rodilhas

rodilha

Já não tenho a certeza, mas acho que em pequena tive rodilhas para brincar. Pensei nelas das várias vezes que transportei coisas à cabeça escada acima, mas não sabia fazê-las. Agora sei, graças à Mary. Em quatro entradas de um blog que já merecia o estatuto de blog de interesse público se tal coisa existisse, A Saloia (que é também autora das bonecas de pano portuguesas mais bonitas que conheço) aprendeu e partilhou a (uma?) maneira de fazer rodilhas, e nelas praticamente estreou o assunto na internet: Sogras/Rodilhas Workshop, Part I, Part II, Ideias para rodilhas.


rodilha em execução

Para o interior da minha rodilha usei pedaços de ganga e outros tecidos que sobram de fazer os slings.

rodilha

Na parte de fora, dei finalmente destino a parte do trapilho da rowan e três tiras de feltro de lã.

Googlei imagens de rodilhas, mas só cheguei perto quando cruzei peixeira, vendedora e cesto. Aí encontrei algumas imagens, das quais a mais bonita é uma fotografia de Artur Pastor publicada no Abrupto.

a raparida do cesto (artur pastor)peixeira de lisboapeixeira da nazaré

Obrigada, Mary!

rodilha na cabeça

PS: afinal tinha procurado mal: depois de publicar o post encontrei as rodilhas mencionadas de passagem em algumas páginas sobre artesanato e uma imagem de rodilhas no site da Câmara Municipal de Proença-a-Nova.

20 comments » Write a comment

  1. que lindo…acho que fazer uma para o pai era apropriada uma vez que desde que me lembro sempre equilibrou tudo na cabeça, e sem rodilha ;)

    mas cá para mim também é um bom brinquedo para os mais pequenos

  2. Ah! que giro… tenho uma que comprei no norte… e tenho saudades da minha avó que usava mesma uma rodilha comum enrrolada para por a bilha à cabeça:)

    Mas nunca me passaria pela cabeça (hehehe) fazê-las!

    Agora ando numa de fazer hacky sacs:)

    bjs

    Zelia

    (do pano)

  3. E tenho uma rodilha dessas, feita pelas senhoras do lar da Terceira Idade de Póvoa e Meadas (Alto Alentejo), perto de Nisa e Castelo de Vide, assim como uma bola de trapos. Foi uma amiga que lá trabalha que me ofereceu. Estão em exposição no meu quarto :D

    Já agora, estás muito bonita na foto.

  4. Eu não conhecia as rodilhas, mas adorei ler tudo – o que a Rosa escreveu e o que indicou. Maravilhosa história e um lindo trabalho.

  5. fantástico!!!

    finalmente aclarei a dúvida que tinha respeito a esses Donuts (assim os chamava eu), por ignorancia e estupidez,

    Algunas rosquinhas dessas pairam pelas mesas da casa de chá que frequento,

    embora não se faça uso delas…mais que o decorativo.

    pensei em mil coisas… e jamais no que na realidade a coisa é.

    Thanks, Rosa

  6. já agora,

    aqui vai uma ideia para fazer servir as rodilhas,

    isto são “cuencos”, faço-os eu por pelisco (técnica ancestral de fazer utensilios de barro) e tenho dado já mil voltas…sem achar solução para a base destas taças…

    que se fazem usar em paises como a India…mas que depois de usados se atiram ao chão. (lá falta o plastico e o lixo)

    http://farm1.static.flickr.com/230/465598540_1841cecfcf.jpg

    http://farm1.static.flickr.com/170/465598538_9e0c54eeab.jpg

  7. Eu adorei brincar com rodilhas e já fiz umas à batota para a M. brincar às peixeiras, pois era a recordação mais viva de rodilhas que tinha: quando todos os sábados a peixeira que vinha cá a casa a arranjava para encaixar o cesto. Eu, de roupão, sentadas nas escadas, adorava vê-la (era bem bonita) a mexer no peixe e a sair com uma mão na anca e a outra a segurar o cesto, encaixado na rodilha

  8. Hola Rosa!!!

    No se si entenderas mi idioma, me encanta todo lo que haces, eres una artista!!!

    Me puedes decir donde compras las telas africanas???

    Me gustan mucho y no se donde puedo comprarlas.

    Obrigada. Sandra

  9. Que engraçado, nem me lembrava disso agora, mas também fiz as minhas rodilhas para brincar (e tinha uma canasta, também) de restos de trapos que havia em casa da minha avó. Mas como estavam sempre a desfazer-se (eu teria uns oito anos, sei lá), acabava por pôr o ringue (antepassado do frisbee) com que jogávamos à cabeça…

    Marta

  10. =))) e que lindas fotos!

    as rodilhas fazem parte da minha infância… aveiro é uma cidade piscatória e lembro-me de ver muitas mulheres e homens com as canastras de peixe, de sal, etc, sempre com a rodilha!…

    o blog da mary é daqueles que não falho =)

  11. É bonito isto. Deve ter cheiro de gente! É assim : Um cheirinho de terra, misturado com um cheirinho daquele arzinho que só existe bem cedo pela manhã, com quem sabe uma fumaça de fogão à lenha.

    Ahhh… mas aí com certeza deve ter mais um cheirinho do mar, é claro!

    Um ótimo dia!

    Carla.

  12. Eu particularmente nunca as tinha visto, minha avó não as usava que eu me lembre!

    Mas achei lindas as idéias e o que se pode fazer com pedaços de tecido…

    Vou ver se a minha mãe aprende e me faz algumas!!!!

    Beijinhos.

  13. Gostei muito do seu trabalho. Moro no interior do Rio de Janeiro e muitas vezês no verão falta água e eu preciso carregar de longe, duas quadras.
    Sempre uso uma rodilha de pano mesmo para conseguir equilibrar o balde de 30 litros d’água na minha cabeça sem precisar segurar. Vou tentar fazer uma dessas.
    Posta uma foto sua com o balde cheio na cabeça para ver como fica, se dá para carregar sem precisar segurar. Nesta foto você parece estar sem nenhum peso…

    Abraços. Cláudia

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