dela

making of

making of

Como prometido, fiz para a E. uma blusa igual à minha. Ela desenhou-nos enquanto eu copiava os moldes para o retalho que sobrou destes slings, no chão como o costume. O figurino provou ser tão bom em tamanho pequeno como em grande, e talvez venha a usá-lo ainda mais vezes (aos que perguntaram: para breve, na Retrosaria, não este mas outros livros com moldes para mãe e filha).

Read more →

toumani diabaté

sair à noite

No Sábado à noite fomos ouvir o Toumani Diabaté ao CCB. Foi um acontecimento para mim, que há séculos que não ia a um concerto e que nunca tinha visto ao vivo este senhor que entra em dois dos meus discos preferidos (Mali Music e In the Heart of the Moon). Também foi um acontecimento para elas, que nunca tinham assistido a um concerto à noite. A A. adormeceu no sling já no encore e a E., como era de prever, divertiu-se na expectativa e na primeira meia hora e a seguir ficou cansada, mesmo às cavalitas do pai. Havia várias crianças pequenas na assistência e suponho que com quase todas se tenha passado mais ou menos o mesmo. Da minha experiência, que me fartei de dormir no anfiteatro da Gulbenkian e perguntar ainda falta muito? quando era pequena, a meia hora em que é divertido compensa o resto (pelo menos retrospectivamente). Ficam as memórias e as experiências, alargam-se os horizontes.

a história da capulana 2

capulana

kanga

Continuando com a história da capulana, falta entre muitas outras coisas dizer que ela se separa em duas famílias culturalmente distintas: a da capulana propriamente dita, a que também se chama pano (por exemplo em Angola), pagne (nos países francófonos) ou chitenge ou kitenge (Zâmbia, Namíbia, etc.), cujo padrão pode ter dimensões variáveis e incluir ou não barras longitudinais, e a kanga, cujo padrão coincide com os cerca de dois metros de comprimento do pano, tem uma barra a toda a volta e, muitas vezes, uma frase inscrita (aqui há muitos exemplos). No Brasil também há cangas, mas sobre elas não sei grande coisa.

Uma das kangas que tenho é a da segunda fotografia. Foi trazida de Moçambique e é horrivelmente sintética, mas tem um motivo irresistível. Diz MUARA INTAMUENE ORERA (intamuene quer dizer amigo, o resto não sei). As kangas são usadas sobretudo nos países situados a norte de Moçambique.

A capulana da primeira fotografia também veio de Moçambique. É de algodão e é estampada pelo processo convencional, e não em batik como os outros tecidos africanos. Não sei se me engano muito se disser que em Moçambique, onde o comércio de tecidos está há séculos na mão de comerciantes indianos, os tecidos estampados têm maior importância que os de batik, mesmo que os motivos de uns e outros sejam semelhantes. Aliás, se se andar à procura (eu tenho andado) em fotografias da primeira metade do século XX, o que se vê são tecidos tradicionais de tear e depois também muitos estampados com ar português, impossíveis de distinguir a olho nu de chitas como estas:

Read more →

Page 2 of 212