segunda primeira

wip

wip

Eu já vou há quase dez anos, mas hoje foi a primeira vez da E. A segunda primeira vez, porque a primeira primeira foi em casa. Depois de muitos pedidos dos clientes do costume, o WIP passou a reservar as manhãs de Sábado aos mais pequenos. Há banda sonora especial (ou pelo menos parecia) e as tesouradas calmas e certeiras da simpática Almut são totalmente recomendáveis.

Read more →

toma e embrulha

embrulha

Um email que recebi esta manhã:

(…) Neste momento estou a estagiar na divisão de ambiente da CM Seixal e estamos a organizar, para o dia 24 de Novembro (sábado), um atelier de embrulhos ecológicos a realizar no shopping rio sul, de forma a sensibilizar as pessoas para a diminuição do desperdicio e dar algumas ideias de como poderão começar pelos seus embrulhos de Natal… Nós não temos muito jeito nem imaginação e por isso venho contactá-la para saber se poderá estar interessada em participar ou se conhece alguém que esteja disponivel. A iniciativa durará o dia todo, mas contamos conseguir reunir 4 ou 5 pessoas de forma a preenchermos dois turnos de 4 horas (mais 1h30 de intervalo pelo meio)…

Por favor diga-me se é possível esta nossa pretensão, se conhece alguém interessado, etc… (…)

Quem tiver boas ideias ou se quiser oferecer pode deixar um comentário ou contactar directamente a Ana Cortiçada para anacorticada arroba gmail ponto com. Na fotografia estão embrulhos meus de há três anos: durante cerca de um mês abri com x-acto todas as cartas e depois pintei e carimbei os respectivos envelopes.

chapéu

Não é que a E. tenha menos tiradas dignas de memória, nem que a A. não me surpreenda diariamente com as suas habilidades, mas tenho escrito menos sobre elas. A explicação mais óbvia é a de que, por passar boa parte do tempo a tentar evitar que a A. se magoe durante os desportos radicais que passa o dia a praticar (sobretudo escalada e queda livre) e a resolver as crises existenciais da E. (porque é que eu não posso ser adulta já?), não sobra que chegue. Quando adormecem, saio finalmente um bocadinho da sanduíche de mãe que sou o dia todo, amarrotada e com sopa no cabelo, cheia de intenções de ler e de fazer e de pensar, e preciso é de ir ali para o meu cantinho do sofá fazer coisa nenhuma. Ou então de ir vê-las dormir, tão lindas.

do velho se faz novo

repro

Ao ver o post de hoje da Rita, e depois de passar na loja em causa e ver com os meus próprios olhos, não resisti a fazer uma contribução para um blog que sigo com atenção, o You thought we wouldn’t notice. O tema dá literalmente pano para mangas. Por um lado porque o plágio descarado parece ser uma constante na indústria têxtil (eu própria já o senti na pele) e, por outro, no campo do desenho de tecidos. Nos EUA (e também no Japão) há uma vigorosa indústria de produção de tecidos estampados, em grande parte estimulada pelo patchwork, que por lá tem honras de hobby nacional. Felizmente para pessoas como eu, muitos dos tecidos editados anualmente são reproduções de outros, antigos, entretanto caídos no domínio público. Algumas marcas fazem-no assumidamente, mas a maioria limita-se a re-editar assinando por baixo como seu, o que com a crescente quantidade de totós dos tecidos ligados à internet facilmente dá mau resultado. Foi o que aconteceu à designer Amy Butler, a quem no ano passado este episódio (o seu tecido é este) afectou a credibilidade ao ponto de a ter feito emitir uma espécie de comunicado muito pouco satisfatório. Os tecidos não deixam de ser bonitos, mas agora fica-se a pensar se algum será efectivamente original (e, como eu, há muito quem não vá na cantiga de que a originalidade não existe).

Nas fotos, dois entre muitos exemplos possíveis: Em cima, um tecido americano actual e o original reproduzido no magnífico livro Vintage Fabric from the States. Em baixo, um tecido americano actual (verde) e um retalho antigo (anos 30?).

Read more →

Page 5 of 29« First...34567...1020...Last »