pela taxa sobre os sacos de plástico

saco de plastico

Já dei a minha opinião sobre a distribuição gratuita de sacos de plástico aqui e aqui. Como não podia ficar indiferente à notícia de que o governo pretende recuar na intenção de introduzir (finalmente!) uma taxa sobre os ditos criei uma petição online chamada

Pela taxa sobre os sacos de plástico

e peço a todos os que estiverem de acordo que a assinem também e que ajudem a divulgá-la.

Fotografia de Luísa Cortesão.

50 comments » Write a comment

  1. Também desagradou-me muito ouvir a notícia, nem queria acreditar, dava vontade de despejar um monte de sacos à porta daquela gente toda! E ainda me chocou mais, ouvir testemunhos de pessoas muito pouco sensibilizadas para o problema!

  2. Também fiquei chocada.

    Das últimas vezes que fui ás compras a um hiper, ia-me dando uma coisinha má. A quantidade de sacos que aqueles operadores de caixa nos despejam, é que chega ao cumulo de nos colocar um frasquinho num saco.

    Porque não utilizar sacos de papel reciclado, como nos Estados Unidos? Ou implementar uma espécie de baggus?

  3. Eu tenho apenas um reparo a efectuar: essa taxa, que já ouvi chamar de ‘eco-taxa’ poderá ser ilegítima.

    O material plástico, nomeadamente, os sacos de plástico que circulam pelo País, já pagam à Sociedade Ponto Verde (empresa sem fins lucrativos que foi licenciada para dar cumprimento à legislação relativa à gestão integrada de embalagens e resíduos de embalagens não reutilizáveis a nível nacional) uma tarifa (que depende das toneladas desse material que os responsáveis pela colocação de produtos no mercado nacional e os industriais de produção de embalagens ou matérias-primas para o fabrico de embalagens colocam no mercado) que se destina à recolha e tratamento especifico do material plástico.

    Nós consumidores (sim, porque no final é o consumidor que paga o acréscimo, ou tarifa, diluída no preço do/s produto/s) já pagamos uma ‘eco-taxa’ para que os plásticos, entre os quais os sacos de plástico, sejam recolhidos pelas entidades gestoras (municípios), sendo-lhes dados um tratamento final adequado, ou reciclagem ou outro meio idóneo.

    Também concordo que existe uma utilização ‘abusiva’ dos sacos de plástico, alias, com o objectivo de evitar tal desperdício, e de pagar 10 ou 20 cêntimos por um saco, eu transporto sempre um saco de plástico na carteira (comprei no Continente, é realizável, e quando se danificar posso troca-lo gratuitamente). Os restantes sacos de plástico que utilizo das compras, servem-me para acondicionar, todos os dias, os resíduos orgânicos que produzo em casa.

    Conclusão, eu não concordo com a imposição de mais uma ‘eco-taxa’ (pelas razões aduzidas e porque tal ‘taxa’ aumentará, ainda mais os preços dos produtos, pois tal taxa não é destinada aos comerciantes mas para o Estado), a meu ver, e como já provou, por ex. o ‘Pingo Doce’, a solução passa por facturar os sacos de plástico nos pontos de venda (não aumentando os preços dos produtos, mas individualizando o preço do saco de plástico), impelindo assim a uma diminuição na sua utilização (e produção).

    Esta é a minha leiga opinião …

    ;)

  4. Mas, Amélia, a ideia é precisamente a de facturar os sacos de plástico nos pontos de venda, como já fazem de resto alguns supermercados!

  5. Concordo com a Amélia, a melhor forma passará por facturar os sacos nos pontos de venda. Assim evita-se uma taxa dissimulada no preço dos produtos e é-se mais assertivo quanto à criação de uma consciência ambiental.

    Ainda assim divulguei a ideia junto de todos os meus contactos! 150 sacos de plástico por pessoa produzidos anualmente é assustador!!!

  6. Só que a ‘ideia’ governamental’ não é essa, facturando os sacos de plástico através da ‘eco-taxa’ esses valores revertem para o ‘Instituto da Conservação da Natureza’, e não para os ‘comerciantes’! Uma coisa é pagar na ‘caixa’ o valor do saco de plástico utilizado, outra é essa tarifa reverter para o Estado (nesta situação não tenho dúvidas que de os produtos embalados em plástico vão aumentar de preço… é sempre assim!).

    :)

  7. Já assinei a petição!

    E acho que é uma boa forma de acabar com o exagero de sacos plásticos que se produzem, distribuem, colecionam e com os quais se poluem…

    Mas acho que mais importante seriam iniciativas com o objectivo de formar/educar a sociedade!

