seamless raglan sweater

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Já tinha ouvido falar da Elizabeth Zimmermann há uns anos (acho que foi a Hilda que ma deu a conhecer), mas só este ano encomendei um dos seus livros. Confesso que a minha primeira reacção foi mas isto é só prosa? Onde é que estão as instruções?. O livro ficou parado uns meses na estante, e só depois de ler mais sobre a autora é que lhe voltei a pegar. Não se parece com os livros de tricot habituais porque todas as sugestões e instruções são dadas em texto corrido e num estilo muito coloquial, em diálogo com o leitor. As mil e uma formas de montar, aumentar, matar e rematar as malhas são reduzidas a duas ou três e o tricot é apresentado como algo que cada um deve encontrar a forma mais agradável e descontraída de fazer. Para o conseguir, a chave é optar pelo método mais confortável (curiosamente, EZ desconhece o método português) e a regra de ouro é conhecer a tensão (gauge) que imprimimos ao trabalho. Escolhendo as agulhas e a lã certas para a nossa tensão, é muito mais fácil fazer bem e divertirmo-nos no processo. Para além desta filosofia, inovadora à época da edição dos seus livros, os figurinos são apresentados de acordo com um sistema de percentagens que permite que sejam feitos em qualquer tamanho.

Esta camisola que fiz para a A. (ravelry) seguiu as instruções da seamless raglan sweater, um dos modelos mais célebres da autora. É toda feita em tricot circular e não tem costuras, o que simplifica imenso o trabalho e o torna mais apetecível para quem não gosta da parte dos acabamentos. O tronco foi feito numas agulhas circulares normais, e as mangas em cinco agulhas, mas também aproveitei para aprender finalmente a técnica tricot circular em duas agulhas, menos elegante do que as cinco agulhas mas bem mais simples para principiantes. Claro que, como faço nas meias, trabalhei sempre pelo avesso, porque gosto muito mais de tricotar liga do que meia. A lã é a Ecco, que quis testar antes de pedir para a Retrosaria (é muito macia e óptima para camisolas de criança). O resultado está à vista: a camisola serve como uma luva.


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11 comments » Write a comment

  1. adoro.

    O que menos gosto em peças tricotadas à mão é precisamente a costura, que tende a criar altos numa peça que deveria assentar perfeitamente.

    Esta da Amélia ficou muito bem. Como tricotar não é a minha “coisa”, a não ser quando preciso de meditar, vou passar a informação à minha mãe :)

  2. nossa. que maravilha. knitting e uma coisa que nunca vou entender. acho que nao levo jeito para isso. mais sei apreciar! otimo trabalho :)

  3. A camisola está linda, e a Amélia está cada vez mais linda, e tão diferente da mana. É muito expressiva :)

    Quando tiver tempo vou ler e experimentar este metódo, gosto de coisas praticas e eficazes, acho que vou gostar desses livros.

    Obrigada :)

  4. Rosa,

    tenho uma foto no meu blog com uma colcha de patchwork… dê uma olhadinha…

    Um abraço, Lisbeth

    PS. As suas meninas estão crescidas e muito parecidas!!!

  5. não conhecia a elizabeth zimmermann mas gostei do que escreveste e agradou-me muito essa filosofia. vou ler um pouco mais.

  6. A camisola é linda mas o gorro tá demais! E fica-lhe mesmo bem (ambos!)

    O frio também me dá para só querer fazer tricot, mas uso sempre a mesma técnica e não gosto nada de coser, pelo que hei-de experimentar com certeza!

    Abraço!

  7. Olá Rosa. Encontrei-a pelo flickr. Adorei o seu blog!

    Leio muitos blogs em inglês sobre costura e artesanato e é bom encontrar um blog em português com qualidade.

    Mesmo que você não tenha estudado design, seu palpite para combinar cores é muito bom.

    Parabéns.

  8. Olha que giro! Fiz assim uma para o meu Manuel, só que em vez de começar por baixo, começa na gola e vai-se aumentando. :)

  9. Pingback: seamless raglan sweater #3 | A Ervilha Cor de Rosa

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