quase natal

quase natal

Passámos a semana às voltas com a gripe. Atrasou-se o trabalho e a correspondência, não vi o F. e a Xica a tocar ontem à noite nem o lançamento da Ilha esta tarde. A E. instalou o Natal nos ramos de pinheiro que pusemos na sala. Perguntei-lhe que prenda gostava de ter. Cansada do final do dia e da semana, abriu um pranto: Não sei o que é que quero. Já tenho tantas coisas que não consigo pensar em mais nada. É o drama de não consumir publicidade. Ou de ainda não ter chegado à idade em que ela faz efeito.

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  1. olha que não, olha que não…

    a minha consome alguma publicidade e depois de alguns pedidos avulsos, está decidido: “Não escolho nada, é o que o Pai Natal quiser!!”

    e eu acho que é de não conseguir escolher entre tanta abundância (do que tem e do que vê que podia ter).

  2. R, adorei…

    o meu tem um porta moedas onde guarda moedas de plastico. Deram-lhe uma moeda que ele guardou lá para comprar uma guloseima… depois uns ingleses queriam dar-lhe umas moedas, e ele só dizia: Mas não estas a perceber o que te digo? Eu já tenho dinheiro:)

    Gosto que ele nao entenda o que é o dinheiro:)

  3. Os meus idem idem, aspas aspas.

    não sei se tens alguma ideia, mas no ano passado, por exemplo, os meus 3 só receberam coisas playmobil – “vaquinhas” entre pais e tios e avós -e brincam muito a construir mundos. no ano anterior receberam lego. e há uns anos, no último Natal em que eram só dois, receberam lego duplo, sempre nessa mesma lógica…

    gostamos de presentes que dêem para os três (livros, filmes, jogos), mesmo que no momento só um ou dois é que os apreciem. ao longo do ano e dos anos vão-se deixando cativar. agora já conseguimos jogar pictionary entre famílias amigas, desde que haja um adulto em cada equipa, com crianças capazes de ler. os mais pequenos, que ainda não lêem, transitam de equipa para equipa, e sempre vão rabiscando alguma coisa.

  4. Pequenino ainda, a caminho dos 3, quando perguntei ao D o que queria para o Natal, ele foi muito explicito: quero uma prenda, uma prenda encarnada. A sua cor preferida :). Beijos BD

  5. Pois a ilha, tudo muito bonito, “A kidsmob surge de uma insatisfação, que deu origem a uma vontade.”, pois, mas eu, que até vivo acima da média nacional, bem poderia continuar insatisfeita porque não tenho, obviamente, 185 euros para comprar uma cozinha para as crianças. Um imbróglio difícil de resolver e sobre o qual haveria muito a dizer.

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