Já os fotografei de tantas maneiras. Hoje preferi vê-los assim, sem lhes recortar os bordos, com a luz ténue do Outono e com as imperfeições da parede. Estão (os que ainda estão) na loja.
Monthly Archives: September 2008
cast on
Impossível não gostar desta cidade.
Estou a começar um xaile (ravelry). Nada de muito complicado, que tricotar com pontos rendados e crianças é quase incompatível, mas interessante que chegue. A lã é uma Trekking XXL, claro.
…e a revista calhou à Lúcia Monteiro.
meias
Ficam mesmo bem com as minhas sapatilhas novas mas são para a minha mãe ter os pés quentinhos este Inverno. A lã é a Trekking XXL 147 e também as pus no Ravelry, o ponto de encontro on-line para quem faz tricot e que ainda só comecei a explorar.
Vou sortear um exemplar da nova revista de tricot do Atelier Zitron (com instruções em Inglês e Alemão) entre todos os clientes da Retrosaria que fizeram compras de tricot entre o passado dia 5 e a meia noite de hoje. E estou curiosa para saber se já alguém experimentou as instruções para meias que passei a enviar com os novelos…
padrões
Continuando com a história dos tecidos africanos. Entre outros assuntos, quero escrever aqui em breve mais sobre a história do fabrico destes tecidos e, por outro lado, sobre a importância e o significado dos seus padrões. São precisamente os padrões, juntamente com as cores saturadas e o craclé decorrente da estampagem em batik, que nos fazem reconhecer imediatamente estes tecidos como africanos. Muitas vezes são abstractos ou quase, muitos incluem motivos vegetais e animais, mas os mais surpreendentes para o olhar não africano são os que mostram objectos do quotidiano, electrodomésticos, dinheiro, etc. Algumas imagens, de muitas outras que me apetecia mostrar:
babywearing, outros olhares
A propósito do destaque aos meus baby slings dado pelo Jornal de Notícias na edição de hoje, mais algumas imagens que mostram como o babywearing não é uma moda mas uma tradição mundial e milenar. Têm em comum o serem da autoria de fotógrafos profissionais. Por ordem:
Woman with Child, de Moira Forjaz. Ilha de Moçambique, 1982. O bebé está sentado numa capulana atada a tiracolo, fazendo o mesmo efeito de um sling.
La Chanca, de Carlos Pérez Siquier. Espanha, anos 50-70, em que se vê o bebé preso pelo xaile da mãe segundo uma das técnicas usadas um pouco por toda a Europa até muito recentemente e que, apesar de não se perceber pela fotografia, também deixa as mãos livres.
trekking xxl
A primeira fornada desapareceu num instante, mas já há outra vez lãs Trekking na Retrosaria. Cerca de trinta cores repostas e mais algumas novas, acabadas de sair. Para além delas vieram também algumas Trekking Pro Natura, que são feitas de lã e fibras de bambu, agulhas, um monte de livros japoneses de costura e tecidos africanos.
A Trekking XXL foi concebida para fazer meias mas também pode ser usada para outras peças de roupa. Feita alguma pesquisa, aqui ficam links para algumas:
Gola/gorro: Turtleneck.
Xaile: Ella.
Camisola: Abotanicity.
Cachecol: Clapotis.
Gorro de bebé: Sweet baby cap.
E mais meias, claro: Monkey e Spring Forward.
exposição
No convite, escreveu: Bonecas do Mundo às 3 da tarde Quarto da E. e à entrada colou um sinal de proibido fumar. Na mesa estavam as da América (aqui com uma de São Tomé por engano), na cama as da Ásia e Oceania e na estante a secção bonecas da mamã. A seguir vestiu-se a preceito.
museu efémero
Ouve-se com frequência aos que moram ou passam pelo Bairro Alto queixas sobre os graffiti (tomam esta parte pelo todo a que do outro lado se chama street art). Que sujam o bairro e lhe dão um ar degradado, que são feios, que destroem a propriedade alheia, etc. A mim pessoalmente o que incomoda mesmo é a sujidade produzida pelos cães, pelas pombas e pelos muitos autóctones que não sabem operar um contentor do lixo. Quanto aos graffiti, tudo depende. Consoante a atenção e a intenção, mesmo os tags, entendidos como gatafunhos absurdos pelo comum dos mortais (eu incluída), podem merecer um olhar mais atento. Acima deles, gosto da maior parte e de viver numa espécie de hall of fame do stencil na cidade. Que há mais gente com a mesma opinião pode comprovar-se com uma visita ao Museu Efémero. Trata-se de uma iniciativa (apoiada pela Fundación Pampero) que propõe um itinerário pelo Bairro Alto (com legendas junto às obras e audio-guia disponível no site para download gratuito) para ver obras de vários artistas nacionais e de outros países. Enquanto lá estiverem.
As misteriosas portas azul Yves Klein, de autor desconhecido mas já com seguidores noutros tons, não fazem ainda parte da colecção. A Catarina Portas e a Inês já escreveram sobre elas e são, de facto, tão lindas quanto eloquentes.
De há mais de dez anos, o meu preferido: Nemo (e mais Nemo).
pequenina grande
A A. resolveu cumprir aquilo que ameaçava há uns meses, mas felizmente só por metade. Conseguimos convencê-la a voltar a dormir a sesta quase todos os dias (às vezes a muito custo), mas as fraldas parece que vão mesmo passar à história bem mais cedo do que o previsto. Como ainda não ficou frio anda pela casa quase sempre só de t-shirt, mas as babylegs já estão a ser uma ajuda preciosa (em Portugal são vendidas pela Zélia). A bibliografia específica – Everybody Poos – aprovada pela E. quando passou pelo mesmo e que recomendo vivamente para o efeito está de novo em funções.
Na fotografia, as meias que terminei mais recentemente (a lã é da Regia).
rentrée
Novos, de novo: bonecos, baby slings e capulanas.















