tile designs from portugal

azulejos

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Tile Designs from Portugal é um livro (+cd) editado recentemente pela Pepin Press (em Lisboa vende-se por exemplo aqui) de cuja existência soube através da Sónia Sapinho. Com a minha predilecção pelo tema, fui a correr comprá-lo. A primeira reacção que tive foi pensar que devia ter sido alguém cá a pensar nisto primeiro, mas foi um nosso vizinho. O livro inventaria uma série de padrões de azulejos (sobretudo azulejo semi-industrial e industrial do século XIX). Inclui uma série de fotografias sem grande qualidade nem interesse mas introduz a novidade de apresentar noventa e nove padrões redesenhados no computador, em formato vectorial. Para mim, que vivo em Lisboa e rodeada deles, que estou habituada a vê-los mudar de cor consoante a luz, desirmanados, cobertos de pó, chuva ou graffiti, nesta versão digital vejo padrões magníficos mas não vejo azulejos. Ainda assim, o livro é interessante e tem uma excelente introdução histórica do director do Museu do Azulejo, Paulo Henriques, apresentada em oito (!) línguas, o que o torna um bom presente para amigos estrangeiros (ou, a julgar pela reacção da A., para bebés de um ano fascinados por desenhos hipnóticos).


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17 comments » Write a comment

  1. cruzei-me com esse livro na fnac e, curiosamente, também pensei como seria possível nenhum português se ter lembrado de algo do género. e gostei muito de rever/ reconhecer alguns azulejos, que vou fotografando, em desenho vectorial.

  2. Era este livro que eu tinha visto na Bulhosa e que depois nunca mais tive tempo de procurar. O PH já não é director do MA, agora está no MNAA (desculpa lá as siglas!).

  3. os azulejos não são de facto coisa para se ver em livro. Não é só o que se perde em termos visuais pela falta de coisas simples como o efeito da luz sobre as cores e os padrões. É a impossibilidade de percepcionar a textura – as superficies rugosas, os relevos, a ausência deles. Quando vivia em Alfama, junto à Igreja de Sto EstÊvão, o vizinho da frente passava as noites de véspera de Feira da Ladra, acordado a guardar os azulejos da casa :-)! E a casa nem era propriedade dele. essas eram as noites em que eu dormia melhor, claro! vigilância permanente…

  4. Já o tinha visto e só não o comprei de seguida poruque está na minha lista para o “pai natal”. Vi-o na Bulhosa e lembrei-me logo de ti. Calculei que já o tivesses e por isoo nem te disse nada.

    Aproveito para vos dar umas boas festas! xx aNa e G

  5. Oi, Rosa:

    Encantadores azulejos, e nenhum desses que já mostraste, vi onde moro. Por outro lado, os que temos aqui, tambem não vi nas fotos que colocaste.

    Talvez sejam mais novos,calculo que das décadas de 1920/1930/1940. Minha cidade é muito jovem, pois completou 80 anos este ano, e pouco mais tem desde que os primeiros habitantes tomaram posse em 1891,quando descobriram as nossas águas minerais curativas.

    Beijo e obrigada pelas preciosas informações que sempre nos transmites.

  6. Rosa, parabéns pelo seu site, cada vez mais lindo !

    Há muito tempo que visito sua página, sou estudante de moda no Brasil e devo considerar que seu trablaho é uma grande fonte de inspiração para o meu. Se quiseres entre em contato, podemos trocar idéias, sobre artesanato e patchwork. Fica meu site, para quem sabe uma visita sua…

    Um abraço !!!

  7. Já folheei o livro e senti isso que falas, que “não são azulejos”, mas de facto muita coisa se pode fazer com os desenhos em vectorial…

    Há pouco estive a namorar as chitas na Vida Portuguesa :)

  8. Vine a dejarte mis mejores deseos porque estès siempre feliz, llena de salud y disfrutando de las cosas que te gustan junto a tù familia. Que Diosito te bendiga hoy y siempre!!! Sigue bendicièndonos con tù talento y creatividad!!

    Un abrazo enooooorme desde Guatemala!!

    Ale

  9. Teria sido uma óptima prenda de Natal!

    Mas como a Alexandra disse eu prefiro vê-los ao vivo num museu como as ruas do Porto e por esse Portugal fora!

    Bom 2008!

  10. Também tenho o livro, desilude um pouco, realmente. Sobre o assunto, para guardar ou oferecer, aconselho o livro Estudos de Azulejaria, uma produção portuguesa de Vitor Sousa Lopes, da INCM. Queria também acrescentar que, numa simples pesquisa na net, fiquei encantado ao descobrir trabalho artesão de tão magnífica qualidade, que traz para o século XXI o artesanato. Dá vontade de ter filhos e sobrinhos e enteados e filhos de amigos, só para oferecer coisas são deliciosas e de sorriso fácil como as suas bonecas. Muitos parabéns pelo talento e dedicação.

  11. Rosa

    Numa das minhas pesquisas sobre azulejo, deparei com o seu blog,e,fiquei com a impressão de que têm pouca informação sobre o assunto.

    Publiquei no ano 2002 um volume dedicado ao azulejo de Lisboa.Por outro lado o trabalho do Querubim Lapa é notável e está publicado um livro sobre o mesmo. O Eduardo Nery publicou recentemente um trabalho sobe a “Apreciação Estética do Azulejo”.

    A minha intenção foi somente fornecer-lhe dados sobre o assunto. Se precisar de mais é só dizêr.

  12. Pingback: azulejos | A Ervilha Cor de Rosa

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