re-fazer

culottes

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Há cinquenta anos quase toda (ou toda?) a roupa de bebé ainda era feita em casa. E, vida fora, desciam-se bainhas, remendava-se, desmanchavam-se camisolas para tricotar maior, apanhavam-se malhas nas meias, cerzia-se, faziam-se sapatinhos do feltro dos chapéus velhos e desfaziam-se casacos para usar o tecido pelo lado menos puído. Agora é mais caro tricotar do que comprar feito (mas compensa) e as casas não têm quarto de costura. Fazer em casa uma peça de roupa (com uma camisa velha do avô, um forro reaproveitado e um galão comprado há anos) é um mimo. Quase um luxo.

19 comments » Write a comment

  1. na casa da minha mãe ainda tem quarto de costura e minha sobrinha, de 9 meses de idade, desfruta desse luxo de ganhar pijaminhas, calcinhas, casaquinhos (de tricô) e outras coisas feitas de pano e de carinho da avó. um luxo mesmo.

  2. “Bloomer-ing” marvelous – and I like the new tag. Oh what I’d give for a quarto de costura. x

  3. nem a propósito o quilt em mãos tem tecidos que sobraram de vestidos de infância que esta semana fui encontrar. as baínhas provam o movimento.

  4. O meu filho mais velho (5 anos) tinha umas coulottes de ganga da Osh-Kosh, que era a minha peça favorita; tanto, que dei a sua roupa toda à excepção das coulottes que agora são usadas pelo meu filho mais novo (5 meses). E quem disse que os rapazes não usam coulottes?

  5. Há semanas que ando a tentar realizar um velho sonho, o de ter um quarto só para mim para dar asas à minha imaginação e criar qualquer coisa que me surja.Posso chamar-lhe de tudo, quiçá até quarto de costura mas, sem dúvida, que terei de praticar bastante para um dia poder mostrar peças tão bem feitas e maravilhosas como a que partilha hoje conosco.

    Parabéns Rosa ficaram lindas.

  6. Viajei no tempo agora. Lembrei-me de um biquine que mamãe fez prá mim, ficou perfeito.

    Os que comprava pronto ficava bom em baixo, mais no peito ficava pequeno ou vice e versa.

    Bons tempos.

  7. Este galão é uma delícia !

    segui o teu link e… sabes que também fui aluna do Luis Krus ? era de facto uma pessoa especial.

  8. Que delícia! Felizmente, também tive destes mimos quando era pequena. Na altura eram mais necessidade do que luxo, mas eram definitivamente miminhos pelo amor com que eram feitos.

  9. Rosa, além do carinho que essas peças carregam, têm essa característica de serem únicas. Não sei aí, mas no Brasil é cada vez mais raro encontrar peças – de fabricação nacional – que não tragam palavras em inglês, principalmente nas roupas para meninos. É uma lástima.

    Enquanto isso, a velha máquina de minha mãe já foi sequestrada da casa dela e já montei meu cantinho, que, por enquanto, disputa espaço com a tábua de passar roupas.

    Beijos. Suas filhas estão lindas. A A. tem olhos vibrantes

  10. Eu que estou a pensar engravidar brevemente, tenho-me inspirado tanto nestas coisinhas lindas…

    Apetece-me ser mãe só de viajar por este espaço fantástico…

    Parabens!

  11. parabens !! Super lindo, Rosa !!

    feliz de conocerte, perdona que escriba en castellano, pero no soy muy buena escribiendo en portugues, aun lo entienda sin problemas. Me encanta lo que tu haces, y comparto lo que tu dices, yo tambien estoy buscando retomar las viejas costumbres de cocer como acto de cariño y atencion, aun necesite mas tiempo, pero la pasion que ponemos en lo que hacemos, decia mi abuela, es la que hace distinto un vestido cocido a mano, de uno hecho en serie, y calienta el corazon de la persona que lo lleva puesto. un besote

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