blá blá blá

a minha primeira enciclopédia

a minha primeira enciclopédia

O mais provável é que a E. frequente durante a pré-primária durante o próximo ano lectivo (obrigada por todos os comentários). Apesar de já ler. Por experiência própria (primeira-classe aos cinco anos e primeiro ano da faculdade aos dezassete) também acho que não se ganha grande coisa em ser das mais novas da turma. Mas as dúvidas e inquietações não ficam por aí. Público vs. privado, que pedagogias, que orçamento e, sobretudo, a que professora (mas há homens professores primários, ou não há?) vou eu confiar a E. quando for a altura?

As fotografias são de um lindíssimo livro que a E. recebeu nos anos (olá Inês): A Minha Primeira Enciclopédia da Verbo, editada em Português em 1981 e magnificamente ilustrada por H. Pothorn.


a minha primeira enciclopédia

Nesta última se calhar está a resposta a esta outra questão.

16 comments » Write a comment

  1. Os institutos privados, têm mais material didático, mais vigilância nos recreios, mais saídas da escola ( o que eu considero importantissimo. Na escola onde trabalho actualmente, não vamos ter uma unica saída devido a uma lei ridicula que exige que por cada 10 alunos esteja um professor a acompanhá-los. Ora se a maioria das turmas tem entre 20 a 25 alunos e cada turma tem apenas um professor… torna-se dificil arranjar professores para acompanhar as crianças todas, Daí que desistiram das saídas para não haver penalizações. Isto num bairro socio economico muito desfavorecido, o que significa que aquelas crianças raramente visitam alguma coisa sendo a escola a sua unica oportunidade.

    Adiante. Numa escola do estado não tens quase material nenhum disponivel, a vigilância dos recreios pode ser mais negligenciada e as visitas de estudo podem ser poucas ou nenhumas.

    Mas… o que pode fazer a grande diferença no meio disto tudo é o professor que está à frente do grupo. Podes estar a pagar o mehor colégio de Lisboa e aparecer-te pela frente um professor pouco profissional, pouco sensivel ( e acredita que acontece porque eu estagiei num dos melhores colegios de Lisboa, com várias dependencias, e vi casos escabrosos, porque estavam lá através de conhecimentos dos papás etc, etc. Se num estatal tiveres a sorte de encontrar um bom professor, sensivel e dedicado podes ter a certeza que não poderia estar em melhor lado. Porque esse professor vai estar atento a todas as necessidades da tua filha e vai fazer com que os materiais mais comuns, de desperdicio, façam frente e aos materiasi mais caros dos colegios, e isso é uma grande vantagem.

    Por iss no meio disto tudo a questão não se deverá prender entre um colégio privado e uma escola estatal mas sim, onde é que econtro um bom professor. Há que ter a sorte de os encontrar.

  2. Quanto as saidas:

    Infelizmente e uma pena para os meninos cujas familias ainda tem como preocupacao primaria por comida na mesa. essas nao tem disponiblidade economica e emocional para levarem os meninos ao museu ou a outros lugares.

    Mas tu sim!

    Em relacao aos materiais:

    A associacao de pais pode angariar fundos ou fazer donativos a escola na forma de materiais.

    Podes guardar os recibos e apresenta-los no IRS.

    Quanto a qualidade dos professores:

    E uma lotaria, mas continuo a achar que e muito mais provavel encontrar professores experientes e com formacao profissional e academica na escola publica.

    A unica coisa que nao podemos mudar e que na escola publica todos os meninos tem entrada. os meninos sem familia, os meninos sem pequeno almoco, os meninos com sindroma de down, os meninos que nao vao a museus, os meninos que nao tem esquentador e portanto cheiram mal. Mas o mundo e feito de todos os meninos e portanto os nossos filhos devem aprender a viver/trabalhar com todos.

