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Unikko RedUnikko Red

Enquanto a remodelação d’A Ervilha Cor de Rosa avança aos poucos, resolvi publicar já a nova versão da loja, mesmo que muitos links ainda não vão dar a lado nenhum e as prateleiras estejam pouco recheadas. O endereço é www.aervilhacorderosa.com/shop e estreio-a com dois slings especiais, feitos com tecidos Marimekko. O das fotos deste post chama-se Unikko, está provavelmente no top dos padrões mais famosos do mundo ocidental e desde 1964 que corre o mundo.

E, por falar em slings, o melhor post que li sobre o assunto até hoje: Still fits.

Quanto à loja, agradeço todos os comentários e sugestões que me possam deixar.

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Há exactamente quatro anos estava a dar de mamar numa maca estacionada num corredor, a poucos metros da box onde a E. nasceu, na MAC. Os regulamentos da altura mandavam que os recém-nascidos de parto normal passassem a primeira hora de vida no berçário (pelo menos nisso a instituição melhorou entretanto) mas o meu ataque quase histérico de choro quando ma levaram comoveu (não a primeira dúzia de médicos e enfermeiros a quem implorei mas) o meu querido ecografista que, por feliz coincidência, estava de serviço nessa manhã.

O quarto ano da E. foi cheio de emoções e novidades. Foi o ano em que ela deixou de se poder gabar (como sei que fez uma vez na escola) de que a minha mãe nunca grita, em que lutámos pela sesta (eu gravidíssima e a querer dormir, ela a recusá-la terminantemente), passou para a sala dos grandes e a escola ganhou uma importância que não tinha tido antes (grandes amigos, brincadeiras, parvoíce, decibéis). Foi o ano do cor de rosa, dos vestidos e da piroseira, da dedução, imaginação e cantorias permanentes, o ano em que largou a chucha e aprendeu a ler. Foi, ainda por cima, o ano em que deixou de ser filha única.

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o mundo mudou

publico

Não me consigo habituar ao novo Público. Não gosto do espalhafato fruta-cores do novo design, aquele P de cor indefinida na capa não me diz nada, abomino a nova Pública, tomada de assalto pela Xis (suplemento cujo anunciado fim tinha entendido como um bom prenúncio). Desagrada-me o encher de páginas com imagens desfocadas, feias e inúteis, vou ter ainda mais saudades dos tempos em que o jornal dava trabalho aos melhores ilustradores e mesmo de algumas boas fotos de arquivo que às vezes repetia. O que eu quero de um jornal não é um suplemento gordo de variedades que tanto podiam ser publicadas hoje como daqui a quinze dias, sao mesmo as notícias. De preferência a preto e branco, preto no branco, com um grafismo menos à jornal gratuito e uma paleta menos TVI. De preferência com menos erros de concordância e menos escrita light.

Desde que me lembro que tomo o café com leite a ler o Público. Lia-o em casa dos meus pais e li-o na minha primeira casa, li-o de cigarro na mão à mesa do café, li-o quase todos os dias até esta mudança. Foi nas suas páginas que os meus bonecos apareceram impressos pela primeira vez, foi nele que (graças ao Ar.Co e ao Salão Lisboa) cheguei a publicar algumas ilustrações, foi o cabeçalho do Henrique Cayatte que a E. aprendeu a reconhecer e soletrar quando ainda usava fraldas. Nenhum dos jornais alternativos me convence. O meu café com leite está órfão.

à princesa

carnaval

A educadora da E. acha que eu sou fundamentalista, mas não é verdade. Eu sou é activista anti gordura hidrogenada, aditivos na comida e piroseira indiscriminada. E (também) não sou grande adepta do Carnaval escolar. No ano passado foi assim (o que ela cresceu!) e este ano também consegui não complicar mais do que o necessário, ou seja concentrar-me no que ela quer e a faz feliz – verniz para as unhas – e não no que é que as outras crianças vão vestir. Meio metro de cetim digno das marchas de Lisboa transformado ontem a desoras num manto, três pedras preciosas cosidas ao vestido de veludo, uma tiara et voilà. Era mesmo isto que eu queria, mãe. Era mesmo isso que eu queria ouvir, filha. Mas eu gosto é das máscaras que ela inventa.

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