    Porque a mudança está acima de tudo na consciência das pessoas! Sem uma formação inicial, a questão das taxas nos sacos plásticos, vai fazer com que (sem a tal consciência), as pessoas com mais capacidade financeira nem parem para pensar e gastem a mesma quantidade de sacos plásticos!

    Onde está a petição pela formação cívica?! Quero assiná-la!

  8. querida rosa,

    meu comentário de nada tem que ver com seu post. gostaria de dizer que descobri seu blog agora, e estou encantada. você passa pela vida de uma maneira linda. adorei sua arte, seus bonecos, e tantas coisas mais. eu, que desisti das agulhas muito cedo, estou com as mãos ansiosas para aprender a fazer algo.

    para comprar seus bonecos, ví que não há nenhum à venda on line, e o site da loja que vende no brasil, não encontrei nenhum tipo de informação de preço, por exemplo. moro em são paulo, por um acaso há por aqui algum lugar em que estão à venda?

    um abraço

    glauce

  9. Muitos parabéns pela iniciativa! Já assinei! Vou linkar no meu canto e publicar este meu comentário.

    Também fiquei desapontada com o recuo do governo. O dinheiro não pode nem deve reverter para o ponto de venda e o consumidor tem de ver bem explicito o preço do saco na conta do supermercado.

    O estado deve incentivar o uso de sacos feitos de materiais biodegradáveis, coisa que não existe em Portugal. Só em alguns casos são materiais parcialmente biodegradáveis. O facto de existirem recolha de plásticos usados não pode servir para ficarmos de consciência tranquila, pois apenas 20% dos plásticos pode ser reciclada ou incinerada. O resto fica no ambiente. Eu sei do que falo porque trabalho na área.

    E não são só os sacos, são todas as embalagens em plástico que deviam ser taxadas se não forem feitas de material 100% biodegradável. Pois só assim é que as pessoas aprendem a cuidar do planeta em que vivem.

    Beijinhos

  10. Na minha opinião, a solução era acabar com a distribuição dos sacos de plástico nos supermercados, quer fossem gratuitos ou não, e as pessoas que se desenrrascassem.

    Eu sou operadora de caixa no Jumbo, em part-time, e duvido que alguém que aqui tenha escrito tenha noção da real estupidez e burrice da maior parte das pessoas em relação a este tema. Há pessoas que realmente levam o saquinho de casa, outras que compram o saco ecológico que lá há, outras que não se importam de levar as compras todas misturadas no mesmo saco, etc. Mas há aquelas que querem um artigo em cada saco, que têm de levar a carne de porco separada da de vaca para não ficar com o sabor (já vai cada uma num saco transparente mas é difícil compreender que isso basta!), que têm de levar o fiambre separado do chouriço pela mesma razão, que acham impensável pôr no mesmo saco a fruta e os legumes frescos, que não podem misturar o pão com as bolachas, eu sei lá… Há ainda aquelas que mesmo tendo um saco ecológico querem as compras dentro dos sacos de plástico para pôr dentro do saco ecológico! Será complicado entender que a intenção do saco ecológico é não levar outros sacos? É de loucos.

    As pessoas não entendem o mal que fazem ao ambiente. Eu bem tento sensibilizá-las, mas nada, muitas levam mesmo a mal e reclamam. E então o Jumbo dá os sacos. É por causa de pessoas mal formadas, que as pessoas sensíveis a este problema levam por vezes um artigo em cada saco. Para evitar reclamações e chatices no local de trabalho. Por isso é que eu acho que a distribuição de sacos, gratuita ou paga, deve acabar em todo o lado. Porque as pessoas precisam de comer, de se lavar, de se vestir e, como tal, nunca deixarão de ir ao supermercado, com ou sem sacos.

    Bem hajam!

  11. A falta de sensibilidade dos hipermercados choca-me. A formação que eles dão aos empregados que estão na caixa peca ao não os alertarem para certo tipo de situações, como por exemplo, pôr um frasco apenas num saco (como dizia a Liliana, também já me aconteceu). São os empregados das caixas que servem de ligação entre o supermercado e o consumidor e é por eles que deve ser passada a mensagem. A culpa da falta de sensibilidade para este assunto não é deles, obviamente, antes da formação que recebem. Já não é a primeira vez que ao dizer “não preciso de saco” recebo uma cara de desprezo e choque. Isto não é uma atitude correcta nem tão pouco de país de 1º mundo.

  12. Se eu morasse em Portugal, logo estaria assinando a petição. Aqui no Brasil, ainda nem pensamos no caso, e quando eu comentava com um lojista que devíamos não usar os sacos plásticos, o vendedor dos mesmos, que estava na loja, disse-me que assim,acabaria com o seu emprego…(como se ele não pudesse vender outra coisa !)A ignorância, e a falta de sensibilidade para com o ambiente é um problema que temos que resolver, antes que seja tarde demais.

