top

quilt top

A combinação destes tecidos pareceu-me tão feliz que num instante (à minha escala, entenda-se) ficou pronto o top do meu próximo quilt. Usei padrões de alguns designers conhecidos de que gosto muito (Kaffe Fassett, Heather Ross e Anna Maria Horner) mas pelo meio de outros menos vistosos e igualmente bonitos (como este). Fico sempre a pensar se daqui a dez ou vinte anos os meus quilts me parecerão incrivelmente datados pelas cores e padrões ou se algumas vezes conseguirei acertar numa daquelas combinações mágicas que nunca cansam. E apercebo-me de que mesmo sem querer continuo sempre à procura destas cores.

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abril

abril

abril

Depois de ver a parte de fora não posso mesmo deixar de ir ver a exposição À Esquerda da Esquerda – Documentos para a História de uma Revolução, na ZDB (acaba já dia 2). Este mural exterior, pintado sob coordenação de António Alves é a concretização de um projecto que nunca chegara a sair do papel (ver imagens da realização). Lembro-me de como gostava de olhar para os de Alcântara, por onde em miúda passava diariamente.

normal

parto

Rineke Dijkstra, Julie, Den Haag, Netherlands, February 29 1994, 1994.

Esta fotografia, que é capaz de ferir algumas susceptibilidades, mostra um bebé com uma hora de vida ao colo da mãe. Foi tirada por Rineke Dijkstra, uma fotógrafa holandesa cujo trabalho explora muitas vezes momentos invulgares na vida das pessoas (veja-se também a sua série sobre toureiros portugueses, por exemplo). Apeteceu-me pô-la aqui depois de ler este post da Rita. Apesar de não ser de todo essa a intenção da autora, leio a imagem como um retrato particularmente feliz do que é (ou pode ser) um parto e os primeiros momentos de vida de um bebé: a segurança da mãe, de pé e sorridente uma hora depois de dar à luz, com os instintos à flor da pele e o bebé tão colado a ela quanto possível.

Nos últimos dias o meu quilt tem perdido para a leitura do momento, que recomendo a todas as mães e futuras mães: The Continuum Concept, de Jean Liedloff (obrigada, Marta, pelo empréstimo).

brincar

haba

haba

Este é um dos melhores brinquedos que alguma vez entraram cá em casa. A E. escolheu-o para prenda de anos ao folhear um catálogo da Haba. O que ela queria mesmo era isto, mas o número dois da lista deixou-a mais que satisfeita (veio da Oficina Didáctica, uma das minhas lojas de brinquedos preferidas em Lisboa). Parece uma simples caixa gigante de blocos de madeira, mas tem um objectivo: construir percursos o mais compridos e complexos possível (com desníveis, curvas, saltos e o que mais se queira) que um berlinde percorra até ao fim só com a ajuda da força da gravidade. As possibilidades são infinitas e tem a enorme vantagem de integrar facilmente outros brinquedos, sejam eles de madeira ou não, para altear as pistas e decorar o caminho. Quando forem os anos da A. somos capazes de comprar mais umas peças (há muitas por onde escolher).

Por falar em brincar, vale a pena ver o documentário brasileiro Criança, a alma do negócio que está disponível no YouTube (dividido em cinco partes). Para quem como eu se choca com a publicidade para crianças que há por cá, a realidade relatada neste filme é quase inacreditável. A primeira parte segue aqui em baixo:

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dois links e uma exposição

braços

Prateleira de Baixo: um novo blog dedicado aos livros para crianças, com uma excelente selecção e muitos títulos pouco conhecidos por cá.

Color & Light: South Asian Embroidery: exposição no Rubin Museum of Art de Nova Iorque de peças provenientes do The Textile Museum of Canada, que apetece ver (via SriThreads, outra das minhas leituras diárias).

O traje como meio de comunicação, no Museu Nacional do Traje, é uma desilusão. Quem sabe se embaraçada pela pobreza da mostra, a funcionária à entrada do Museu disse que a exposição anunciada pela TimeOut nem existia (!). Sai-se do museu com a mesma impressão de há dois anos, infelizmente. Só a sala dos teares está mais limpa e arrumada. Para quando um projecto interessante e um destino digno para este museu?

#oilily

#oilily

Consigo pensar em muitos motivos mais agradáveis para se ser referido na imprensa estrangeira mas, dada a situação, este também também é bom. O artigo está online aqui e assim que puder actualizo este post com uma tradução a tradução, gentilmente feita pela Sónia, segue mais abaixo. Agradeço ao Zé Nuno pela imagem e também aos outros amigos na Holanda que foram comprar o jornal por minha causa.

Entretanto, o endereço de email da Oilily foi desactivado, o que só pode ser uma reacção às (creio que) centenas de mensagens de protesto que terão recebido nos últimos dias. Obrigado a todos pelo apoio!

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flores

flores

flores

Os meus tecidos preferidos têm padrões com flores, sejam elas grandes, pequenas, sóbrias, campestres ou folclóricas. Não estou sozinha: se se pudesse olhar de uma vez para todos os tecidos alguma vez estampados, aposto que as flores apareciam em pelo menos três quartos. Não é difícil encontrar razões para esta predilecção, no entanto é rara a vez que me lembro de trazer flores para casa apesar de morar bem perto de várias floristas conhecidas. A peónia da fotografia e a sua companheira de jarra vieram da Em nome da Rosa, porque o enorma ramo da montra me fez parar no passeio a olhar para ele. Deu-me vontade de desenhar.

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