o que a preocupa

Nós parámos. Originally uploaded by *L

As duas à mesa, em silêncio, enquanto a A. dorme a sesta.

E., a comer uma bolacha:

Na Ucrânia já é de noite?

Respondo. Silêncio.

Mãe, prometes que não deixas a cadeirinha da A. ao pé das tomadas, para ela não apanhar um choque?

Prometo. Novo silêncio.

Como é que os chineses conseguem comer as bolachas com pauzinhos?

Nos primeiros três anos uma pessoa acha que sabe o que é que eles estão a pensar, e muitas vezes sabe mesmo. Depois disso ficam rápidos demais.

moo

Com quatro pessoas muito constipadas em casa (andava eu a gabar-me de nenhum virus nos ter deitado mão este Inverno) e febre que chegue pelo menos para duas delas não há trabalho para mostrar. Em vez disso, a minha nova remessa de cartões moo e, sobre slings:

A galeria crescente de bebés slingados e satisfeitos (também aqui) e novos padrões disponíveis na loja.

Recuperando o tempo perdido. Obrigada Pais da Alice.

Lindas lindas imagens descobertas pela Mary:

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bem-trapilho

trapilho

Por cá e tanto quanto sei, a tecelagem ainda não foi muito apanhada pela onda (epidemia?) do chamado artesanato urbano (não gosto da designação mas não tenho outra melhor – talvez artesanato global? e-artesanato?). Provavelmente porque não é fácil acomodar um tear em casa (a não ser que seja um destes), mas a tecelagem é um do pontos altos do artesanato propriamente dito português e era interessante ver mais trabalhos novos nesta área. Isto tudo por causa dos trapos e dos tapetes que eu faria (como se tivesse tempo para isso) com as t-shirts velhas que não dão para quilts nem são fáceis de encaminhar para a reciclagem. Os tapetes de trapo devem existir há tanto tempo como os trapos e continuam a ser uma excelente ideia. Em Portugal -os lindíssimos e por esse mundo fora também. São feitos com trapilho que, se não me engano muito, é desperdício da indústria têxtil, e que também pode ser tricotado (ainda que não seja fácil conseguir grandes resultados desta maneira). No flickr há um grupo (ainda pouco activo) dedicado ao material e vende-se ao peso, por exemplo aqui. A Rosários4 tem uma linha chamada Trapilho (sintético) e a Rowan desistiu de produzir o lindíssimo R2 (na foto).

diz que é uma espécie de concurso

em paris

Desde o início que procurei ter fotografias dos meus bonecos nas suas novas terras ou com os seus novos donos. Em 2005 e 2006 reuni no fim do ano algumas delas e agora, finalmente, criei um grupo no Flickr, que já tem 59 membros e 66 fotografias. No fim do ano, o autor da melhor ganha uma prenda.

www.flickr.com

disclaimer

bonne maman

Porque nas últimas semanas me chegaram mais emails do que o costume de pessoas que generosamente acham coisas simpáticas mas irrealistas de mim: aqui em casa também se diz despacha-te e então, é para hoje? por muito que eu gostasse que não. Também se diz vai já e espera só um bocadinho a que a menina já aprendeu a responder que esse bocadinho é sempre um bocadão. Também faltam ideias para o jantar e sobra roupa no cesto. Também se pede ajuda aos avós quando apetece dizer mais despáchates e vaijás do que o recomendável. Também há nervos, também há vontade de cinco minutos de sossego absoluto, também há muita força. E muitas coisas boas.

#678

seis sete oito

Para onde foi mais uma semana?

Ainda não nos adaptámos bem, a A. e eu, ao novo horário de trabalho, que me troca os ritmos e a ela as sestas. Cresceu tanto nas últimas semanas que já mal cabe deitada no sling. Agora anda sentada, virada para o mundo ou para mim, conforme nos apetece.

Obrigada por todos os comentários ao boneco de olhos riscados, como lhe chamaram. Ainda não fiz mais porque não estou completamente satisfeita com a forma. Tenho de o tornar mais forte e mais simpático (e dar umas pernas e braços ao pobre protótipo, que mora no cesto dos brinquedos da E.).

Sempre achei pouco interessante a ideia de publicar blogs em formato de livro mas há poucos dias este post fez-me pensar que há alguns que gostava de ter em papel. Acho que o formato ideal para mim seria não o de livro mas o de revista, com a lombada grossa e folhas que nunca mais acabam, mas folhas fininhas, com o ar efémero que as revistas têm e os blogs também.

O boneco da foto, apanhado numa manchinha de sol esta manhã, está aqui.