    Parabéns pela sua iniciativa.

  13. Obrigada, muito boa iniciativa. Já está assinada :) É muito triste ver que somos muito atrasados em relação a políticas ambientais. E indo a outros países na Europa é fácil perceber o avanço em questões ambientais.

  14. Concordo com a Luísa, principalmente na questão de estar bem explícito o valor debitado pelo saco na factura. As pessoas têm que perceber o que estão a pagar. E em relação às embalagens não biodegradáveis também acho muito bem! É um abuso ver o desperdício das embalagens “blister” e uma estupidez o seu preço!

    Vou assinar a petição!

  15. Rosa, como de costume, estás no sitio certo à hora certa! Esta petição é muito bem apanhada! Obrigada pela tua consciência cívica e pela tua partilha!

  16. Assinei a petição e está no meu blogue e fiquei agradado que o visse também no Ervilha Cor de Rosa.

    Tudo vai de comodismo e “deixar andar” e nem sequer levar novamente o saco ecológico aos que são adeptos de compras em grandes superfícies.Tudo asneira. Daria para outras conversas e fugiria do essencial. Ora há algum tempo que carrego a minha mochila e prefiro as compras no comércio local.

    Abraços

    P.S. O Ervilha Cor de Rosa está no meu Dossier Terra Artítistica

  17. Cara Marta Mourão,

    de certeza nunca assistiu a uma formação dos Hipermercados Jumbo. Senão saberia que os operadores de caixa desta grande superfície têm ordens específicas para dar o menor número de sacos possível aos clientes. Acontece que, quando se tenta sensibilizar os clientes para a temática do ambiente e para o uso excessivo dos sacos de plástico, estes levam a mal, acusam-nos de mal-criadas e fazem reclamações por não darmos mais sacos. A mim, cara Marta, o que me choca mesmo é a falta de sensibilidade dos clientes. Mas garanto-lhe, se alguma vez for ao Jumbo de Coimbra, passar por mim na caixa e disser que não quer saco, a cara que verá será de agradecimento, em nome do ambiente. Para sua informação, nós temos formação no sentido de só separar produtos alimentares de produtos não-alimentares. A culpa da grande quantidade de sacos de plástico que é dada não é dos Hipermercados Jumbo, nem dos seus operadores, nem da formação que recebem. A culpa é dos clientes que exigem cada vez mais sacos, por muito que nós expliquemos que um saco que leve um quilo ou dois de fruta não rebenta ou que digamos que os sacos não servem para o lixo devido aos dois furinhos que têm no fundo. Parece que só vão às compras por causa dos sacos, juro! E nós temos sempre de agradar ao cliente e não podemos entrar em conflito com o mesmo. Agora expliquem-me, apresentem-me uma solução que permita agradar sempre ao cliente, sem entrar em conflito com este, sem dar todos os sacos que ele exige e, mais importante, sem comprometer o meu emprego com reclamações, pois preciso dele. Prometo que essa solução será ouvida pelos Hipermercados Jumbo.

    PS – Ontem assinei a petição. Mas que grande ideia! Way to go, Rosa!

  18. Ok, o desperdício está SEMPRE errado, seja em relação a que temática for. E também percebo que queiram colocar preço nos sacos plásticos para sensibilizar as pessoas para o custo real e ecológico do plástico (no Pingo Doce funcionou mto bem), mas:

    1. que sentido é que faz o Jumbo (como foi dito aqui em cima), colocar dois furinhos nos sacos plásticos de forma a que não possam ser reutilizados como sacos de lixo orgânico?

    Será melhor irem directamente para a reciclagem, o novo alívio moral das massas?

    2.E deixando bem claro que considero que há um abuso da utilização destes sacos, que sacos do lixo orgânico é que toda a gente usa, afinal? Depois de NÃO trazerem do supermercado, vão comprar daqueles “para o lixo”?

    Pelo menos queria saber se toda a gente se tornou, de repente, em activista ecológico, que separam o lixo orgânico e no final do dia o vão misturar com outros elementos orgânicos para que volte ao ciclo da Natureza.

    Ou será que o deitam no contentor como 99% da população?

    Este tipo de iniciativas são muito “giras”, mas, até certo ponto também são inconscientes porque se focam apenas num ponto do problema. E resolvendo-o pontualmente, apenas o vão transferir para outra altura do ciclo de desperdício.

    O ideal é pensar como podemos eliminar o desperdício ao longo da cadeia toda, desde a produção aos dejectos, e isso passa por rentabilizar os invólucros que têm MESMO de ser utilizados.