  3. Olá

    Acabei de ler o comentário da Sofia Quintela e considero que tenho que fazer o seguinte comentário:

    A lei que obriga o acompanhamento de um adulto por cada 10 crianças não é novaquando os meus filhos andavam na Escola (publica) isto hà quase 20anos atrás já assim era , e isso nunca foi impeditivo para qualquer visita de estudo ou saída. É nestes casasos que os pais podem e devem juntar-se à Escola

    eu como não trabalhava sempre me disponibilizei para acompanhá-los nas saídas e outros pais ou avós o mesmo fizeram . Sempre que foi necessário haver a ajuda dos pais para efectuar as saídas houve alguém disponível ou meteram férias ou trocaram as folgas etc. Posso dizer que fomos aos Açores 7 dias à Madeira correram Portugal etc. até à Espanha fomos . Mais uma vez digo os Pais são importantes envolverem-se com a Escola dos filhos pois Ela sózinha não consegue nem deve dar resposta a tudo.

    Quanto à vigilância dos recreios e o material didático há falhas mas a realidade não é tão negra quanto a Sofia aponta e eu moro na provincia acho que a Sofia faz um quadro muito negro da realidade sejamos mais positivos.

  4. Que engraçado, tenho esse livro religiosamente guardado para um dia oferecer aos meus filhos. Adoro as ilustrações… faziam-me sonhar!

  5. olá. imagino que seja uma decisão muito difícil de tomar e que, depois de tomada, as dúvidas continuem a ser mais do que muitas. só te posso dizer que gostei muito de ter andado no colégio onde andei dos 3 anos à quarta classe e que, ainda hoje, sinto as mais valias de um ensino assim. já lá vão uns valentes aninhos, mas se te quiseres informar é o colégio fernão mendes pinto, em benfica (tem este senão, digo eu, que não sou nada daquela zona…). boas escolhas :)

  6. Quando dei Artes Plásticas nas actividades extra-curriculares prometi a mim mesma duas coisas:

    1. Nunca mandar um filho meu para a escola aos 5 anos. Tive lá meninos tão pequeninos, Rosa. Tão pequeninos e tão necessitados de ar livre e correria, enfiados numa sala fechada, obrigados a estar “calados e quietos” durante tanto tempo. Aos 5 anos ainda se merece brincar mais do que qualquer outra coisa, acho eu.

    2. Nunca pôr um filho meu numa escola primária em que tenha de entrar às 9h e sair (demasiadas vezes) às 17h.

    Boa sorte para vocês :)*

  7. Temos o mesmo problema mas um pouco mais cedo, na escolinha da M. só têm meninos até aos três e agora a dúvida era uma escola para 2 anos (até à primária) ou optar por um privado e pensar já a 6 anos (se tudo correr bem com a nossa escolha,claro). Optámos pela continuidade e garantias(de que se um dos pais se atrasar ou precisar de chegar mais cedo há alguém a receber a M. etc) e portanto por um privado do qual tenho as melhores referências mas que tem a desvantagem de implicar uma deslocação maior.

    Relativamente à maior experiência e formação profissional na escola pública que refere a Ana não é necessariamente verdade, pela experiência que tenho (familiares professores tanto no ensino público como no privado) muito honestamente não me parece haver grande diferença.

    Acho que em última análise a opção é sempre conhecer várias escolas e professores e fazer uma escolha informada.

  8. Rosa,

    existem professores primários (o meu filho mais velho teve um a substituir a professora titular nas férias de maternidade!), como também existem educadores de infância. Aqui em Viseu há um num infantário público que conheço.

    Sobre o post de ontem, na Beira Alta chamam taleigos e/ou taleigas, aos sacos de levar e trazer a farinha ao moinho.

  9. Parece-me que as tuas inquietações são cíclicas. Assaltam-nos, se for o caso, desde o berçário até, pelo menos, ao ensino secundário (a faculdade já é mais com eles, os filhos).

    Por isso, parece-me que em cada um dessas alturas, importante será conhecer profundamente as alternativas, visitando as escolas e falando com professores e pais.

    Depois de uma prospecção dessas, penso que a resposta acaba por surgir naturalmente.

