domingo

mr. noah and his family

um só

Muito tempo na cozinha e muito pouco à frente do computador, algumas horas de sono recuperadas, muitos meninos contentes e um sol radioso. Preocupação número um para a semana que começa: pre-primaria ou primária e que primária?

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  1. Primária e escola da Torre no Restelo.

    Se vivesse em Portugal e o Samuel tivesse cinco anos era o que fazia.

    x

  2. da minha experiência (de 2 filhas e 11 sobrinhos) parece-me que não há vantagem em antecipar a entrada das crianças na primária: temos muito tempo pela frente (nós e elas) para assumir essas obrigações e exigências. Há muito a ganhar em dar mais alguma maturidade á criança e a motivação cresce ainda mais com a espera. No meu universo tenho mesmo um caso de entrada aos 5 anos que não correu nada bem e que gerou alguma frustração, de superação complicada. E era uma criança que à partida tudo indicava estar já na calha(tão desperta, com uma linguagem tão desenvolvida…). A minha filha mais nova, que faz anos em Dezembro, entrou com 6 anos a fazer logo 7 e essa opção foi mesmo vantajosa. Adora a escola e as suas obrigações e assumiu muito bem a importância de começar a primária.

    As escolas, as escolas…! Eu sou absolutamente adepta do ensino público. Por uma postura ideológica e porque, por feito, os guetos fazem-me comichão. Assim, dar-te-ia um conselho: começa por ver com calma a oferta de escolas públicas que estejam na tua área de resid~encia ou outra que te seja fácil. Eu por exemplo priveligio muito o facto de a escola ser perto de casa e não introduzir um peso mais na rotina diária. Para mim, o poder fazer o percurso a pé, fora da redoma do automóvel, constitui um privilégio, esse sim a não perder. Se calhar vais ficar favoravelmente surpreendida com o que vais encontrar…!Acho que as crianças ganham mais com o contacto com crianças de todo as cores e feitios e em se prepararem com uma integração “natural” na nossa realidade e que caberá a nós orientar nesse pano de fundo e compensar eventuais lacunas na formação que é proporcionada pela escola pública convencional. Acredito que as revoluções se fazem a partir de dentro do sistema e não tanto de forma marginal. É mais difícil e exigente, mas estamos cá para isso…!E a minha necessiddae de pragmatismo também ainda não me mostrou escolas que considere que objectivamente valham o seu preço naquilo que oferecem relativamente á escola pública gratuita. Da escola EB1 nº154, no Bairro do Arco do Cego, ao pé da praça de Londres, só tenho a dizer bem, parecendo-me perfeitamente menores as coisas menos boas!

    júlia a

  3. se fosse hoje, os meus filhos, só aos 7 anos na primária. (das 9h às 17h30 sentados numa sala, de preferência caladinhos, horrível não é?). entraram cedo demais e adaptaram-se mas foi um risco.

    parabéns Rosa e E.

  4. Olá Rosa, quanto às escolas não posso ajudar, mas adoraria saber o nome do ilustrador e do livro que aparecce na primeira foto! Gostei muito :-)

  5. Ola! Os meus pais decidiram que o meu irmão pequeno (agora na 3ª classe) devia brincar mais um ano e, neste caso, o resultado é um miudo que destabiliza a turma porque percebe e faz tudo rápido e que não leva as aulas muito a sério porque não as sente como verdadeiro desafio…

    …mas cada criança é única, não há receitas :)

    boa sorte!

  6. Olá Rosa. Tal como lhe disse no único comentário que fiz aos seus posts, sigo o seu blog há algum tempo e, claro, também vejo as suas meninas quando elas espreitam por aí.

    A E. tem agora 5 anitos? Como é a sua personalidade? É curiosa? Já sabe escrever alguma coisa? Como encara a escola?

    e não a inscrever este ano na primeira classe, quando ela entrar fará logo 7 anos, certo? Da minha experiência (sou professora) isso (frequentes vezes) não é bom, mas lá está, depende inteiramente da personalidade de cada miúdo.

    As suas pequenas parecem ter um bom desenvolvimento. Se colocar a E. demasiado tarde na escola, ela poderá perder o interesse e, aí se encontra a verdadeira desgraça.

    Se precisar de ajuda, grite. Terei todo o gosto eu ajudá-la.

    Beijinhos

  7. olá e muitos parabéns….

    pois eu tenho um filhote que vaí fazer 5 e estou no mesmo dilema ….é difícil Rosa mas acho que só vocês enquanto pais e educadores saberão o que é melhor para a vossa filhota , eu por mim acho !?!?que vou optar por deixar o Tiago mais um ano no colégio …ele terá tempo para estar quietinho e muito compenetrado a aprender nos anos seguintes…lol , é deixá-lo ser criança e despreocupado mais um ano .

    beijinhos e felicidades

    p.s: tens umas mãos fada e uma mente verdadeiramente artística parabéns .

