quiosque de refresco

quiosque de refresco

quiosque de refresco

Tenho uma grande admiração pela Catarina Portas. Conheci-a na altura em que o projecto d’A Vida Portuguesa dava os primeiros passos e desde então temos partilhado conversas e interesses. A Vida Portuguesa criou uma moda. O trabalho pessoal que a Catarina fez junto de muitas empresas (convencendo-as a preservar e mesmo a recuperar determinadas características dos seus produtos) beneficia agora as inúmeras lojas que passaram a interessar-se pelos objectos quotidianos do Portugal do século passado e a apresentá-los com um orgulho inimaginável há dez anos. Novidades como a Portugalo e muitas outras devem-lhe a inspiração e o desbravar do caminho.

A mais recente aventura da Catarina (em parceria com João Regal) são os Quiosques de Refresco: três quiosques antigos recuperados e agora abertos ao público com uma ementa irresistível (limonadas, mazagran, chá frio, orchata, leite perfumado com canela e limão, xaropes de capilé e de groselha, etc.) e que só podem ser um sucesso. O das fotografias é o do Camões, que inaugurou hoje.


quiosque de refresco

32 comments » Write a comment

  1. também acho o projecto da catarina portas uma mais-valia para defender o que de melhor fazemos em PT. Já tinha ouvido falar nestes quiosques no blog da vida portuguesa e vendo estas fotografias fiquei com mais vontade de la ir. mesmo a calhar quando vier o bom tempo!!!

    gosto particularmente da primeira foto, lisboa aparece como um postal lindo, pintado de fresco com o electrico turistico a circular. é essa a lisboa do meu coração.

  2. Não sabia que inaugurava hoje e passei por lá…

    Na semana passada fui desenhar para a Praça de São Paulo e lá há um destes quiosques aberto ainda com a traça antiga, fiquei apaixonada.:)

    Rosa, para além desse na Praça do Camões, o do Príncipe Real também faz parte deste projecto?

  3. é por estas e por outras que gostava tanto de estar em Lisboa…

    Agora caia bem um xarope de groselha e de manhazinha um leite perfumado com canela e limão :))) Da próxima vez que for ai a Vida Portuguesa, um desses quiosques, a casa das velas do loreto e a Conserveira de Lisboa são locais a visitar sem falta!

    Que boa partilha, obrigada. **

  4. pena que só por moda se dê valor a certas coisas, os portugueses são um bando de ovelhas ! …

    mas enfim, eu o xarope de capilé continuei a comprá-lo nos poucos sítios onde ainda o encontrava porque gosto mesmo daquele sabor original, quando o dava a provar no estrangeiro todos se deliciavam …

    agora sei que quando fôr a lisboa farei a fila da moda para o beber, ehe,eh não deixa de ser cómico !

  5. pois… a ideia é de facto boa.

    mas corrige-me se estou errada: este quiosque, recuperado, é o que estava no jardim das amroreiras. foi retirado, e o concurso de atribuição gerou polémica.

    o que mais espécie me faz é que um jardim lindíssimo de lisboa está neste momento reduzido a passeio para cães e parque infantil ao abandono. não só os moradores como todos os lisboetas têm o direito a espaços de convívio para lá das zonas ditas mais nobres, e há que investir neles – mantendo-lhes, no mínimo, o património.

    isto de recuperar lisboa mas só onde ela á mais visível parece-me um paradoxo.

    independentente do que colocarem, eventualmente, no jardim das amoreiras, este quiosque nunca deveria ter saído de lá.

  6. Ena, finalmente orchatas em Portugal! Em Espanha, perdia a cabeça atrás de orchaterias.

    Tenho que conhecer depressa esses quiosques.

  7. ao que sei, o jardim das amoreiras vai receber um quiosque maior com wc, género daquele que puseram no miradouro de são pedro de alcântara. espero que seja verdade, apesar de não estar bem a ver como caberá ali tanta coisa e de, meses depois de terem tirado de lá este, ainda não se verem sinais de qualquer remodelação. tenho muitas saudades de ir beber um café ao «meu» jardim (há dois ou três anos que o quiosque estava fechado e ao abandono) e espero poder voltar a fazê-lo em breve num quiosque tão bonito como este que de lá tiraram.

    de qualquer forma, aplaudo a catarina por este projecto que traz de volta quiosques, capilés e tanta vida a três lugares de lisboa.

  8. Mariana, não podes pedir aos pequenos empresários que substituam o Estado! Recuperar Lisboa é tarefa da Câmara e obrigação moral de quem tem dinheiro a rodos. Aos pequenos empresários tem de se lhes agradecer uma iniciativa como esta que, para além de gerar emprego e animação, ainda recuperou (sem subsídios) património material (os quiosques) e imaterial (as receitas das bebidas) da cidade!

  9. eu também acho o projecto uma excelente ideia.

    o que não posso concordar é que se traga vida (trazer vida ao chiado?) a alguns sítios à custa de outros.

    a responsabilidade é da CML, que tinha a obrigação de ter recuperado o quiosque onde ele devia estar – isso sim, seria repensar os jardins e devolvê-los aos cidadãos.

    ou seja: o meu problema não é com o quiosque no chiado nem com a catarina portas – saúdo um chiado mais bonito e um quiosque recuperado claro.

    mas preferia de longe que este quiosque estivesse, activo, no local onde pertence. a recuperação do património não pode depender de critérios de sustentabilidade nem da iniciativa privada – porque isso leva a que jardins como o das amoreiras sejam sempre deixados para segundo plano.

