Monthly Archives: July 2007

♥ krtek

krtek

O tempo que a E. passa em frente ao pequeno ecrã continua a ter regras bastante definidas. Televisão propriamente dita vê algumas vezes por semana entre as sete e meia e as oito da noite, porque me reconciliei com o segundo canal (tive resposta do Provedor) e acho óptimo o programa Ilha das Cores. Dvds vê às vezes, em alternativa ou quando lhe apetece (algumas vezes por semana). Se a quantidade de tempo que passa a ver desenhos animados não me é de todo indiferente, acho ainda mais importante a qualidade do que vê. Dentro das escolhas que lhe damos, o top do tempo de antena é liderado por uma ópera que ainda estimula horas de brincadeira e uma das personagens mais simpáticas da história da animação, que é a que dá o título a este post. A Toupeirinha foi-nos dada a conhecer pela Eva. É pacífica, ecologista, fá-la rir às gargalhadas e não impede nenhum mau de conquistar o mundo nem tem como objectivo de vida ser uma dona de casa perfeita (como a indescritível Cinderela II que, peer pressured, caímos na asneira de alugar um destes dias). Ao contrário de qualquer animação da Disney que eu conheça, os filmes da Toupeirinha são apropriados para uma criança de quatro anos. Claro que, ao contrário dos da Disney, deste lado da Europa não se vendem nas lojas. Até há pouco tempo só os encontrava em sites checos (para mim impossíveis de entender) mas, numa pesquisa recente, soube que há pelo menos um site checo bilingue (basta carregar na bandeira do Reino Unido) que faz envios para o estrangeiro (os nossos chegaram em duas semanas) e percebi que se vendem na amazon.de (com capas mais feias). As edições checas têm inclusivamente menus em Português e Inglês e também há uma edição japonesa, que tinha de ser a mais especial. Como a Toupeirinha e os amigos quase não usam palavras para comunicar não faz grande diferença comprar numa língua ou noutra: nós temos inclusivamente um em Polaco, gentilmente enviado (com mais algum delicioso merchandise) pela Júlia.

na rede

*

Os meus slings preferidos são os de algodão mas, nos dias de maior calor ou enquanto se molha os pés na praia, talvez seja ainda melhor usar um de rede. Por isso estou a experimentar fazer uns novos, com tecidos dos que se usam nas roupas de desporto, todos aos furinhos.

A galeria de bebés slingados vai crescendo, e um deles é a linda Phoebe.

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assim

em pé

Mãe, mãe, a A. pôs-se outra vez em pé sozinha!

Não te preocupes, é assim que ela treina para aprender a andar.

E eu, como é que treino para ser adulta?

social bookmarking

rosapomar's wishlist

Entre as solicitações quase constantes de dois narizes pequeninos e entupidos, aproveitei para explorar mais o ThisNext, onde criei mais duas listas para juntar à primeira (Fabric of life e A mother’s best friends).

tecidos do mundo

more textiles piled high. Originally posted by suttonhoo

Pouco antes do seu regresso, combinei com a minha irmã que ela me traria alguns tecidos da Guatemala pois, desde que comecei com os slings, passei a interessar-me ainda mais pelos panos que tradicionalmente se usam para transportar os bebés em várias partes do mundo, e muitíssimo na América Central ( ). Aos africanos é relativamente fácil chegar e adoro usá-los nos slings mas nos americanos nunca tinha pegado. A Ana diz que eram todos tão lindos que a dificuldade estava na escolha, e não me espanta. Vieram de Panajachel, junto ao lago Atitlan, onde foram tecidos à mão, assim. Cada um tem tamanho que chegue para um sling (e que slings magníficos darão) mas quanto mais olho para eles mais perco a coragem de os cortar. Talvez precise só de os namorar mais algum tempo…

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quatro anos e quase meio

Oh mãe, não me podes mandar fazer tantas coisas. Eu não sou a Cinderela!

a mexer

a mexer

Se no início pensei que muito galão do capuchinho vermelho fosse ficar a ganhar pó cá em casa, agora já estou a fazer contas aos metros que quero guardar para mim, antes que voem todos. À lista de destinos já se juntaram Noruega, Finlândia, Canadá e Austrália. Tem sido usado de muitas maneiras e da cabeça aos pés, passando pelo peito e pela cintura. Possibilidades não faltam.

saia

new skirt

Há mais de dois anos não me consegui lembrar do nome da autora de umas fantásticas saias que vira numa feira. Quem me conhece sabe que ando poucas vezes de saias, mas desde o ano passado (em que uma barriga gigante e um calor imenso tornaram impensáveis as alternativas) que isso está a mudar. Desde que o Verão se instalou, alterno entre a que fiz (há sete anos com umas calças velhas) e outra, que comprei à Rita, feita de saris de seda reconvertidos. Duas saias é pouco para o comum das mortais, mas este é um departamento em que não sou particularmente feminina: prefiro lavar e usar (e lavar e usar e lavar e usar) duas saias de que gosto muito a ter mais mas menos especiais. E no próximo inverno espera-me esta.

Tudo isto porque tenho uma saia nova, feita precisamente pela rapariga cujo nome há dois anos perdi: chama-se Marta Mourão e a minha é uma das suas lindas SoSaias de tecidos africanos (aqui há mais). Serve-me na perfeição, é leve, linda e acabada com todo o rigor, mesmo como eu gosto. Já acrescentei a Marta à minha lista de recomendações Made in Portugal e espero que ela siga o meu conselho de abrir uma loja on-line no Etsy, que terá sucesso garantido.

shop update

no sling

#704 #703hípicocavalinhos

Novos slings e bonecos.

Continuo a explorar o This Next. Gostava de ver as listas das pessoas que desejaram as minhas recomendações, mas é uma funcionalidade que o site ainda não tem (já a sugeri). Essas e outras pessoas que tenham aderido podem deixar um comentário com um link para o seu ThisNext by?

50 anos de arte portuguesa

Fátima Vaz

Helena Lapas

Fomos ver os 50 anos de arte portuguesa. A opção de partir dos dossiers e relatórios dos bolseiros que a Fundação apoiou, expondo-os cuidadosamente e sem distinguir entre os que o futuro consagrou (emocionantes, os álbuns de recortes e apontamentos de Paula Rego) e os outros, é muito interessante (e feminina também, parece-me). Porque já escrevi sobre ambas noutros posts não podia deixar de salientar a secção dedicada a Fátima Vaz e Helena Lapas que, nos anos 70, levaram a cabo um trabalho de recolha e estudo do patchwork em Portugal. Como diz o pedido de apoio que apresentaram à FCG:

há vários anos dedicam uma parte do seu tempo à recuperação, procura e criação de trabalhos em patchwork (…). Embora ambas sejam artistas profissionais nos campos da pintura e tapeçaria, procuram complementar o seu trabalho de atelier com a pesquisa de fontes ditas populares. Trabalhos portugueses no campo do patchwork merecem um lugar no Victoria and Albert Museum em Londres, embora por razões várias este género de trabalho, feito em casa em condições muitas vezes precárias, encontra-se (…) quase completamente perdido no nosso país.

Fiquei com vontade de ler estes relatórios de fio a pavio (talvez um dia seja possível). A E. preferiu o vídeo do João Onofre, no andar de baixo.

Mais sobre a exposição aqui e aqui.

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