Monthly Archives: May 2007

ganhar asas

ninho

O meu lixo vai voar e ser feliz nO Jardim do Mundo (ou, melhor dito, servir de matéria-prima nas oficinas criativas que aí terão lugar). Também lá quero ir, como já fez a Ana, ver ao vivo o resultado deste projecto.

…e, por falar em museus, ali em baixo gerou-se alguma discussão.

PS: linda, a fotografia do #691 na sua nova casa. Obrigada, Raquel!

dia internacional dos museus

museu nacional do traje

museu nacional do traje

Calhou ser durante as comemorações do Dia Internacional dos Museus que regressei ao Museu do Traje, provavelmente mais de dez anos(!) depois da última visita (que deve ter acontecido quando, em 1994, Lisboa foi capital europeia da cultura e eu consumi a maior concentração de exposições, espectáculos e filmes da minha vida). Há quanto tempo estará o museu assim, descuidado, mal iluminado e desinteressante? Em criança era um dos meus preferidos, até porque tinha (e tem) o extra do magnífico jardim. Agora não entusiasma nem uma menina de quatro anos que passa o dia a sonhar com vestidos até aos pés. Fecharam as salas dedicadas aos trajes populares e nas outras os manequins à média-luz fazem mais medo que outra coisa. Os teares estão tomados pelas tapeçarias de mau gosto em que durante a semana uns formandos trabalham e marcados por papelinhos escritos por eles a marcador: não mexer. Aos imprestáveis lavabos chega-se por entre placards abandonados há décadas e cobertos pelo pó. Mesmo a bilheteira/loja – por onde passa a maior parte dos visitantes (que vai ao jardim, não ao museu) – é escura, atravancada e nada apetecível. Aí pelos finais da adolescência, quando lia romances góticos, desfrutava dos museus decadentes de outra maneira. Agora tenho só pena.

manhã de sábado

sábado

sábado

com o Baile dos Móveis da Sala de Jantar.

sic

À saída da escola, eu: A que é que brincaste hoje?

Aos reis e às rainhas e às damas.

Ah, e o que é que faz a dama?

Anda de gatas e a rainha anda atrás dela. É uma brincadeira só para três pessoas.

De gatas?

Sim, a Dama e o Gavabundo.

10 minutos depois, comigo indecisa entre o Público e o DN:

Mãe, porque é que tu nunca compras o Correio da Manhã?

[dou uma explicação atabalhoada sobre as diferenças entre os vários jornais]

Hmm, ainda vou ter de pensar muito bem antes de decidir que jornal é que vou… artigar!

na minha mala

na minha mala

Na minha mala está um saco (e, dentro dele, a Lalá da A., fraldas, uma muda de roupa e um casaco e até há poucos dias estava também um dos brinquedos preferidos, um ramo de flores em madeira da Haba), a minha agenda, uma caneta que nunca aparece quando é precisa, recortes feitos em Março para decorar o bolo de anos do pai (ideia da E.), um sobre-sling (conceito a explicar em posts futuros) para as horas e dias mais frios, uma máquina-fotográfica, a inevitável embalagem de toalhetes, flores de buganvília que todos os dias a E. traz do pátio da escola e um molho de chaves. Também queria que estivessem umas baby legs* mas os portes são caríssimos e por cá ninguém as vende (hello?). A carteira e o telefone estão numa algibeira.

Há dois anos e meio, era assim. E, a (des)propósito.

* As babylegs originais vendem-se aqui e já encomendei dois pares. Obrigada pela dica, Rita.

tele-babywearing

portugal em directo

Esta manhã fui com a Marta ilustrar uma reportagem sobre babywearing para o programa Portugal em Directo, da RTP1. Em princípio a peça será exibida durante a próxima semana.

Continuar a ler…

shop update

#691

marimekko baby slingsol baby slingafrican fabric bagbaby slingafrican fabric bagbaby sling

Um boneco dos grandes, dois sacos e quatro slings!

wip

scrap quilt

I love to quilt. I love to piece on them. I love to wash them. I love to look at pretty quilts. I got to make me another one.

Lucy T. Pettway (n. 1921)

in The Quilts of Gee’s Bend, Tinwood Books, 2002.

dar-lhes música

lindos 2

Uma tarde de domingo, duas ilustradoras e meia, três bebés, um toddler, uma menina e uma professora, uma harpa, uma casa lindíssima e uma aula de música para bebés.

Continuar a ler…

less is more

block to be

Se as mulheres de Gee’s Bend tivessem à disposição tecidos caros comprados de propósito, em vez das roupas velhas da família, teriam chegado onde chegaram? Se não estivessem limitadas na quantidade e qualidade da matéria-prima, teriam na mesma gerado peças com qualidade para serem expostas nos melhores museus? A pergunta em si não faz sentido, mas a verdade é que algumas limitações podem ser estimulantes. Da produção de cada um dos meus slings sobram oito quase triângulos de tamanhos variados e uma tira de largura irregular. Vou dar-lhes destino.

Os quilts de Gee’s Bend inspiraram: o lindíssimo Fletcher’s Quilt, My Indigo Window, wool lap quilt, Matty’s quilt.

Continuar a ler…