do velho se faz novo

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Ao ver o post de hoje da Rita, e depois de passar na loja em causa e ver com os meus próprios olhos, não resisti a fazer uma contribução para um blog que sigo com atenção, o You thought we wouldn’t notice. O tema dá literalmente pano para mangas. Por um lado porque o plágio descarado parece ser uma constante na indústria têxtil (eu própria já o senti na pele) e, por outro, no campo do desenho de tecidos. Nos EUA (e também no Japão) há uma vigorosa indústria de produção de tecidos estampados, em grande parte estimulada pelo patchwork, que por lá tem honras de hobby nacional. Felizmente para pessoas como eu, muitos dos tecidos editados anualmente são reproduções de outros, antigos, entretanto caídos no domínio público. Algumas marcas fazem-no assumidamente, mas a maioria limita-se a re-editar assinando por baixo como seu, o que com a crescente quantidade de totós dos tecidos ligados à internet facilmente dá mau resultado. Foi o que aconteceu à designer Amy Butler, a quem no ano passado este episódio (o seu tecido é este) afectou a credibilidade ao ponto de a ter feito emitir uma espécie de comunicado muito pouco satisfatório. Os tecidos não deixam de ser bonitos, mas agora fica-se a pensar se algum será efectivamente original (e, como eu, há muito quem não vá na cantiga de que a originalidade não existe).

Nas fotos, dois entre muitos exemplos possíveis: Em cima, um tecido americano actual e o original reproduzido no magnífico livro Vintage Fabric from the States. Em baixo, um tecido americano actual (verde) e um retalho antigo (anos 30?).


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