  8. Pré-primária!

    Sem dúvida!

    Palavra de quem aprendeu a ler antes dos 4 anos e acabou a faculdade aos 21! Nunca somos da idade dos nossos colegas e os da nossa idade são desinteressantes.

    Mas este é só o testemunho da minha experiência.

    Façam uma escolha consciente, que é fundamental!

  9. HUM,HUM … Educar, estar atento ao desenvolvimento dos nossos meninos, desenvolver a curiosidade, partilhar os conhecimentos, a autoridade, o bem-estar … Temáticas sem fronteiras !!! Não conheço muito bem o sistema português … Lamento ! Ainda por cima, acho que o sistema francês é bastante diferente do vosso … Sorry ! Coragem !

  10. Pré-primária. Os programas escolares estão cada vez mais densos, mais disciplinas, mais tempo na escola, menos tempo em brincadeiras ao ar livre, mais actividades extra, etc, etc.

    Da minha experiência, posso dizer que os 4 anos do 1º ciclo são fundamentais (diria que são o esqueleto) para o que virá a seguir, logo muito importante a escolha da escola e, mesmo da/o professor dessa etapa.

  11. Eu também tenho esse problema, a minha filha irá fazer sete anos a meio do primeiro ano do primeiro ciclo, e a decisão foi tomada há poucas semanas em reunião com a direcção da escola que ela irá frequentar a partir de Setembro e até ao fim do primeiro ciclo. Foi escolhida por ter um ensino em que não é igual para todos, cada criança aprende ao seu ritmo e a seu tempo e assim evita-se o problema do desinteresse. Se a criança já sabe ler seguirá a evolução a partir desse ponto e não terá de esperar propriamente pelos outros. O problema é a escolha da escola porque o modelo pedagógico mais ensinado no nosso país faz com que as crianças aprendam todas ao mesmo ritmo e as mesmas coisas e já não deveria ser assim há muito tempo.

    Explicaram-me que não há necessidade de uma criança entrar mais cedo do que é normal, porque ainda gosta de outras coisas e de brincar mais e a receptividade em relação às responsabilidades e ao que irá aprender também será melhor se não for demasiado cedo. Mas isso também depende da criança, dos pais, da escola e de qual o modelo pedagógico que os professores adoptam.

  12. Ola Rosa! Parabens à mãe, e ao pai e à menina E. pelo seu 5º aniversário!!! Pensei que só era possível entrar na primária quem fizesse 6 anos até Dezembro… O meu sobrinho o ano passado com 5 fico na infantil (porque na escola onde anda o pré-escolar tem salas mistas, 3, 4 e 5 anos).Embora ele estivesse intelectualmente muito preparado para ir para a primária, acabou por ter um ano importante, em que cresceu emocionalmente. Em inglaterra a primária começa aos 5, na Alemanha aos 7…Não conheço as escolas primárias publicas da tua zona, e são sem dúvida um bom começo para ir visitar. Se tivesse que esolher uma escola perto da zona onde moras, escolhia A Arvore. Segue como base pedagogica o movimento escola moderna e uma abordagem de educação pela arte. Tem um espaço meio a cair, mas muito lindo e familiar, tem uma professora primaria que eu pessoalmente adorei, tem ioga, para alem de outros extras mais comuns, têm um acordo com o Instituto Camões, com o qual desenvolvem actividade. E no mês de Julho fazem praia e vão… de comboio!!! Costumam alias procurar utilizar os trasportes publicos para as saidas, que fazem com bastante regularidade. Eu fui ver a escola e adorei. Mas claro que cada pessoa tem uma ideia diferente. sempre fica a dica.

    Bjs Joana

  13. Lindos esses detalhes redondinhos a roubar a cena! :))

    Sobre a escola – dependendo do metodo de ensino – “quanto mais tarde, melhor”!

  14. Olá Rosa. Antes de mais parabéns à E. pelos seus cinco anos “muito crescidos”.

    Apesar de nunca ter ponderado a antecipação da entrada do T. na primária (ele faz anos em Março), percebo o teu dilema. E claro está, opiniões há muitas…

    Pelo que vejo, a E. é uma menina cujo desenvolvimento intelectual é bastante “precoce”, começou a ler muito cedo e os seus desenhos revelam uma motricidade fina bastante desenvolvida (para já não falar na sua capacidade criativa).

