sexta-feira na terça

freitag bob bag

pão com mel

Não sei há quantos anos andava para comprar uma Freitag. Acho que só não o fiz antes por ter andado sempre mais de mochila às costas do que de mala ao ombro mas, desde que a A. nasceu, um saco grande de mão (onde tudo cabe e ao qual a E. tem acesso fácil) tem sido a opção mais prática. Desde o Natal que uso este diariamente mas infelizmente as pegas revelaram não estar à altura do uso intensivo que lhe dou e estão a esboroar-se (aconteceu o mesmo com o teu, Rita?). Por isso, depois de namorar longamente os da loja on-line, passei hoje finalmente pela Hold Me (R. do Norte, 33) para ver se havia alguma Bob irresistível.

É possível que alguém tenha feito uma mala de lona de camião reaproveitada antes dos irmãos Markus e Daniel, mas são eles que as fazem melhor e foi uma Freitag que entrou, por exemplo, para a colecção de design do MoMA. A ideia é muito boa e tem sido copiada uma e outra vez, mas sem acrescentar nada ao original, que ainda por cima vem magificamente embalado numa televisão de cartão que vamos montar amanhã e acompanhado de um desdobrável com toda a história da marca.

Hello Bob!

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de longe

primaveresa e varãozosa

keychain from kagi

Apesar de não falarmos a língua uma da outra e de mesmo em Inglês nos entendermos pouco, há três anos que trocamos prendas. Gabo-lhe a minúcia e perfeição no patchwork e sigo (as imagens d)os outros posts com a curiosidade de quem adora ouvir contar como se vive noutras paragens. Desta vez elas receberam duas bonecas (que a Malva da Camilla e a Nazaré receberam na família), a quem a E chamou (eu diria brilhantemente) Primaveresa e Verãozosa. Eu ganhei o mais delicado dos porta-chaves.

Doumo arigatou gozaimashita!

por fora

new rosapomar.com envelopes

Atrasei um dia a ida ao correio para as encomendas seguirem nos envelopes novos. São feitos de Tyvek, um material 100% reciclável e muitíssimo resistente, usado para múltiplos fins. Depois de viajarem e antes de serem reciclados, podem ser transformados noutras coisas, como capas para portáteis ou carteiras (algumas são muito bonitas e duradouras).

(…e de vez em quando vou ter de continuar a usar envelopes dos antigos, para não ter saudades)

shop update

#708

Estão finalmente prontos os primeiros slings de rede. Como são vagamente elásticos são ainda mais fáceis de usar por principiantes e, por serem todos aos furinhos, não há que ter medo de cozer o bebé nos dias mais quentes. Espero conseguir estrear o meu no mar este fim-de-semana, porque me parece que também são bons para tomar banho. Há outro sling novo, muito português, três bonecos e duas malas iguais à primeira de todas.

blue Mesh baby slingred Mesh baby slingsling português

#707#709mala dos elefantes

notas soltas

O dia de Simone

Não leio muitos livros de puericultura. Li o Spock de fio a pavio durante a primeira gravidez, os incontornáveis Touchpoints e um manual bem humorado sobre toddlers. Sobre um dos assuntos que mais tinta faz correr ficámo-nos por este, que é genial. Em Português (ou estava em Castelhano?) li este, que não me convenceu.

Estou a ler o The Good Behaviour Book. Não porque ache que a E. podia ser mais bem comportada mas porque senti uma quebra na minha tolerância e capacidade de a confrontar sempre (tão sempre como possível) pelo lado positivo. Aconteceu durante a gravidez e estava a acentuar-se. O livro, escrito pelo famoso (por cá pouco) William Sears, é bem feito e útil e foi o seu autor quem cunhou as expressões attachment parenting e babywearing.

Os meus posts sobre escolhas (enquanto mãe) suscitam sempre o uso da palavra fundamentalista em algum comentário. Não sou (cá em casa até há uma Cinderela maneta e uma Barbie). É ingénuo associar criança e liberdade de escolha quando se fala de desenhos animados, brinquedos ou comida e de crianças pequenas (a minha mais velha tem 4 anos). A criança vê, quer e escolhe dentro do que lhe é apresentado. Muitas fazem a sua escolha apenas dentro do que o canal de televisão e a cadeia de supermercados escolheram para elas. É perigoso confundir isso com liberdade, porque se trata exactamente do contrário.

Enquanto pais e mães passamos o dia (a vida) a fazer escolhas. Muitas não são fáceis. Escolher menos não é dar mais liberdade e é muitas vezes a maneira mais fácil de justificar a ausência das regras que tivemos receio de impor. Eles vão pedir-nos explicações na mesma.

passear namorar

Pedro Cabrita Reis

Derek Boshier

Estreámo-nos hoje no Museu Berardo numa visita de reconhecimento, a primeira das muitas que pede a extensão do percurso. Estava muita gente, uns a passear outros a ver, e como passeio de família (com o CCB do lado de fora) é uma aposta ganha. Independentemente do que se possa dizer de toda a história do museu e dos seus protagonistas, para tantos de nós (e, mais importante, para os que agora crescem e estudam) passou a ser possível ver ao vivo muito do que na história da arte recente só se conhecia dos livros e do google. E isto não é dizer pouco.

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trabalhos

#706 #705

pernas para que te quero

Num piscar de olhos, a A. desaparece em direcção ao objecto mais interessante das redondezas. Se for uma missanga, caneta ou playmobil da irmã ou qualquer outra coisa pequenina e ameaçadora, já olha para mim à espera do inevitável isso não pode ser (e tenta na mesma deitar a mão). Passo parte do dia a tentar chegar primeiro que ela ou a ser desmancha-prazeres e outra parte a livrar o chão e prateleiras baixas de tentações mas é um esforço bastante inglório. Há sempre um brinquedo da E., um bocadinho de linha, uma gaveta cheia de fitas. Por isso, esta semana, só dois bonecos.

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