Nas minhas cores, uma fantástica remessa de tecidos japoneses acabados de aterrar na Retrosaria. A pedir quilts muito simples com retalhos grandes que deixem os padrões respirar e, sobretudo no caso dos da ilustradora Megumi Sakakibara, roupas e acessórios para bebé. Outra novidade desta semana são os kits de números para coser um Calendário do Advento (os calendários já feitos vão estar na loja muito em breve).
Monthly Archives: November 2008
poder
A E. anda fascinada com este poder que agora tem. Espalha pela casa listas e avisos, escreve histórias e passa-nos recados por debaixo das portas. A A. levada pela irmã (ou não sei bem pelo quê, porque a E. com a mesma idade era igual), agora pára-nos frente aos letreiros e matrículas para identificar o O, o A, o doich e o 8.
passear
retrosaria
Tecidos com nuvens e com sereias e novelos e mais novelos para tricotar Outono fora.
Na fotografia estão as minhas meias feitas com a nova Trekking xxl 1000.
que limpeza
Estou muito ambivalente em relação à iniciativa camarária de limpar as paredes de algumas ruas do Bairro Alto. À partida, tudo o que ajude a dissociar o Bairro do adjectivo sujo (que deve ser o primeiro a ocorrer a muita gente) parece boa ideia, mas a verdade é que quase tudo neste plano me deixa algumas reticências. Antes de mais, a questão que ocorre a qualquer mãe e mais ainda a qualquer peão (mas nem por isso aos decisionmakers que são em geral homens e automobilistas): não seria mais urgente e menos polémico começar pelo chão? Promete-se vigilância apertada e castigo imediato a quem desenhar na parede, mas jamais se viu semelhante aparato dedicado aos dejectos que tantos donos de cão deixam para trás, na rua, nos jardins e onde calhar, e que transformam qualquer passeio no Bairro numa ameaçadora corrida de obstáculos. A seguir há a questão do mapa desta limpeza: começar pela Rua do Norte, nem de longe a mais suja mas sim a mais turística e onde o comércio não tradicional está de melhor saúde, onde vão comprar roupa e cortar o cabelo se não os produtores, pelo menos muitos consumidores de street art, também é uma opção que só parece óbvia pela visibilidade (lá se foi este magnífico stencil). Não sei o que pensam do assunto os lojistas da rua, mas estou curiosa. Depois resta saber se se deve chamar vandalismo a tudo o que se faz à parede alheia: a mim chocam-me os cartazes colados selvaticamente e em camadas (apesar dos ocasionais espectáculos gráficos que proporcionam) e aos tags não reconheço interesse (só às vezes), mas choca-me igualmente ver desaparecer por exemplo os trabalhos do ABOVE. Outros terão necessariamente sensibilidades diferentes. O que me parece óbvio é que esta operação de limpeza está sobretudo (e como dizia alguém num comentário a este post no blog do Museu Efémero) a criar novas instalações para estes artistas/vândalos (riscar o que não interessa) fazerem o que gostam. Eu cá, se fosse um miúdo de hormonas aos saltos e lata de tinta na mão, agora teria ainda mais vontade.
Para pensar:
Paredes más limpias, alquileres más altos
Paredes limpias no dicen nada.
Para discutir:
Para brincar:
novo dia
baby baby sling
Muitos muitos metros de galão correram por aqui nos últimos dias e não deixaram tempo para muito mais, mas na loja há finalmente (depois de muitos pedidos) slings para brincar.
histoire de l’art


A minha última descoberta na biblioteca do IFP tornou-se o actual livro favorito da E. Tanto que depois de o lermos de fio a pavio já o contou às amigas de visita, já copiou páginas inteiras de desenho e texto e continua a folheá-lo diariamente. Eu também o adoro e estou a pensar comprar uma cópia cá para casa. Não conhecia nem o autor (mais aqui) nem a obra, mas a capa tão sóbria no meio das outras chamou-me de imediato a atenção. É a história do pintor Luco Pax, súbdito de um rei que passa os dias a comer gelados em frente à televisão, das suas pinturas que ganham vida e do seu amor pela filha do rei, que vive fechada na torre do castelo. Ingredientes que podiam ser os de qualquer outra história infantil mas que aqui são usados com imenso humor e a acompanhar um grafismo muito longe do habitual para esta faixa etária mas nem por isso menos apelativo.
Paul Cox, Histoire de L’art. Seuil, 1999.











