sonoro silêncio

Só umas linhas e sem imagens, para agradecer todos os emails e manifestações de apoio relativos ao assunto que me estragou a semana. Voltarei a ele com muito mais que dizer e mostrar na altura certa, mas desde já um enorme Obrigada! Se a situação for de algum modo corrigida será certamente graças à vossa intervenção e participação.

Just a quick note to thank everyone who’s been showing their support regarding the situation I’m facing. Sorry to keep you in the dark in case you don’t know what I am talking about. I will be posting about it as soon as i can.

babywearing

new baby slings

Mesmo quando a semana começa enguiçada, há coisas que me põem facilmente bem disposta: uma delas é uma pilha de slings novos a fazer-me sentir que apesar de agora haver alguém a fazê-los quase em cada esquina, passe a absoluta falta de modéstia os meus continuam a ser os mais bem feitos e os mais bonitos. Outra é vê-los a uso, claro, e por isso fiz uma pequena colecção de imagens que já andava a planear há algum tempo: quatro bebés a crescer dentro dos respectivos slings. Obrigada às respectivas mães (Maria, Susana, Adriana e Catarina) pela partilha. Muitos mais aqui.

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oméga et l’ourse

oméga et l'ourse

a et oméga

Na última ida ao IFP não lhe resisti. A Beatrice Alemagna é uma das minhas ilustradoras preferidas, e este seu livro – Oméga et l’Ourse – é talvez o mais bonito dos que conheço. As páginas são de grande formato, o que é óptimo para se poder apreciar todos os pormenores da ilustração e entrar literalmente dentro da história. Como noutros trabalhos, usa uma técnica que mistura de forma única o desenho e a colagem de recortes. O resultado é perfeito.

Para ler, em francês, uma entrevista com Beatrice Alemagna.

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sobre rodas (ii)

Mother and Toddler Take Stroll

Mother and Toddler Take Stroll. UK, 1910 (arq. Corbis).

Irresistível continuar com o mesmo assunto:

Os perigos do carrinho: claro que não acredito que uma criança fique prejudicada por os pais terem optado por um carrinho para a transportar. Muitas vezes é essa a opção que lhes permite (como a Inês observou num comentário) guardarem mais energia para brincar com elas mais tarde. Mas acho que horas a mais no carrinho e anos a mais de carrinho habituam as crianças a não se mexer desde que são pequenas. Também me arrepiam os ovos que mais parecem uma carapaça e escondem totalmente o bebé lá dentro, as capas de chuva usadas quando não estão mesmo a ser precisas e as crianças sentadas com o nariz à altura dos tubos de escape. E a falta de contacto visual com um bebé que vai lá à frente é de facto desconcertante. Tudo isto é independente de ser ou não adepta do babywearing e já me preocupava nos tempos de primípara em que me esfalfei a empurrar um carrinho da maxi-cosi (nos primeiros meses, como já aqui escrevi muitas vezes, usei diariamente um baby-bjorn). Andar a pé desde cedo não serve só para fazer músculo e criar resistência. Também ensina a respeitar os carros e as outras pessoas.

O carrinho como gaiola vitoriana (eu ia escrever isto no post anterior mas hesitei): não que ocorra à maior parte das pessoas sequer pensar nisso, mas um bebé num carrinho é muito mais apresentável. Um bebé no carrinho não nos bolsa em cima (obrigada Marta pela imagem do dar o biberão no carrinho) e um toddler bem seguro não se suja no chão nem nos faz perder a compostura a correr atrás dele e fazê-lo portar-se bem.

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sobre rodas

Ch. Chusseau-Flaviens, Autriche Vienne, ca. 1900-1919.

Uma das consequências indirectas de o nascimento da A. me ter convertido ao babywearing foi ter passado a questionar a necessidade de usar muitos (senão quase todos) os acessórios que as grávidas e recém-mamãs do mundo ocidental pensam serem essenciais à felicidade dos bebés. Sair à rua com um bebé num sling significa deixar em casa o gigantesco porta-bagagens sobre rodas conhecido como carrinho de bebé. Sem porta-bagagens aprende-se a simplificar e chega-se à conclusão de que quase nada chega perfeitamente.

Trainee nannies at a Nursery Training Centre push prams

Trainee nannies at a Nursery Training Centre push prams. 1926 (arq. Corbis).

Ao perceber que os carrinhos são só mais um dos acessórios dispensáveis passei a olhar para eles com outros olhos. Popularizados no tempo da rainha Vitória, fazem na sua origem parte de um tipo de maternidade delegada em amas e criadas, com uma enorme distância entre os olhos da mãe e a pele do filho. O século XX democratizou o acesso aos carrinhos e deu-lhes novos feitios e materiais, mas não encurtou essa distância.

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