diferentes como duas gotas de água

papá bebé

Os vizinhos e conhecidos chamam à A. miniatura da irmã. São de facto parecidas. Tirando o tom de pele e o feitio da testa, crescem pelos mesmos percentis e assemelham-se na maior parte dos contornos. Mesmo que nos ritmos e no chamado feitio sejam bem diferentes (salvo nas abençoadas noites inteiras que começaram ambas a dormir com pouco mais de um mês de idade). As diferenças, tendo a atribuí-las aos factores ambientais e a achar que muitas vezes os genes têm as costas largas, por muito que pense que estou a educá-las da mesma maneira. Para quase todas encontro explicações mais ou menos verosímeis e, frente às outras, rendo-me à verdade recém-descoberta pela E.: Mãe, sabes que a minha vida é diferente da tua vida?

Foram diferentes os últimos meses de cada uma dentro da minha barriga (uma de cabeça para baixo, outra de cabeça para cima), diferentes os partos (uma nasceu, a outra foi nascida) e as primeiras horas de vida (uma à minha beira e a outra raptada para um berçário apesar das minhas lágrimas e súplicas), é diferente o meio de transporte (uma quase sempre no baby björn e a outra de tal maneira adaptada ao sling que as rodas do carrinho só saíram uma vez de casa em quase seis meses) e é diferente sobretudo a relação que se tem com um primeiro e com um segundo filho: o primeiro ganha na velocidade de resposta dos pais mas o segundo tem-nos menos ansiosos e muito, muito mais seguros no pegar, no cuidar e no brincar. E por aí fora, que podia ficar a escrever este post o dia todo.

15 comments » Write a comment

  1. A propósito de andar como sling na rua, uma dúvida que me ocorre de vez em quando:

    como é que coordenas o sling com as outras coisas que precisas de trazer no dia-a-dia (carteira, saco com as coisas da bebé, etc)?

    É um aspecto que tenho dificuldade em visualizar quando me imagino a usar um sling.

    jinhos

    Filomena

  2. E eu ficaria a lê-lo o dia todo também :)

    Esta foto deve ser das mais bonitas que aqui puseste, até me deu vontade de chorar. É por essas e por outras que vou agora aos correios ;)*

  3. Filomena,

    Ando com as coisas todas numa mala destas (as de bebé num saco de pano que ponho lá dentro), mas também dá para usar um saco de ombro e o sling ao mesmo tempo. Ah, e no Inverno (outra pergunta que me têm feito) visto o sling e só depois o casaco (que assim também dá para aconchegar e aquecer o bebé).

  4. E porque não continuaste? Estava-me a saber tão bem lê-lo.

    Ah, é verdade, essa meninita que a aí tens, a E. debita “pérolas” a rodos.

    Um beijo Sandra

  5. Ainda que sem a experiência do 2º filho, mas com a experiência de irmã, parece-me que um dos factores ambientais que muito contribuirá para que o segundo filho pareça aos pais muito diferente do primeiro será exactamente a circunstância de já existir outra criança em casa.

    Ora, só isto já significa todo um outro contexto de crescimento para o segundo e que o primeiro não teve.

    E… mais uma vez … adoro a fotografia :)

  6. Podias realmente ter coninuado… nunca chegaste a contar a experiencia da cesariana, por este bocadinho deu p ver q deve ter sido ‘dramática’! Eu ainda estou longe de ser mãe, mas sei que um dia quero muito sê-lo, e adoro ler estes posts! A E. realmente sai-se com cada uma! É muito inteligente mesmo… adorava conhecê-la!

  7. gostei tanto deste post… e os meus, vê tu, a menina cada vez mais pai, “levantada” – digo eu, o menino, feliz com a vida, dócil. diferentes, sei lá como ou porquê. um abraço enorme, e muitas saudades (isabel)

  8. que carequinha _ dá para ver de onde vêm as entradas na A. :p

    (já eu quando uso o sling, levo tudo numa mochila às costas.)

  9. Apesar de ter o meu sling à pouco tempo consigo “transportar” tudo comigo, primeiro coloco a minha mala a tiracolo, depois e sling, e no final a mochila com a “casa” da minha pequena P. às costas. Dá para levar tudo sem problemas.

    Apesar da P. ser a primeira filhota compreendi completamente tudo o que disseste… a aflicção das primeiras vezes pode ser o que não nos deixa em determinados momentos aproveitar tudo aquilo que eles têm para nos dar.

    Beijocas

  10. Tal como a Nat disse, eu também ficaria todo o dia a ler este post.

    Que delicía!

    Bom fim de semana!

  11. Rosa… eu só tenho um filho (ainda) e posso dizer-te que – não usar carrinho de bebé – é á minha moda:) Se não fosse para a minha mãe que não aderir ao pano, nem sei porque comprei aquilo! Estes passeios das Caldas são péssimos para os carrinhos:)

    bjs

    Zelia

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