
De collants a calções, num instante (ficam mais resistentes se forem cortados com uma tesoura denteada).

De collants a calções, num instante (ficam mais resistentes se forem cortados com uma tesoura denteada).
Arquivado em: Receitas, Vida de mãe de 2
Tags: diy, do it yourself, leggings
Depois de meses em que não iam dar a lado nenhum, estão finalmente a funcionar os links para as Perguntas Frequentes e para o Modo de Usar. As sugestões são bem-vindas.


Não tenho nehum quilt pronto para acolchoar e, apesar do calor, faz-me falta. Aquele exercício dos pontos muito pequenos e certinhos uns a seguir aos outros quando, à noite, elas já dormem e o cheiro dos bolos de arroz da fábrica vizinha começa a entrar pela janela juntamente com a brisa fresca da noite, relaxa-me e organiza-me. Já escolhi cores e já as pus de lado, já fiz uma tentativa que, por se ter complicado demais, vai ser desmembrada para almofadas e já escolhi mais tecidos mas ainda tenho dúvidas. Combinar cores e padrões faz-me perder a noção do tempo. Gostava de ler um livro que enumerasse as regras daquilo que aprendi a fazer só por instinto (porque é que estes tecidos ficam bem um ao lado do outro e aquele que é quase quase igual já não fica?).


O fim-de-semana foi de arrumações em família. Vários caixotes que não viam a luz há quase vinte anos foram abertos e escrutinados. Recuperámos os meus queridíssimos legos Fabuland, que a E. já adoptou como novo brinquedo preferido, os melhores blocos de madeira, os pinipons da minha irmã…


Fomos finalmente percorrer O Jardim do Mundo. Não participámos (desta vez) em nenhuma das actividades, mas deliciámo-nos (e não fomos os únicos) à sombra dos mais lindos toldos de que há memória. Os desenhos e cores dos padrões africanos a brilhar ao sol fizeram-me ficar ainda mais contente com os que escolhi para os próximos slings (brisa, mãe galinha e voar).
Arquivado em: Exposições, Tecidos africanos, Vida de mãe de 2
Tags: african fabrics, babywearing, fundação calouste gulbenkian, wax print

Acho que é a última mercearia da rua com mosaico hidráulico no chão e não me espantava se fosse a última do bairro. A D. Ana está em obras e disse-me que a Câmara a mandou substituir o chão, que tem mais de cinquenta anos de uso e, fora a cor se ter desgastado, está impecável (como este que, um quarteirão acima, ainda resiste), por um pavimento cinzento, de aspecto plástico, que aposto que não durará nem dez. Porquê?
PS: O comentário da Fátima, que agradeço, levou-me a subir a rua para ouvir a história mais bem contada. A D. Ana garante que foi a CML que a obrigou a substituir o chão, mas creio que terá sido a ASAE (que percorreu recentemente o bairro). O tristemente famoso excesso de zelo desta autoridade tem levado a protestos por razões semelhantes noutras partes da cidade. É inaceitável que as mercearias tenham de se livrar dos armários em madeira e todos os seus outros mobiliários e revestimentos de origem quando estes se encontram em bom estado. É inaceitável que, sendo justificada a substituição de pavimentos, os Gabinetes Técnicos dos bairros antigos não aconselhem os comerciantes, pelo menos, a colocar material novo igual ao antigo. Vão os armários para as lojas chiques de design, onde são vendidos a preços exorbitantes, e ficam as mercearias vestidas a azulejo de casa de banho. Lá vai Lisboa…