  19. Alice, respondo ao teu comentário por pontos:

    1. nenhum, concordo 100% contigo.

    2. Ainda não estamos nessa fase. neste momento a percentagem de pessoas que efectivamente se preocupa com este assunto é muito diminuta. A maior parte das pessoas traz muito mais sacos para casa do que os que são precisos. Cá em casa compramos sacos para o lixo, precisamente porque os do supermercado têm furos ou são muito finos. E já escrevi aos supermercados em que fazemos compras pedindo que produzam sacos para o lixo em plástico biodegradável.

    3. Infelizmente não, e não percebo o tom irritado do teu comentário. O normal é ver os velhos deitar o lixo para o chão, e sacos de plástico para o rio, como vi há poucos dias. A essas pessoas a informação não chega, mas cobrar 5 cêntimos por um saco é suficiente para os fazer levar sacos de compras de casa (basta entrar num minipreço de um bairro pobre como aqui o bairro alto para ver que funciona mesmo).

    4. Não concordo minimamente. Acho que é na soma das pequenas mudanças que fazem as grandes.

    5. e como é que se faz isso?

  20. Só um pequeno esclarecimento aos dois posts acima: eu NUNCA disse que o Jumbo coloca dois furinhos nos sacos plásticos de forma a que não possam ser reutilizados como sacos de lixo orgânico. O que acontece é que os sacos vêm de fábrica todos agarrados uns aos outros e, quando os separamos para colocar as compras, ficam dois buraquinhos no lugar onde vinha a cola que os unia. Isto acontece tanto no Jumbo como em qualquer outro hipermercado. Entendido? ;)

  21. Olá Rosa, obrigada pela resposta.

    Não intencionalmente, talvez o tom tenha soado irritado.

    O que eu queria dizer com esse ponto, é que é fácil pensar “eu não levo mais sacos de plástico para casa”, mas na verdade, pelo simples facto de não ser uma atitude pensada até ao fim, de seguida vão comprar sacos para o lixo, e resulta tudo no mesmo. Uma acção que parece ecologicamente correcta, no final resulta numa reacção que acabou de duplicar a produção de plástico. E passou despercebida, ou pior, passou ecológica.

    Porque não escolhes ir a um supermercado que te dê sacos biodegradáveis e resistentes, apesar de pagos (eu não quero fazer publicidade, mas já existe um ou outro assim).

    Como já referi, concordo com os sacos pagos, mas não consigo deixar de pensar que a atitude de condescendência para com as pessoas que deitam “o lixo para o chão, e sacos de plástico para o rio” tem dificultado, e muito, o processo de divulgação de acções mais correctas.

    É preciso criar proximidade e não distância

  22. Mas ao não consumir nenhum saco de plástico senão os que compro estou por outro lado a contribuir para que se produzam menos sacos. E vou aos supermercados, mercados e mercearias a que posso ir a pé, mas gostava de saber que supermercado é esse :)

  23. e fazendo alguma publicidade… a cadeia de hipermercados continente (o modelo não sei) distribui gratuitamente sacos degradáveis com o símbolo d2w. e no lidl existe à venda sacos biodegradáveis para acondicionar o lixo doméstico.

    (nem a propósito, esta manhã escrevi sobre isto e divulgando também a petição).

  24. Os sacos do Continente são feitos disto. Descobri-o ao autopsiar um para copiar o molde e fazer uns de pano. No entanto, depois de ouvir num programa de rádio (“Terra à Vista” da Antena3) que o “plástico biodegradável” apenas se desfaz em partículas muito pequeninas e igualmente poluentes, acho que a solução passa mesmo pela quebra no consumo (e consequente produção) dos sacos de plástico.

    Acho muito bem que se pague uma taxa, vá ela para que bolso for.

  25. olha nat, os sacos d2w são 100% degradáveis e não biodegradáveis. há diferenças significativas.

    “Os plásticos totalmente degradáveis degradar-se-ão sem deixar resíduos e, no final, restará apenas H2O, CO2 e biomassa em quantidades desprezíveis.” – http://www.oxibio.net/products/resumo.shtml

    e concordo que se pague, sejam de plástico, totalmente degradável, biodegradável ou de papel.

  26. Neftos, tenho na minha mão um saco do Continente. Ao lado do logotipo da d2w está um triângulozinho com o número 2 e as letras (quase ilegíveis) PEHD, ou seja Polietileno de Alta Densidade.

    Pelo que percebi, o aditivo d2w faz com que o saco de desfaça rapidamente mas não as partículas a que dá lugar. Essas, só a longo prazo se transformarão em “apenas H2O, CO2 e biomassa”. Mas em quanto tempo? Reparaste que isso não nos é dito no site?