    Porém, começa a ser cada vez mais comum a defesa da brincadeira livre como forma previlegiada de aprender até aos 6/7 anos (ou seja até se dar a transição das fases pré-operacional para a operatória concreta, segundo Piaget).

    Para mim, mais do que o desenvolvimento intelectual, que é relativamente fácil de avaliar através de indicadores bem conhecidos, a grande dificuldade está em apurar o desenvolvimento emocional da criança (a sua real capacidade de lidar com a frustração, etc…).

    Posto isto, eu optaria sempre pela pré-primária.

    Quanto à escola. Conheço e recomendo os projectos da Árvore, da Torre, do Fernão Mendes Pinto e da Casa Verdes Anos. O problema está em conseguir vaga.

    Beijinhos e desculpa o testamento.

    Magui

  15. Ola, muitos parabens pelos 5 aninhos da E.

    Gostaria de contribuir para esta discussao com a minha experiencia pessoal:

    O Antonio fez 6 anos em Dezembro e, aqui na Africa do Sul, deveria ter entrado para a escola primaria em Janeiro deste ano. Achei muito cedo e resolvi atrasar a entrada 1 ano; acho que so lhe fara bem, tera mais tempo para se desenvolver fisica e emocionalmente, e ate, para melhorar a linguagem (o Antonio fala portugues e ingles e e exposto diariamente ao afrikans, a lingua materna da avo, com quem vivemos).

    Nao concordo com o apressar da escolaridade porque foi o que me aconteceu em menina. Entrei para a escola primaria aos 7 anos (na altura era a idade), depois de ter frequentado o Jardim Escola Joao de Deus (em Tomar); sabia ler e escrever. Depois de ter desperdicado um ano lectivo, literalmente a olhar para as paredes e a fazer desenhos, fui “empurrada”, no ano seguinte, para a 3a classe (sim, ainda sou desse tempo)porque as professoras diziam “coitadinha, ela aqui aborrece-se tanto com as outras meninas…”. Nao gostei! Adaptei-me bem, por causa das bases e do apoio familiar (abencoados pais), mas passei o resto da minha escolaridade a ser “a mais nova”, com todas as desvantagens inerentes a esta condicao, desvantagens nos campos emocional e social; academicamente nunca tive problemas de maior…

  16. Tive a mesma dúvida em relação à minha filha, quase a fazer 5 anos e também precoce. Acontece que o Governo resolveu-me o problema, sem que tal tenha sido divulgado: a lei que permitia a entrada na escola um ano antes no caso de crianças precoces foi revogada pela nova lei do ensino especial, que saiu em Janeiro último. Isso mesmo me foi confirmado, por email, pelo próprio Ministério da Educação. Ou seja, a menos que as escolas “fechem os olhos” à lei, as nossas filhas só poderão entrar para a escola para o ano que vem. Parece-me escandaloso que tais medidas sejam tomadas sem o mínimo de discussão pública ou de divulgação, pois, como se vê deste post e dos comentários, parece que ainda ninguém deu pela alteração! É mais um passo na ideologia de todos iguais, todos cinzentos…

  17. Olá Rosa,

    tenho muito prazer em ler os teus posts “criativo-ético-cívico-político-quotidiano-poéticos-e-etc” que vejo com regularidade há muito tempo.

    Hoje quando vi o tema “idade de entrada na escola” tive um impulso para deixar um pequeno contributo. Um menino que entra com 5 anos na escola, mesmo tendo boas condições de responder às exigências escolares (académicas, sociais, emocionais), terá 9 anos quando entrar no 2º ciclo, terá 14 anos quando entrar no secundário… e em algum momento deste percurso é mais provável que não esteja preparado para o que se lhe pede. O tempo é também uma variável importante no desenvolvimento.

    Por vezes, porque se avalia que a criança aos 5 anos já “está farta da escola pré-primária”, resolve-se essa questão naquele ano, com a entrada precoce na escola, e não se perspectiva o que essa decisão irá mudar ao longo do tempo.

  18. Rosa

    Hesitei em escrever porque já há muitos comentários, quanto a mim não há vantagem nenhuma em apressar as coisas e mais tarde um bom professor estará atento ao desenvolvimento da criança. Eu entrei na escola a saber ler, escrever e contar e correu tudo muito bem, com alguns dos meus muitos irmãos correu mal. Quanto a escola pública ou privada tudo depende da escola em questão, eu tenho os meus filhos na privada e teriam andado na pública se a escola publica fosse mais organizada, o que é muito importante principalmente quando os pais têm vidas muito ocupadas. Importante, importante é ter um bom professor e mais ainda q as crianças se sintam felizes na escola onde andam.