  10. Como professora do 1º ciclo há nove anos, sempre trabalhei em escolas do ensino publico, com excepção do primeiro ano de trabalho e sempre frequentei o ensino público enquanto estudante. Claro que as escolas públicas têm mais dificuldades, claro que ha legislação a mais para tudo e mais alguma coisa, claro que há uma série de limitações que nos dificultam a vida, mas… com vontade, tudo se faz ou pelo menos quase tudo. Tenho 24 alunos e todas as turmas na escola possuem pelo menos 20 alunos ou mais e no entanto, não deixámos de fazer visitas de estudo porque achamos que os alunos benificiam mais com isso do que com uma lei que nos diz que só pode haver um máximo de 10 crianças para 1 adulto. Tudo tem corrido bem, felizmente, não é preciso ter cuidados redobrados devido a esse número, é preciso ter as mesmas precauções. O dinheiro é um problema com o qual nos deparamos diariamente, não há dinheiro para comprar material de desgaste e quando precisamos de fazer algo diferente, pedimos aos pais ou pomos do nosso bolso(ainda agora pedi 2 euros para as prendas do dia do pai e da mãe). Não há instalações de luxo nem salas a brilhar, equipadas com as novas tecnologias, mas digam o que disserem, há uma realidade que não se encontra nos colégios particulares e que, a meu ver, é muito importante para o crescimento das crianças. Isso sim, faz a diferença, na minha opinião. Isso sim, foi o que me levou a optar por dar aulas no Estado.

    Sim, se calhar nas escolas publicas há mais brigas, há mais quedas, há mais conflitos, mas também há mais humildade e vivências distintas.

    Se há melhores professores no ensino publico… sinceramente penso que há de tudo um pouco em ambos os lados. Conheço colegas excelentes no trabalho que realizam na sala de aula (tanto no publico, como no privado) colegas quase na reforma que são excelentes profissionais, que fazem tudo por tudo pelas suas crianças. Conheço colegas da minha idade e mais novos que estão ali para receber um ordenado e sem qualquer interesse mais profundo pela escola e pelo ensino, portanto, há de tudo em todo o lado.

    Eu, que faço parte deste mundo escolheria sem duvida alguma uma escola publica (e é isso e acho que a E. só tem a ganhar em ir mais tarde para o 1º ano, não ficará mais atrasada por isso, de certeza absoluta.

  11. E sim, há homens professores primários e bons professores! Tenho a felicidade de ter alguns como colegas!

  12. Olá Rosa! Muito obrigada pela visita aos borbotos e às barbelas!

    Tentando ajudar também um bocadinho, a minha mãe é professora do 1º ciclo há muitos anos e considera que tomaste a decisão certa não colocando a E. tão cedo na escola primária.

    Um abraço *

  13. Pois…

    não há duvida que quanto mais cedo estimulados intelectualmente, mais facilmente aprendem…

    a minha dúvida, se tivesse de fazer a escolha, seria se aos 17 já tem maturidade suficiente para escolher conscientemente que rumo querem dar a sua vida…

    se bem que aos 18… não sei se faz muita diferença!

    numa coisa eu acredito. Há que dar-lhes tempo para ser crianças. ajudá-los a descobrir outras actividades sem ser a aprendizagem do conhecimento, pois isso mais tarde vai ser importante no seu equilibrio emocional e psicologico (musica, artes, desporto, etc.)

    Eles vao ter uma vida inteira para estudar e trabalhar…e tendo em conta os dias que correm…é bom que tenham outras coisas que gostem de fazer, para além do estudo e do trabalho.

  14. Em resposta à Ana

    o que está escrito na lei ( e que realemente não é novo) é que tem de haver um professor a aacompanhar cada 10 meninos, um professor e não um adulto, pois era com o acompanhamento de um profeesor e de uma auciliar que se realizaram sempre as visitas de estudo. Neste caso particular, a escola onde estou este ano, não quer assumir responsabilidades e recusa-se a sair com os meninos nos mesmos moldes com que sempre saiu até aqui. Uma tristeza…

Leave a Reply

Required fields are marked *.