    Tenho a sensação de que me querem impingir o milagre da transformação do petróleo em água. Sinceramente, apesar de reconhecer as vantagens do plástico degradável, acho que estão a tentar iludir-nos. Mostram-nos a frase 100% Degradável lado a lado com uma plantinha amorosa e imediatamente nos tiram o peso da consciência e nos põem na boca a palavra Biodegradável (por isso escrevi entre aspas no outro comentário).

    Uso os sacos do Continente para o lixo orgânico, mas fico à espera dos sacos 100% Biodegradáveis (sem aspas).

    :)*****

  27. Já agora não posso deixar de dizer à Marina: fico contente pela sua posição em relação à questão dos sacos de plástico, se calhar no supermercado onde trabalha existe outro tipo de sensibilização e ainda bem. Mas se calhar como trabalha no Jumbo, não faz compras noutros supermercados onde me fazem sim cara feia quando peço um saco (não sou a única a dizer isto). Como acima escrevi: ” Os empregados das caixas que servem de ligação entre o supermercado e o consumidor e é por eles que deve ser passada a mensagem. A culpa da falta de sensibilidade para este assunto NÃO É DELES, obviamente, antes da formação que recebem”.

  28. Rosa,

    Concordo que seja frequente ver pessoas mais velhas a deitar lixo para o chão. Pessoas velhas e pessoas novas. Agora deitar sacos para o rio não me parece que seja a normalidade. Acho, aliás, que as pessoas mais velhas estão até mais habituadas a reutilizar sacos que nós, não por questões ambientais (porque muitas desconhecem a temática), mas porque pura e simplesmente, ainda não há muitos anos não existiam grandes superfícies e as compras eram todas feitas no pequeno comércio, onde na altura os sacos eram pagos e não tinham sequer o logotipo (que funciona como meio publicitário barato) da loja que os fornecia. Ou seja… um saco de plástico não era há 30 anos atrás um bem de 1ª necessidade, mas um “luxo”, lavado e reutilizado vezes sem conta. Essas mesmas pessoas, que na grande maioria no nosso país, continuam a não comprar nas grandes superfícies (muitas compram em sítios onde se deslocam a pé), continuam também a lavar e reutilizar os sacos. Isto para dizer que a desinformação dos mais idosos até funciona de forma positiva porque é habitualmente a camada etária que menos tende ao desperdício, por questões educacionais, questões de privação, etc.

    Adiante… relativamente à taxa sobre os sacos de plástico, tudo bem, não me choca. Embora tenha algumas dúvidas se é por aí que se mudam mentalidades. Não gosto muito da “educação pela via da penalização e do castigo – parece-me pouco construtivo, e infantilizado”. Aliás sobre questões ambientais tenho imensas dúvidas, daí que o recuo do governo não me pareça assim tão grave e vergonhoso como tenho lido por aí. O governo é feito de pessoas, e as pessoas têm dúvidas.

    Quanto à petição, a única que assinei até hoje era à escala mundial e foi para que a Amina não fosse apedrejada até à morte por adultério. Colheu milhões de assinaturas. A Amina já morreu.

    E é por isso que generalizações e moralismos sobre o comportamento alheio me transtornam… e me cansa que tantas vezes que nos auto-intitulemos país retrógada, atrasado ou pouco desenvolvido.

  29. A sensibilização passa muito, a meu ver, pela televisão e rádio. Concordo 100% com a taxa, mas também acho importante “massacrar” diariamente. Este ano vou oferecer a algumas pessoas os sacos ultra-leves da Reisenthel e que suportam até 12kg – é o meu contributo como amiga do ambiente; este saquinho acondiciona-se numa pequena bolsa e usa-se dentro da mala. Temos sempre à mão um saco e ainda por cima giro – odeio carregar sacos de plástico! Já a Pina Bausch referiu que os portugueses usam sempre como acessório o saquinho de plástico (não é uma imagem lá muito sedutora).

    PS- tenho mesmo prazer e/ou orgulho em não aceitar os sacos de plástico que me são oferecidos nas caixas dos supermercados ;-P

  30. Sou 1000% a favor da taxa. Aliás secalhar só com o aumento da taxa é que as pessoas vão mesmo ver que mais compensa comprarem baggus ou aqueles de uma certa loja de desporto que vêm dentro dumas bolinhas ou outros quaisquer, mas…sacos de plástico? É que aquilo não tem vantagem mesmo nenhuma. Mesmo assim penso que o mais dificil de mudar é a mentalidade dos idosos, mas de gente nova (eu faço parte :P) até vejo aderência em iniciativas destas que por acaso pensava que não havia muita até á bem pouco tempo. Só espero que avancem com a taxa…estamos cá para ver.

