diferentes como duas gotas de água (ii)

diferentes como duas gotas de água

Quase com a mesma idade, a E., sentada, olha para mim e para a máquina fotográfica e a A., sondando instantaneamente os arredores, fica tremida em todas as fotografias. Não sou muito de esmiuçar as diferenças entre elas. A E. adora ouvir dizer como a irmã se lhe assemelha (quem não quer ser parecido com um bebé elogiado a cada passo?) e é verdade que continuam a crescer ao mesmo ritmo (no tamanho, nas datas do primeiro dente, das primeiras gracinhas, do gatinhar, etc.). Parece-me que quanto mais os familiares verbalizam as diferenças entre irmãos (ou as características de um filho) mais eles crescem convencidos de que são essas coisas que ouvem dizer sobre si, mais ou menos isto ou aquilo do que o outro, e que esse hábito pode ser pouco saudável para a relação entre eles. Antes de ser mãe duas vezes pensei com frequência na tarefa impossível que seria criar um segundo filho com a virgindade que temos perante o primeiro. Por muito útil que seja a experiência, pensava ser melhor poder encarar tudo outra vez como da primeira vez, não aplicar a esta pessoa novinha em folha as soluções que aprendera a lidar com a irmã mais velha, porque não seriam as soluções dela. Na prática isto não faz grande sentido, claro, e quantas mães não acham que a experiência de um primeiro filho lhes permitiu fazer tudo muito melhor da segunda vez. No meu caso, funciona comparar (sobretudo quando nos ouvem) o mínimo possível e acentuar acima de tudo aquilo em que são e serão sempre iguais: no nosso amor por elas.

sábado

rosas

sesta

Fora de Lisboa até cheira a férias. Jardinou-se, comeu-se, dormiu-se e até peguei nas agulhas de tricot. No restaurante e em casa, experimentámos o Sack’n Seat, que é uma excelente ajuda para quem trocou definitivamente o carrinho pelo sling. Desde que seja usado com cuidado parece-me muito mais seguro do que as cadeirinhas de pendurar na mesa que alguns restaurantes disponibilizam e, ao contrário daquelas, pode ser lavado à máquina. Há um produto semelhante – o In the Pocket Baby (via SwissMiss) – que tem a vantagem de servir nas cadeiras de esplanada mas, tanto quanto sei, ainda não se vende por cá.

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museu de etnologia i

tecelagem cabo verde e guiné

tecelagem cabo verde e guiné

Uma das exposições patentes no Museu de Etnologia (a Mary também viu) apresenta (a propósito do trabalho de uma artista plástica contemporânea) lindíssimos panos tradicionais de Cabo Verde e Guiné Bissau. São compostos por várias faixas estreitas tecidas em tear manual cosidas umas às outras. Parecem já ter deixado de fazer parte (ou quase) da maneira de vestir do nosso tempo, tendo provavelmente sido gradualmente substituídos a partir do século XIX (como na Europa), por tecidos decorados por estampagem (muito mais baratos e em boa parte importados). A tradição no entanto subsiste (pelo menos em parte) graças ao folclore e à procura global(izada) do que é étnico. On-line, encontra-se a Artissal (uma associação de Tecelagem tradicional que produz artigos artesanais de qualidade e promove um projecto de desenvolvimento comunitário na Guiné-Bissau) e uma página norueguesa – The Capeverdean pano – a unique handicraft – com o contacto de Henrique Sanchies, tecelão caboverdeano.

A exposição inclui ainda um conjunto de capulanas da colecção do MNE, recolhidas nos anos 90 na Guiné. A legenda chama-lhes panos legós, designação (local?) que o Google desconhece.

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rectângulo de ouro

Capulana, by Marina Thomé.

(o assunto tecidos africanos está longe de esgotado)

Aquele que é (parece-me) o porta-bebés mais popular do continente africano, e o antepassado dos slings, é simultaneamente uma das peças de roupa mais universais: um rectângulo mais ou menos dourado de tecido, vulgarmente usado como saia em muitas partes do mundo. Aprendi a chamar-lhe capulana, mas tem muitos outros nomes (kitenge, sarong, pareo, etc.).

Como porta-bebés, a capulana pode ser atada a tiracolo (um e outro exemplo de Moçambique). Com um bebé que já se senta bem, esta posição é bastante fácil de conseguir. Mais complexa, mas muito confortável assim que se apanha o jeito, é a forma de atar a capulana com o bebé nas costas (como se vê nas fotos, nesta ou nesta). Esta posição é usada para transportar bebés pequeninos e grandes, e a A. adormeceu da primeira vez que a experimentei. Por cá, a ginástica necessária à prática chocaria certamente os transeuntes (se até o sling ainda suscita tantos comentários), mas para um passeio pela praia é altamente recomendável.

Belecando (vídeos): bebé a tiracolo e bebé nas costas.

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a sonhar

african wax prints quilt

african wax prints quilt

Não me faltam tema nem vontade, só o tempo. Tenho lido muito sobre tecidos africanos e observado, cortado e cosido tecidos africanos. Na noite passada já me pude aconchegar com estes, pensados, cortados, cosidos e acolchoados na consistência certa. Neste momento fascinam-me mais do que os outros. São vistosos, complexos, difíceis de combinar. São lindos. Quero fazer com eles uma colecção de quilts para a loja e fotografá-los como merecem. Dream on

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shop update

babete de chita

O calor aperta. Ficam as coisas novas (os aguardados babetes grandes, um sling às riscas e um saco com abelharucos) e as novidades (envelopes em tyvek prateado para presente e vales para oferta de slings).

saco de chitapresentesling riscasvale um babysling

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