a batalha que eu não travei

barbie

Militei contra o mentecapto do barrete azul, controlei com mão de ferro a ingestão de açúcar nos primeiros três anos, continuo a subtrair os saquinhos de lixo alimentar que se tornaram (triste) lembrança da maioria dos aniversários e sou refractária à piroseira em quase todas as suas manifestações, mas aqui nem cheguei a dar luta. Para escândalo das matriarcas da família (educadas e que me educaram para ser o oposto do que a boneca representa), na Páscoa que passou ofereci uma Barbie à E. Fazem-me impressão os pés demasiado pequenos sempre em meias pontas mas, de resto, estou mais ou menos em paz com a personagem. Parece-me quase ingénua, ao lado da sua maior concorrente e de outras inventadas entretanto. A E. penteia-a longamente e nunca lhe veste as calças de ganga que comprei para que tivesse um aspecto vagamente mais familiar. Prefere o vestido de princesa e brinca uma e outra vez aos bailes e casamentos com um príncipe imaginário (às vezes protagonizado pelo comando da televisão). Faz parte. Não deixou de brincar com a Rosa Clara nem nenhum dos outros. Talvez um dia destes lhe mostre estas.

puericultura simplex

pés

A A. fez hoje seis meses. Para ser como dizem as médias, virou-se ontem à noite sozinha pela primeira vez de barriga para baixo e hoje aguentou sentada sem apoio uns breves segundos. E nós, para comemorar, por instintivamente me parecer certo e por acreditarmos no que diz a OMS, experimentámos dar-lhe um primeiro lanche diferente de todos as que tinha tomado até então. Ao contrário da E. que, por estudar atentamente as nossas refeições, soube um mês mais cedo ao que vinha a colher e o seu conteúdo, abrindo sem hesitar a boca, a A. ainda não está muito interessada no assunto e, se pudesse, dir-me-ia certamente que acha muito mais estimulantes para o palato os seus próprios dedos dos pés.

Surpreendem-me sempre as diferenças entre as duas, e nunca saberei quantas se devem ao método simplex que aplicamos ainda mais agora do que quando fomos pais de primeira viagem. A A. não tem e passa bem sem uma data de coisas que fazem geralmente parte daquilo que é quase o tuning dos bebés: não tem chucha (porque não quis) nem biberão nem a parafernália de acessórios destes dois acessórios, não tem mudador e ainda não tem sapatos, não usa outro cosmético que não o vulgar e maravilhoso óleo de amêndoas doces, raramente anda no carrinho e os pais não carregam um saco especial por causa dela (mesmo que os haja lindos e que comprar sacos, carteiras e carteirinhas seja uma das tentações da mãe). Por outro lado tem mimo a rodos, bochechas cor de rosa e um sorriso de parar o trânsito (o que é que se pode querer mais?).

galão

galao_2.jpg

Não é de algodão (só porque já não se faz) e o termo já não é bordado mas sim jacquard. De resto, acho-o perfeito. Vou comemorar com um de outro género, ali à cozinha.

nada a ver

fogão de brincar

O fogão que comprei nesta loja e alguns links têxteis:

Sock dolls: as melhores bonecas de meias, feitas por uma das minhas criadoras de bonecos preferidas (sou a dona orgulhosa desta, perfeita na construção e no pormenor, a que a E. chamou Papoila).

Call for submissions: um livro sobre malas e outro sobre joalharia.

Vontade de bordar: por um livro de há muito tempo (via In a minute ago), como a minha tia-bisavó ou o som (via microRevolt).

China blue: para pensar antes de vestir (via microRevolt).

Tailor in the house: a E. daqui a uns anos?

quilt

quilt back

Ei-lo, finalmente terminado, lavado e seco ao sol. Perdi a conta às dezenas de horas que levou a terminar e no tempo que levei a fazer este à mão podia ter feito uns vinte à máquina. Mas não era a mesma coisa.

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supersize me

Enquanto o quilt seca (está acabado, finalmente), antes de sair para o meu outro trabalho, com a A. a sabotar-me o post batendo gloriosamente na space bar, um minuto para deixar escrito que o documentário Supersize Me devia ser de visionamento obrigatório para pais, mães e crianças em idade escolar. A E. tem quatro anos recém-feitos e já chegou a casa a perguntar quem era o maquedónalde. Depois de esclarecida e passadas algumas semanas disse que todos os seus amigos gostavam muito de ir ao McDonald’s e depois que também lá queria ir comer caixotes de batatas fritas (os quatro anos e as conversas delirantes com os colegas da escola davam matéria para muitos posts). Obviamente não irá tão cedo.

E agora ala que se faz tarde, mas não sem antes apontar para as belíssimas rodilhas de Viana mostradas pela Natacha. A tag rodilha, no flickr, está cada vez mais animada.

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