

O meu post de ontem não era uma lamúria. Na loja, bonecos novos.

A lição número um dos cursos de preparação para o parto devia intitular-se A maternidade e o tempo: gerir a frustração. Porque o Tempo (a seguir ao que se entende pré e pós-maternidade por Amor), o que se faz e o que se pode esperar dele, é o que mais muda. E a única maneira de não passar os dias frustrada (para mim) é mudar as expectativas e aprender a fazer (quase quase) tudo às prestações. Com ou sem Natal à porta. Por isso os bonecos continuam a ser feitos devagarinho e estarão aqui e nas lojas quando e se for possível, mas não antes.
(na foto, babetes novos para juntar aos outros)
A Úrsula ao leme (que o Petzi está do outro lado da folha), o Pingo na cabine, o Almirante (como sempre) a dormir e o Riki melhor do que eu o conseguiria desenhar, de memória e enquanto a irmã tomava banho. A Verbo não se decide a reeditar os livros do Petzi, mas cá em casa continuam a ser os preferidos.

Trinta e cinco comentários e algum hate mail (!) sobre sacos de plástico depois, o Natal instala-se, devagarinho.
Quase com cinco anos, continua a correr para me anunciar todos os dias o que apareceu por magia no calendário do advento, mesmo depois de me ver comprar moedas de chocolate para ajudar um bocadinho o Pai Natal.

Já dei a minha opinião sobre a distribuição gratuita de sacos de plástico aqui e aqui. Como não podia ficar indiferente à notícia de que o governo pretende recuar na intenção de introduzir (finalmente!) uma taxa sobre os ditos criei uma petição online chamada
Pela taxa sobre os sacos de plástico
e peço a todos os que estiverem de acordo que a assinem também e que ajudem a divulgá-la.
Fotografia de Luísa Cortesão.
Só para avisar quem aqui chega via RSS que o post de ontem à noite foi revisto e aumentado esta manhã.

Depois deste e deste posts sobre o babywearing europeu, um parêntesis para a modalidade dos bebés transportados em cestos (que daria só por si matéria para muitos outros), conhecida da América à Ásia e desde há muito, muito tempo. Entre os inúmeros exemplos possíveis de bebés transportados à cabeça (como na fotografia descoberta pela Mary) e às costas, destaque para os europeus: Os mais bonitos devem ser os cuévanos niñeros da Cantábria, no norte de Espanha (mais imagens aqui e aqui).

Um, dois, três slings novos e uma actualização das perguntas frequentes sobre o assunto.