vestir-me-a

pertinho

Se tivesse de escolher um acessório indispensável à minha vida de (bi-)mãe, era sem dúvida o sling. Tornou-se-me de tal maneira indispensável e facilita-me tanto a vida que tenho de controlar o exagero nos adjectivos e a vontade de espalhar a boa nova. Por tudo isso e por ter vontade de pôr em contacto umas com as outras, por um lado, as pessoas que partilham esta experiência e, por outro, as pessoas que estão a começar ou têm vontade de experimentar, resolvi criar um grupo de discussão aberto a todos: chama-se Babywearing Portugal e há-de servir para o que se quiser fazer dele: tirar dúvidas, partilhar experiências, sugerir links, etc.

(…e a incrível coincidência de me encontrar apanhada – em flagrante babywearing – pela objectiva de uma desconhecida).

re-fazer

culottes

culottes

Há cinquenta anos quase toda (ou toda?) a roupa de bebé ainda era feita em casa. E, vida fora, desciam-se bainhas, remendava-se, desmanchavam-se camisolas para tricotar maior, apanhavam-se malhas nas meias, cerzia-se, faziam-se sapatinhos do feltro dos chapéus velhos e desfaziam-se casacos para usar o tecido pelo lado menos puído. Agora é mais caro tricotar do que comprar feito (mas compensa) e as casas não têm quarto de costura. Fazer em casa uma peça de roupa (com uma camisa velha do avô, um forro reaproveitado e um galão comprado há anos) é um mimo. Quase um luxo.

note to self

bloomers

Aproveitar enquanto são pequeninas para lhes fazer mais roupa. Depois dá trabalho a mais, e por isso é que depois desta saia, que continua a ser a minha saia, nunca mais fiz nada para mim. Fazer mais vestidos muito simples.

As babylegs pediram culottes. Quando a E. era pequenina nunca encontrava culottes bonitas para os dias mais quentes. Acabei agora estas, de usar dos dois lados. Estão prontas e servem, falta lavar, usar e ver o que é que pedem mais.

tripp trapp

baby legs

Quase a chegar aos sete meses, já aprendeu a gostar de sopa e de fruta. Na cama e no chão, estica-se e rebola até chegar onde quer. Senta-se só mais ou menos, mas já gosta de estar na cadeirinha de comer, que a E. lhe cedeu sem dramas (porque foi promovida a comer como as pessoas crescidas). Há cadeirinhas baratas e cadeirinhas design mas, para mim, nenhuma se compara à Tripp Trapp da Stokke, que comprámos para a E. ( ). É bonita, é de madeira, fácil de lavar, cresce com eles mas, acima de tudo, é sólida e estável. Foi escalada por todos os ângulos, puxada e empurrada e nunca nos deixou ficar mal. Recomendo-a a todas as minhas amigas grávidas.

Ah, e as Babylegs já chegaram. São lindas, macias, e acho que de vez em quando vou usá-las como mangas.

visto de fora

União de estamparias

Desde que comprei a primeira máquina fotográfica digital que são raros os posts ilustrados com imagens alheias, mas às vezes sabe bem quebrar a rotina: as duas imagens deste post vieram do flickr e são pormenores desta e desta. A sua autora é uma rapariga inglesa chamada Alix McAlister, que já viveu em Portugal e com quem tenho encontrado coincidências. Gostamos as duas de tecidos antigos e das suas etiquetas: ela tem uma colecção fantástica (eu tenho só esta e esta). Aprendemos a gostar de patchwork com duas mestras que trabalharam juntas nos anos 70: eu com o trabalho de Fátima Vaz e ela com o de Helena Lapas. Ambas somos mães, ambas fazemos bonecos de pano, partilhamos curiosidades. Às vezes é bom o mundo ser pequeno. Obrigada, Alix.

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