Jul 31
Jul
31


Não sei há quantos anos andava para comprar uma Freitag. Acho que só não o fiz antes por ter andado sempre mais de mochila às costas do que de mala ao ombro mas, desde que a A. nasceu, um saco grande de mão (onde tudo cabe e ao qual a E. tem acesso fácil) tem sido a opção mais prática. Desde o Natal que uso este diariamente mas infelizmente as pegas revelaram não estar à altura do uso intensivo que lhe dou e estão a esboroar-se (aconteceu o mesmo com o teu, Rita?). Por isso, depois de namorar longamente os da loja on-line, passei hoje finalmente pela Hold Me (R. do Norte, 33) para ver se havia alguma Bob irresistível.
É possível que alguém tenha feito uma mala de lona de camião reaproveitada antes dos irmãos Markus e Daniel, mas são eles que as fazem melhor e foi uma Freitag que entrou, por exemplo, para a colecção de design do MoMA. A ideia é muito boa e tem sido copiada uma e outra vez, mas sem acrescentar nada ao original, que ainda por cima vem magificamente embalado numa televisão de cartão que vamos montar amanhã e acompanhado de um desdobrável com toda a história da marca.
Hello Bob!
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Jul 30
Jul
30


Apesar de não falarmos a língua uma da outra e de mesmo em Inglês nos entendermos pouco, há três anos que trocamos prendas. Gabo-lhe a minúcia e perfeição no patchwork e sigo (as imagens d)os outros posts com a curiosidade de quem adora ouvir contar como se vive noutras paragens. Desta vez elas receberam duas bonecas (que a Malva da Camilla e a Nazaré receberam na família), a quem a E chamou (eu diria brilhantemente) Primaveresa e Verãozosa. Eu ganhei o mais delicado dos porta-chaves.
Doumo arigatou gozaimashita!
Jul 29
Jul
29


Vivam os fins de tarde na praia, as capulanas, a areia, as pessoas de quem se gosta…
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Jul 27
Jul
27

Atrasei um dia a ida ao correio para as encomendas seguirem nos envelopes novos. São feitos de Tyvek, um material 100% reciclável e muitíssimo resistente, usado para múltiplos fins. Depois de viajarem e antes de serem reciclados, podem ser transformados noutras coisas, como capas para portáteis ou carteiras (algumas são muito bonitas e duradouras).
(…e de vez em quando vou ter de continuar a usar envelopes dos antigos, para não ter saudades)
Jul 24
Jul
24

Quase nove meses: trepar, trepar sem parar. De preferência para cima ou para dentro das minhas caixas de tecidos.
Quase quatro anos e meio: mascarar-se para brincar (hoje com o kain samping que a Alexandra nos deu há tanto tempo e ainda não sabemos usar bem.
Jul 23
Jul
23

Não leio muitos livros de puericultura. Li o Spock
de fio a pavio durante a primeira gravidez, os incontornáveis Touchpoints
e um manual bem humorado sobre toddlers
. Sobre um dos assuntos que mais tinta faz correr ficámo-nos por este
, que é genial. Em Português (ou estava em Castelhano?) li este, que não me convenceu.
Estou a ler o The Good Behaviour Book
. Não porque ache que a E. podia ser mais bem comportada mas porque senti uma quebra na minha tolerância e capacidade de a confrontar sempre (tão sempre como possível) pelo lado positivo. Aconteceu durante a gravidez e estava a acentuar-se. O livro, escrito pelo famoso (por cá pouco) William Sears, é bem feito e útil e foi o seu autor quem cunhou as expressões attachment parenting e babywearing.
Os meus posts sobre escolhas (enquanto mãe) suscitam sempre o uso da palavra fundamentalista em algum comentário. Não sou (cá em casa até há uma Cinderela maneta e uma Barbie). É ingénuo associar criança e liberdade de escolha quando se fala de desenhos animados, brinquedos ou comida e de crianças pequenas (a minha mais velha tem 4 anos). A criança vê, quer e escolhe dentro do que lhe é apresentado. Muitas fazem a sua escolha apenas dentro do que o canal de televisão e a cadeia de supermercados escolheram para elas. É perigoso confundir isso com liberdade, porque se trata exactamente do contrário.
Enquanto pais e mães passamos o dia (a vida) a fazer escolhas. Muitas não são fáceis. Escolher menos não é dar mais liberdade e é muitas vezes a maneira mais fácil de justificar a ausência das regras que tivemos receio de impor. Eles vão pedir-nos explicações na mesma.
Jul 22
Jul
22


Na agenda estão os panos pintados no Museu de Etnologia e o projecto Grão no do Azulejo, mas hoje regressámos à Gulbenkian.
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Jul 21
Jul
21


Estreámo-nos hoje no Museu Berardo numa visita de reconhecimento, a primeira das muitas que pede a extensão do percurso. Estava muita gente, uns a passear outros a ver, e como passeio de família (com o CCB do lado de fora) é uma aposta ganha. Independentemente do que se possa dizer de toda a história do museu e dos seus protagonistas, para tantos de nós (e, mais importante, para os que agora crescem e estudam) passou a ser possível ver ao vivo muito do que na história da arte recente só se conhecia dos livros e do google. E isto não é dizer pouco.
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Jul 19
Jul
19


Num piscar de olhos, a A. desaparece em direcção ao objecto mais interessante das redondezas. Se for uma missanga, caneta ou playmobil da irmã ou qualquer outra coisa pequenina e ameaçadora, já olha para mim à espera do inevitável isso não pode ser (e tenta na mesma deitar a mão). Passo parte do dia a tentar chegar primeiro que ela ou a ser desmancha-prazeres e outra parte a livrar o chão e prateleiras baixas de tentações mas é um esforço bastante inglório. Há sempre um brinquedo da E., um bocadinho de linha, uma gaveta cheia de fitas. Por isso, esta semana, só dois bonecos.