Não sei quantos destes fotógrafos de rua continuam no activo. O de Ponte de Lima (outra imagem aqui) tem cavalinho e tudo, como o do Bom Jesus de Braga (onde o Martin Parr já se fez fotografar). No dia em que lá estivemos não lhe faltava trabalho, e ainda bem.
Monthly Archives: August 2008
férias
Vamos de férias. Nas próximas duas semanas imagens talvez mas letras poucas.
Para ver, entretanto:
Baby’s House de Mary Blair, um dos livros favoritos da A.
Lemoncello quilt: simples e perfeito, a dar-me vontade de voltar aos meus, assim que regressar.
Eu lá longe:
Sling it, don’t bring it e Bad blogger.
E a nova galeria de bebés slingados e satisfeitos (ainda em construção).
Até já!
retrosaria


Eu ia fazer um post sobre os tecidos novos que há na Retrosaria, mas vai ter de ficar para amanhã, porque estas lãs chegaram entretanto e puseram-se à frente. São da nova colecção Kaffe Fassett e vão-me obrigar a fazer pelo menos mais um par de meias cada uma.
shop update
Novos baby slings na loja, os últimos antes das férias.
dela

Como prometido, fiz para a E. uma blusa igual à minha. Ela desenhou-nos enquanto eu copiava os moldes para o retalho que sobrou destes slings, no chão como o costume. O figurino provou ser tão bom em tamanho pequeno como em grande, e talvez venha a usá-lo ainda mais vezes (aos que perguntaram: para breve, na Retrosaria, não este mas outros livros com moldes para mãe e filha).
toumani diabaté
No Sábado à noite fomos ouvir o Toumani Diabaté ao CCB. Foi um acontecimento para mim, que há séculos que não ia a um concerto e que nunca tinha visto ao vivo este senhor que entra em dois dos meus discos preferidos (Mali Music e In the Heart of the Moon
). Também foi um acontecimento para elas, que nunca tinham assistido a um concerto à noite. A A. adormeceu no sling já no encore e a E., como era de prever, divertiu-se na expectativa e na primeira meia hora e a seguir ficou cansada, mesmo às cavalitas do pai. Havia várias crianças pequenas na assistência e suponho que com quase todas se tenha passado mais ou menos o mesmo. Da minha experiência, que me fartei de dormir no anfiteatro da Gulbenkian e perguntar ainda falta muito? quando era pequena, a meia hora em que é divertido compensa o resto (pelo menos retrospectivamente). Ficam as memórias e as experiências, alargam-se os horizontes.
foto-sensível
a história da capulana 2

Continuando com a história da capulana, falta entre muitas outras coisas dizer que ela se separa em duas famílias culturalmente distintas: a da capulana propriamente dita, a que também se chama pano (por exemplo em Angola), pagne (nos países francófonos) ou chitenge ou kitenge (Zâmbia, Namíbia, etc.), cujo padrão pode ter dimensões variáveis e incluir ou não barras longitudinais, e a kanga, cujo padrão coincide com os cerca de dois metros de comprimento do pano, tem uma barra a toda a volta e, muitas vezes, uma frase inscrita (aqui há muitos exemplos). No Brasil também há cangas, mas sobre elas não sei grande coisa.
Uma das kangas que tenho é a da segunda fotografia. Foi trazida de Moçambique e é horrivelmente sintética, mas tem um motivo irresistível. Diz MUARA INTAMUENE ORERA (intamuene quer dizer amigo, o resto não sei). As kangas são usadas sobretudo nos países situados a norte de Moçambique.
A capulana da primeira fotografia também veio de Moçambique. É de algodão e é estampada pelo processo convencional, e não em batik como os outros tecidos africanos. Não sei se me engano muito se disser que em Moçambique, onde o comércio de tecidos está há séculos na mão de comerciantes indianos, os tecidos estampados têm maior importância que os de batik, mesmo que os motivos de uns e outros sejam semelhantes. Aliás, se se andar à procura (eu tenho andado) em fotografias da primeira metade do século XX, o que se vê são tecidos tradicionais de tear e depois também muitos estampados com ar português, impossíveis de distinguir a olho nu de chitas como estas:








