -

    tem como fim cristalino,

    preciso e imaculado

    fazer menina ou menino;

    e cada vez que o varão

    sexual petisco manduca,

    temos na procriação

    prova de que houve truca-truca.

    Sendo pai só de um rebento,

    lógica é a conclusão

    de que o viril instrumento

    só usou – parca ração! -

    uma vez. E se a função

    faz o órgão – diz o ditado -

    consumada essa excepção,

    ficou capado o Morgado.

    ( Natália Correia – 3 de Abril de 1982 )

  10. Subscrevo as tuas palavras, claro!

    (que os comentários aqui estarem “avariados” e não aparecerem….

    A ver se há mais pessoas de alfinete ao peito, e se todos votam sim, para que cada mulher possa decidir por si própria, em consciência e de forma digna!

  11. Being a nurse I cannot imagine (as related in Ana´s story) having to tell a patient to carry a pciture of her uterus as proof she did not abort her pregnancy.

    SIM! for dignity.

    Mary

  12. Vota-se não e depois descartam-se as criancinhas em sacos de plástico numa beira qualquer de passeio ou em orfanatos, é uma opção muito melhor! SIM claro que SIM!!!

  13. Também já conhecia este link. E relembraste-mo neste post :)

    Sou da tua opinião e da de muitas pessoas que aqui deixaram comentários: SIM. Por todas as razões. E não percebo os argumentos do Não. Aliás, percebo cada vez menos. Hoje, por exemplo, ouvi uma senhora a defender o Não no debate matinal da Sic Notícias e arrepiei-me. Será que pensam mesmo assim?!

  14. Não consigo conceber que uma pessoa normal possa «ser a favor do aborto» e percebo logo que quando alguém escreve «não sou totalmente a favor do aborto» teve dificuldade ao expressar-se. Não acredito, portanto, que todos aqueles que se manifestam pelo sim à despenalização (nos quais me incluo) sejam anormais. São pessoas normais ao ponto de compreenderem que a opção pelo aborto se faz depois de muita ponderação, sofrimento e inevitável sentimento de culpa – mesmo que não professem qualquer religião e até vivam num país que não as penaliza judicial ou socialmente. A auto-penalização é emocional e incontornável. Disso não tenho qualquer dúvida, embora nunca a tenha experimentado.

    De uma vez por todas, o que está em questão não é ser a favor ou contra o aborto, mas sim estar a favor ou contra uma lei que condena à prisão alguém que praticou um aborto. Despenalizar a prática não é obrigar à prática; não é forçar todas as grávidas a abortarem e acabar de vez com a natalidade; não é instalar micro-câmaras em todas as divisões das casas dos cidadãos, nas casas-de-banho públicas, nos jardins municipais, nas praias (como se todos estivessemos num Big-qualquer-coisa) para vigiar qualquer coito e colocar a tropa de choque à porta da cidadã recém-grávida para conduzi-la forçadamente à “clínica dos abortos”! Trata-se exactamente de não metermos o nariz na casa alheia e de não andarmos a brincar aos juízes quando não temos habilitações para tal. Porque, de facto, não temos o direito de julgar e escravizar a vida de ninguém. Aliás, a escravatura em Portugal continental foi proibida a 12 Fevereiro de 1761 pelo Marquês de Pombal… mas parece que nos esquecemos disso.

    O argumento/expediente de não querer que os impostos dos contribuintes sejam usados para financiar “clínicas de aborto” é idiota. Tão idiota que só me apetece responder que também não quero que parte dos meus impostos seja usada para financiar a cura do câncro no pulmão dos fumadores activos (porque passivos somos todos nós “democraticamente”) ou no fígado dos alcoólicos! Se quem não quer engravidar não deve fazer sexo, então quem não quer ter câncro também não deve cometer excessos! E com estas atitudes egoístas acabamos, de uma vez por todas, com a solidariedade social e implantamos a selva urbana!

    Entendam também, por favor, que nem todas as mulheres podem tomar a pílula ou ter relações sexuais com preservativo (sim, até este provoca candidíases). Leiam as contra-indicações de cada um destes dois métodos e verão ao que me refiro.

    Para rematar: aquela estória de que o aborto tira a voz a quem ainda não a tem é hipocrisia. Até porque aqueles que o afirmam estão a querer tirar a voz a quem até já a tem, ou seja, estão a calar e a condenar as mulheres que pensam fazer um aborto.

  15. Moro no sul do Brasil. Em uma cidade muito influenciada pelos portugueses que aqui vieram morar. Não posso deixar de colocar aqui meu apoio incondicional às mulheres e homens que defendem o SIM a despenalização do aborto. Colocarei o alfinete em minha roupa para poder esclarecer que em Portugal será feito um referendo para a promulgação de uma lei que liberte as mulheres permitindo ser mãe por opção. Infelizmente no Brasil não teremos esta oportunidade. Aqui, um país com uma enorme pobreza, as mulheres continuam morrendo ou ficando com sequelas por não poderem ser atendidas em hospitais com condições de higiene e segurança. Aqui os recém nascidos continuam sendo colocados em sacos de lixo em lagoas ou abandonadas em qualquer lugar. Aqui as mulheres que fazem isto são julgadas como criminosas.

    Pelo SIM a despenalização do aborto.