Monthly Archives: August 2007

the medium is the message

saco fábrica

Qual o significado deste tecido? Não sei se me engano muito supondo que nos países africanos para os quais foi criado a imagem da fábrica em actividade sugere progresso, riqueza, trabalho. Na Europa, a chaminé fumegante grita poluição, aquecimento global. No saco, leio cada saco de plástico demora entre vinte e mil anos a decompor-se

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museu de etnologia i

tecelagem cabo verde e guiné

tecelagem cabo verde e guiné

Uma das exposições patentes no Museu de Etnologia (a Mary também viu) apresenta (a propósito do trabalho de uma artista plástica contemporânea) lindíssimos panos tradicionais de Cabo Verde e Guiné Bissau. São compostos por várias faixas estreitas tecidas em tear manual cosidas umas às outras. Parecem já ter deixado de fazer parte (ou quase) da maneira de vestir do nosso tempo, tendo provavelmente sido gradualmente substituídos a partir do século XIX (como na Europa), por tecidos decorados por estampagem (muito mais baratos e em boa parte importados). A tradição no entanto subsiste (pelo menos em parte) graças ao folclore e à procura global(izada) do que é étnico. On-line, encontra-se a Artissal (uma associação de Tecelagem tradicional que produz artigos artesanais de qualidade e promove um projecto de desenvolvimento comunitário na Guiné-Bissau) e uma página norueguesa – The Capeverdean pano – a unique handicraft – com o contacto de Henrique Sanchies, tecelão caboverdeano.

A exposição inclui ainda um conjunto de capulanas da colecção do MNE, recolhidas nos anos 90 na Guiné. A legenda chama-lhes panos legós, designação (local?) que o Google desconhece.

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retrosaria portátil

shoebox haberdashery

Não é a senhora que morava num sapato, mas quase. O Filipe fez-me uma retrosaria numa caixa de sapatos e, com o metro que me ofereceu a Isabel, cortar os galões passou a ser bastante mais fácil.

Por aí:

Um babete com a Vera, um saco com a Marta e um dos meus envelopes reutilizado pela Alice.

rectângulo de ouro

Capulana, by Marina Thomé.

(o assunto tecidos africanos está longe de esgotado)

Aquele que é (parece-me) o porta-bebés mais popular do continente africano, e o antepassado dos slings, é simultaneamente uma das peças de roupa mais universais: um rectângulo mais ou menos dourado de tecido, vulgarmente usado como saia em muitas partes do mundo. Aprendi a chamar-lhe capulana, mas tem muitos outros nomes (kitenge, sarong, pareo, etc.).

Como porta-bebés, a capulana pode ser atada a tiracolo (um e outro exemplo de Moçambique). Com um bebé que já se senta bem, esta posição é bastante fácil de conseguir. Mais complexa, mas muito confortável assim que se apanha o jeito, é a forma de atar a capulana com o bebé nas costas (como se vê nas fotos, nesta ou nesta). Esta posição é usada para transportar bebés pequeninos e grandes, e a A. adormeceu da primeira vez que a experimentei. Por cá, a ginástica necessária à prática chocaria certamente os transeuntes (se até o sling ainda suscita tantos comentários), mas para um passeio pela praia é altamente recomendável.

Belecando (vídeos): bebé a tiracolo e bebé nas costas.

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a sonhar

african wax prints quilt

african wax prints quilt

Não me faltam tema nem vontade, só o tempo. Tenho lido muito sobre tecidos africanos e observado, cortado e cosido tecidos africanos. Na noite passada já me pude aconchegar com estes, pensados, cortados, cosidos e acolchoados na consistência certa. Neste momento fascinam-me mais do que os outros. São vistosos, complexos, difíceis de combinar. São lindos. Quero fazer com eles uma colecção de quilts para a loja e fotografá-los como merecem. Dream on

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shop update

babete de chita

O calor aperta. Ficam as coisas novas (os aguardados babetes grandes, um sling às riscas e um saco com abelharucos) e as novidades (envelopes em tyvek prateado para presente e vales para oferta de slings).

saco de chitapresentesling riscasvale um babysling

pronto

galão da Branca de Neve

está.

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quando o príncipe chegou

branca de neve

old skirt + new ribbon

O novo galão está pronto. Tem estes anões e outros quatro, mais uma Branca de Neve morena. Tem dois centímetros de largura, mais meio que o do Capuchinho Vermelho, e vai estar na loja (com fotografias melhores) ainda esta semana. Talvez devesse tê-lo guardado para a rentrée, mas não resisto a partilhá-lo já. Ver o nosso trabalho impresso é sempre bom, mas vê-lo tecido é ainda melhor.