  31. Eu sou a favor da taxa.

    Desta taxa, porque não acredito que algum dia tenha trazido um saco de plástico, seja de que supermercado for, oferecido.

    Estou absolutamente convencida que sempre os paguei, o seu preço só estava dissimulado (nem que seja num acréscimo ínfimo em cada produto) na factura final.

    Vou assinar a petição porque também eu preciso de ser educada a defender o ambiente, também eu muitas vezes abusei do uso dos sacos de plástico.

    Misturo as compras todas para poupar nos sacos, mas só porque rapidamente se tornam uma praga em casa, a maioria acaba no contentor amarelo da reciclagem. Na verdade é só isto que faço com eles, porque compro sacos próprios para o lixo, portanto só me servem para transportar o lixo reciclável (nem sequer os reutilizo).

    Ainda hoje as compras chegaram aqui a casa(feitas on-line, portanto os funcionários é que decidiram todo o acondicionamento dos produtos) e já tenho dezenas de novos sacos de plástico.

    Eu vou assinar para assumir o meu desleixo e dar o primeiro passo que me permita ser mais responsável nas minhas obrigações com o ambiente.

  32. Adorei ler, dias mais tarde, estes comentários todos e digo mais uma vez que sou a favor de pagar os sacos, mas um saco plástico não é o maior mal no ambiente, há muitos e chega-se a essa conclusão qdo se faz a separação do lixo como deve ser.

    Eu tenho atenção às embalgens que compro, vejo se são recicláveis e isso faz com que demore muito tempo a fazer as compras mas não me importo, penso no futuro do planeta onde vivo (mas penso mesmo, eu não vivo só no aqui e agora). Apesar destas preocupações todas com as embalagens e de eu trazer muito poucas (a maior parte de cartão) o compartimento que enche mais depressa é o amarelo. Porque todos se preocupam tanto com os sacos plásticos? É um problema, eu sei e o resto dos volumes que vão para o lixo doméstico? Gostava de saber destes bloggers todos quem realmente faz a separação do lixo todo em casa…

    Por vezes até parecemos muitos, quando nos blogs se escreve e se comenta sobre este assunto, mas no fundo acho que somos muito poucos, porque somos sempre os mesmos, mas por muito pouco que se faça é melhor que nada. Devia ser quase obrigatório um blogger escrever um post sobre ecologia todos os meses!!!

    Quando vou ao Ecoponto aquele que está mais cheio é o do papel (até vem para fora), e o amarelo é o que está mais vazio e não percebo porquê, se é aquele que tem um lixo mais volumoso! Muito poucas pessoas, se dão ao trabalho de separar o resto, o papel fazem-no porque é mais fácil. A maior parte das pessoas não são sensiveis a esse ponto, não se preocupam mesmo nada com o futuro.

    Lembro-me qdo era pequena que os meus avós lavavam os sacos plásticos, era difícil obtê-los não haviam assim tantos para dar, e agora? Não voltei a ver isso, há demasiados sacos para dar e já ningém se preocupa em conservar os que tem, se houvesse essa taxa acho que se voltavam a lavar os sacos plásticos, a conservam os que se tem, e a evitar ter muitos mais. Pouca gente deve por no ecoponto amarelo os sacos plásticos furados do supermercados, e outras embalagens também, vai para o lixo doméstico normal, porque a maior parte não se preocupa mesmo nada com isso, se houvesse essa preocupação o ecoponto amarelo estaria tão cheio como o do papel!

  33. Let´s remember that Sonae Distribution which has already taken a “first position” on the tax bill (they are against it) has very expensive lawyers lobbying for them on the steps of the General Assembly. For them, it would be a bureaucratic thus expensive nightmare to administer this tax not to mention the public relations cost of such a law.

    Is a tax on plastic bags the answer to the problem of non biodegradable plastic bags? Maybe or maybe not. But I think we all agree that these bags specifically bags distributed at major supermarkets are one of the biggest culprits of pollution by plastic bags and a problem that can be “fixed”!

    Why not ban these bags from all large supermarkets? San Francisco did this and other major American and European cities and countries are considering this measure, including, France which wants to phase out these bags by 2010.

    This is one of the answers the government can take but what about the consumer? Habits are difficult to change. Charging for THESE bags definitely reduces the number of bags introduced into the pollution/recycle system.