  19. por acaso tinha ideia que isso já era proibido. humm.

    eu tambem com 5 anos, entrei na universidade com 17 e terminei com 21. nunca me senti mal em circunstancia alguma, e ainda curti um ano sabatico antes de começar a trabalhar, acho que curti mais esse ano em que dei a volta ao mundo do que curtiria a pré-primária :D

  20. Olá Rosa,

    Bem, eu já passei por isso e penso com as mesmas preocupações… Embora o Zé entrou com 6, porque fê-los em Junho.

    Li os comentários no teu post e concordei com todos, embora diferentes. De facto, a entrada aos 5 ou 6 depende da criança (mas terás de pedir autorização especial, não?). É verdade que estar tantas horas sentada, pode ser um pouco violento para uma criança pequena, mas ela entrar e já saber tudo o que vão começar por dar, também pode ser um pouco desmotivante… Nunca procurei ensinar o Zé a ler antes de que entrasse para a escola, mas a curiosidade dele e o facto de lhe lermos quase todas as noites, fez com que ele rapidamente percebesse o mecanismo da leitura no início da escola e, agora, apesar de tudo estar a correr bem, a Profª diz que por vezes fica impaciente por ter de esperar pela turma… Bem, acho que tudo isto também o faz crescer como pessoa e obriga-o a respeitar os outros. Mas sabendo já a tua filha ler, talvez fosse melhor entrar já na primária.

    Quanto ao público e ao privado, questão que também me coloquei, acho que o público é a melhor opção. Acho que devemos escolher a melhor escola entre elas, claro, mas é aqui que eles vão crescer como pessoas. Vão deparar com todas as realidades e, falo por experiência própria, por vezes é-nos complicado lidar com certas situações. Mas é mais complicado para nós do que para eles, porque eles resolvem-nas e digerem-nas sozinhos…

    Em Novembro, e por achar que o Zé não se estava a integrar bem na escola, ainda andei a ver outras escolas… Agora, sinto que ainda bem que não o tirei de lá!

    Entretanto, sugiro-te que vás vendo as escolas que te rodeiam… Como outra mãe disse, a proximidade é essencial!

  21. Olá Rosa

    Boa noite! Entendo-a muito bem porque vai fazer dois anos em Agosto, vivi o mesmo dilema…aliás os mesmos dilemas, rezei muito para a minha Santa Rita de Cássia iluminar o meu caminho e me levar a tomar a melhor decisão. A minha filha faz anos a 25 de Novembro, inscrevi-a no Ensino Público e no Ensino Privado. Não há lei nenhuma que me obrigasse a pô-la na escola já que ela era condicional. A dois dias de começarem as aulas decidi que ia ficar mais um ano a brincar, não tenho pressa que ela cresça e ela também parecia não ter, estive muito atenta nessas férias… Quando fui à escola Pública avisar que ela não ia, a resposta foi desinteressada e ignoraram completamente! ( 1 sinal) Quando fui falar com a Madre do Colégio, deu-me um beijo, olhou-me nos olhos e deu-me os parabéns. A C. está na escola (na privada) porque nesse ano a turma que ela tinha ficado na Escola Pública teve 9 (NOVE SIM), professores!!!! Achei que já não tinha direito de pedir mais nenhum sinal a Santa Rita!!! Não restavam dúvidas, no ano seguinte já nem a inscrevi no Público! Estou muito contente, é a melhor aluna da turma, ela e um menino que entrou nas mesmas condições mas de Dezembro!!! Nunca mais na vida esqueci uma coisa que a Madre que é Directora do colégio da minha filha me disse ” Nunca duvidei das capacidades cognitivas de uma criança que entre com 5 anos, mas da maturidade, sim!”!!

    Foi um ano ganho na vida dela, não me arrependo!!! Está muito mais crescida, tem mais maturidade…até as professoras das extra-curriculares sentem e dizem isso!!!! É bastante interessada e responsável….

    Não sou ninguém para lhe dar conselhos, mas não tenha pressa que a E. cresça…ela vai ser crescida a vida toda…um beijo muito grande para as duas e espero que tudo corra da melhor forma!!!!

  22. Olá!

    Tenho um filho com 5 anos, no 1º ano do 1º ciclo (Claro ;-))) e lido de modo estreito com a filhota de uma amiga, com quase 7 anos, tb no 1º ano. Os problemas que temos com os nossos miúdos, de idades tão distintas, são EXACTAMENTE OS MESMOS!!!!!!! Demoram tempo a fazer os trabalhos, não conseguem ficar concentrados, etc e tal!! É óbvio que a maturidade é importante, mas não se mede só pela idade da criança… Eles conseguem mais do que nós pensamos. Só temos que ter jeito ao “puxar” as coisas…

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