    Even though it has nothing to do with the plastic bag, I like to refer to an article written about changing the behaviour of doctors and their handwashing habits in a California hospital. It required much EFFORT and creativity to get these doctors to wash their hands to help stop the spread of disease. Here it is:

    http://www.nytimes.com/2006/09/24/magazine/24wwln_freak.html?pagewanted=1&n=Top/Reference/Times%20Topics/Subjects/E/E%20Coli%20(Bacteria)&_r=1

    Maybe Sonae (and other large supermarkets) could place huge posters of the damage being done to our planet (http://www.fremantle.wa.gov.au/news/resource/plasticbag-turtle-web.jpg) in their grocery stores (if you read the article you will understand). They have to recognize that they can and should educate the consumer and this would improve their “image” as well. (the d2W bag is not the only answer.)

    I am afraid that we have become accomodated for the sake of convenience and lifestyle.

    Thanks for keeping the discussion alive Rosa here in your space. As for the hate mail, cowardly really…so cowardly.

    Mary Pereira

  34. Eu, estou neste momento a trabalhar como operadora de caixa numa loja(hipermecado?) de desporto.

    E se realmente a culpa passa pelas entidades que não cobram taxa, as pessoas que querem sacos para tudo e mais alguma coisa, não têm menos culpa no cartório. É inacreditável como gostam de dividir as compras, então agora na época de Natal, dividem as compras por prendas. Se a prenda para a tia for um relógio, então a embalagem minúscula do relógio tem que ir a flutuar dentro daquele enormesco saco de plástico. A consciência das pessoas ainda não está formada para digerirem as consequências que a poluição tem e virá a ter nas suas próprias vidas. Obviamente que a taxa resultaria, porque o dinheiro é uma prioridade, e um saco a 0,02€ já custa. Um buraco do Ozono maior, não se vê.

    Selma

  35. Àcerca do plástico biodegradável, tomei conhecimento através de um dos administradores da empresa, que a Fapil (http://www.fapil.pt/) vai lançar no mercado um saco de plástico próprio para compostagem, que é feito de 100% milho. Tenho um desses sacos em casa e são extraordinários. São próprios para lixo orgânico e prevêem a recolha desse lixo, que ao degradar-se dentro do próprio saco sem emissão de cheiros, consegue reduzir o volume e o peso dos resíduos, sendo o transporte dos mesmos mais barato.

    O único inconveniente é mesmo o preço dos sacos, que vai ser um pouco elevado.

  36. Rosa, acho este tema deveras interessante. em adenda e porque a discussao nos paises baixos se encontram a um nivel superior e respondendo ao numero cinco do comentario da Alice: ” o ideal e pensar como podemos eleminar o desperdicio ao longo da cadeia toda, desde a producao aos dejectos, e isso passa por rentabilizar os involucros que tem mesmo de ser utilizados” o qual concordo a 100% e e possivel sendo a meu ver essa a solucao, a responsabilidade devera estar ao nivel da producao e nao so do consumidor, na holanda no momento uma mini-revolucao a custa de um livro.

    Ja ouviste falar em “cradle to cradle“? “cradle to cradle” e um manifesto escrito em 2002 por um arquitecto de nome william mcdonough e um quimico alemao chamado michael braungart. os gurus do ambiente do momento (ver tedtalks ou youtube).

    mas passando pelos factos o que e o “cradle to cradle”ou como tambem lhe chamam “waste is food”. um apelo a mudanca do sistema industrial do momento e uma mudanca de pensamento, um livro deveras positivo em relacao ao problema ambiental, visa acabar com a mentalidade actual que os autores chamam de “managment guilt” e que leio na historia dos saquinhos de plastico. nao e a poupar sacos de plasticos que se chaga a um ambiente sustentavel, ajuda mas nao e suficiente. depois segundo os autores o que agora se chama “recycling”nao e mais do que “downcycling”, os produtos resultantes da reciclagem sao inferiores ao inicial, de ma qualidade. apelam pois ao “upcycling”.

    um mundo sem lixo nao existe e e utopico, pode-se tentar minimizar o lixo. cradle to cradle doutrina que todo lixo e nutriente podera acabar na biosfera ou tecnosfera (waste equals food). parece bom demais para ser verdade mas os primeiros casos de sucesso estao ai.

    quando ha cinco anos um programa sobre o livro passou na televisao holandesa levantou paixoes e viram-se luzes ao fim do tunel, a ferramenta necessaria para por em practica as ideias vindas desde os anos sessenta e os primeiros casos de sucesso estao ai.

    na alemanha uma fabrica de t-shirts biodegradaveis (metodo elaborado pelo quimico autor do livro) e tecidos igualmente biodegradaveis na suica. cadeiras de design totalmente feitas atraves de materiais biodegrdaveis ou reciclados e uma fabrica da ford totalmente construida de raiz assente nos principios do livro nos estados unidos. na holanda uma fabrica de reciclagem de plasticos consegue polipropileno de qualidade superior as embagens que recicla e a um custo inferior do que o produto original e os primeiros bairros habitacionais “cradle to cradle” a serem construidos, nao e fantastico!

    ainda o caso das t-shirts biodegradaveis criadas pelo quimico, exactamente o que a alice menciona, foi tido em conta no processo de desenho do produto o momento em que o produto devera ser deitado fora, partindo do facto que o produto resultara noutro produto (upcycling) ou servira como nutriente da biosfera, neste caso t-shirt e biodegradavel e nao toxica, todos os produtos nao biodegradaveis deverao ser utilizados na tecnosfera, reultilizados em componentes industriais por exemplo, ou um carro totalmente composto de materiais ou biodegradaveis ou reciclados.

    o que pretendo dizer e que acho louvavel a discussao de uma taxa ou nao nos sacos de plastico, a pela sensibilizacao ambiental e nao pelo que a accao devera atingir que a meu ver e muito pouco.

  37. a minha opiniao sei que nao vale de muito mas acho demais essa ideia de pagarmos os sacos…

    sei que fazem mal ao ambiente mas entao se a ideia e melhorar o ambiente porque nao fazem sacos biodegradaveis ou poem sacos de papel reciclado????

    Agora eu pagar uma taxa pelos sacos de plastico com publicidade dos mesmos????

    nao obrigada!!!

    Se vou ao mini preço ou ao lidl levo um saco que comprei no ikea…

    jinhos

  38. não sei se a taxo irá melhorar a questão! tenho sérias dúvidas mesmo! acho melhor solução os sacos biodegradáveis, já distribuídos no Modelo e penso que tb no Continente, e reeducação social!

  39. O plástico feito à base de amido de milho já é uma realidade, embora pouco divulgado mas já existe a produção industrializada pelo menos na Alemanha e nos Estados Unidos. Esse tipo de plástico é 100% biodegradável, mas devido ao seu custo mais elevado do que os polietilenos normais, está ainda confinado a embalagens nobres como é o caso de embalagens para alimentos e medicamentos. Creio no entanto e à semelhança de outros produtos, que à medida que os custos de produção forem caíndo o seu uso será generalizado.

    Quanto a tudo o que foi dito, continuo a concordar com a minha Avó, quando diz “Pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita” é o que podemos esperar dessa pessoas que não respeitam o Ambiente, não só pelo consumo excessivo dos sacos de plástico, mas também pelas beatas dos cigarros deitadas pela janela fora responsáveis por muitos incêndios e todo um conjunto de violações para com o ambiente e não me venham dizer que são as pessoas mais idosas, porque eu vejo todos os dias atentados ao ambiente feitos por gente jovem e que ainda respondem! “quem recicla que separe o lixo”. Em resumo, é tudo uma questão de cultura, sim… porque cultura não é canudo, cultura é conhecimento universal, é saber usar as regras do bom senso, é saber estar e respeitar, não só as pessoas, mas também o ambiente e o planeta que é a nossa casa.

  40. iniciativas dessas são sempre positivas !

    vem ver no meu blog como reciclam as embalagens em polypropylène e polyetylène e também os sacos em polypropylène no Burkina Faso! vanguarda pura !;-)

    http://brikebrok.over-blog.com/article-14247204.html

    só teria a acrescentar que o ecoponto amarelo em Portugal bem podia estar mais cheio ! em alguns países multam mesmo quem deita plásticos etc. junto com o lixo orgânico (ex. concreto : Bélgica)

  41. Mais uma TAXA…???!!!não por favor!!!ainda mais se for para as mãos do governo. Jamais será revertido ao meio ambiente, assim como jamais a CPMF o foi para a saúde. Vamos sim votar para que seja faturado diretamente no caixa para que seja administrado pelos donos dos estabelecimento. A própria sociedade fará esta cobrança , pois após levantamento da própria mídia, áquele estabelecimento que não estiver usando estes recursos em obras e ações para a preservação do meio ambiente, terá seu nome divulgado para a sociedade, e a própria sociedade agirá como deve, ou seja, não indo mais a este estabelecimento, não comprando mais neste estabelecimento.E tenho certeza que desta forma , tanto a iniciativa privada quanto o povo darão uma prova junto a este governo que politicas honestas surtem efeito e traz beneficios para todos. Este é o meu recado.

  42. Olá! Estou a escrever para pedir uma ajuda ..Aonde é que eu encontro sacos da Reisenthel em Lisboa? Comprei uns para oferecer numa loja, na Zen na Av Miguel Bombarda. Queria oferecer mais uns, mas nessa loja já não têm e não sabem quando voltarão a ter…

    Obrigada, Rita

  43. Pingback: Da série “se eu fosse ambientalista” « mais uma volta

Leave a Reply

Required fields are marked *.


You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>