  10. Sempre que vou a Lisboa tento passar sempre pela A Vida Portuguesa.

    Adoro o conceito e tenho vontade de comprar tudo!

    Desde que soube do projecto Quiosques de Refresco fiquei super interessada e agora não vejo a hora de voltar a Lisboa para fazer uma visita!

  11. Boa! Cada vez que passava à frente do quiosque perguntava-me quando abriria. A ideia do quiosque dos refrescos é óptima e quando o calor regressar vai ser um sucesso!

  12. Rosa, recuperar Lisboa não é obrigação do Estado!

    Recuperar Lisboa é obrigação de todos nós. Divulgando o trabalho de pequenos empresários (como tu) que investem em Lisboa. Comprando produtos de qualidade que por cá se fazem. Porque são bons e não apenas porque são nossos.

    Investindo em Lisboa, produzindo riqueza aqui e ali naquilo que valha a pena.

  13. É verdade, Ana, concordo totalmente. As pessoas têm muito mais poder do que imaginam e os gestos quotidianos (o que consumimos, o respeito pelo espaço público, etc.) têm um peso enorme na vida da cidade e dos que lá moram.

    Obrigada pelo contributo!

  14. Sou defensor acérrimo da preservação de várias particularidades culturais da belíssima cidade de Lisboa, no entanto não posso dar apoio moral ou cultural a este quiosque específico caído do céu e plantado numa praça tão emblemática como a Praça Camões. Já sei que alguns que estão a ler pensarão: “Mas já lá houve um há cem anos!” – E daí? É um caso mais pungente mas não deixa de ser análogo: as Torres Gémeas foram o símbolo de uma cidade, tal como outros importantes ícones arquitectónicos da História Universal, que o Tempo entendeu colocar num intervalo determinado de tempo sem necessidade de recorrer à sua reconstituição; a memória também tem a sua função. O quiosque que existiu no Camões teve o seu Tempo enquanto o das Amoreiras ainda tinha tempo para prosseguir, não fosse uma questão de interesses mais fortes (políticos e lucro fácil) que pouco ou nada tem a ver com o dissimulado interesse manifestado pelos intervenientes no renascimento da nossa cultura.

    Actualmente, a Praça Camões necessita de uma cuidada intervenção e reinterpretação nos edifícios que já a envolvem e anexos como o Quiosque DAS AMOREIRAS são desajustados à simetria e à área aberta que a praça deve preservar. Espero que os cidadãos venham a ficar atentos a possíveis distensões tentaculares deste casulo: esplanadas e lixo acumulado quero acreditar que nunca venham a ser uma realidade que poderão vir a estrangular ainda mais este espaço de domínio público.

  15. rosa e ana,

    independentemente do que cada um possa achar acerco do papel do estado (eu acho que o estado tem obrigações perante o património, porque entendo o património como bem público e entendo que uma das obrigações do estado é zelar pelo bem público), estamos perante um acto de gestão do património pelo estado – foi o estado (a CML) quem decidiu vender este quiosque em concurso (supostamente com preocupações, precisamente… patrimoniais).

    eu acho é que estamos perante uma má gestão – a mesma gestão que achou normal ceder a praça das flores a uma empresa de automóveis e encher o marquês de pombal de publicidade da TMN.

    já acho grave que se sacrifique tudo a um critério economicista e que se entenda o património como fetiche, sem o considerar como estando integrado num espaço próprio; mas acho ainda mais grave, neste caso, que um poder que para mim é mais importante do que o de consumir, o de decidir, tenha sido posto de lado. os moradores da zona descaracterizada foram ouvidos? foi precisamente pelas queixas de um grupo de moradores que eu fiquei a saber deste caso.

    o que eu sinto que houve foi mesmo falta respeito por um espaço público – o do jardim das amoreiras, do qual o quiosque fazia parte. e lamento, mas não consigo olhar para esta (boa) iniciativa sem me lembrar disso.

    bjs!

  16. Vera, há portugueses da moda e estrangeiros da moda. Há de tudo e em todo o santo lugar! Há também este que aponta o dedo aquele e vice versa e andamos num `toma lá dá cá´ desgarrado sem grande evolução ou proveito, por isso mais vale sabermos partilhar até com o bando de ovelhas que tanto vem de dentro como de fora. Desde que haja a devida valorização e continuação destes projectos magnificos não me importo de ser uma dessas ovelhas que se calhar vais encontrar numa fila quando for a Lisboa.

  17. I remember at least 15 years ago buying an Ach Brito soap in a boutique in Boston and the thrill of knowing it was Portuguese. All because of an American lawyer tourist on vacation in Portugal happens to see the “Musgo Real” men´s line in a Lisbon “drogaria” and loves the retro design of the package. He seals a deal with Ach Brito and breaths new life into an almost defunct family business. Now,even Oprah buys Ach Brito. Parabéns to Portugalo for a new modern twist in presenting products made in Portugal. And may there be many many more “Portugalos” and Feitorias and others which will buy from many of the hundred year old portuguese businesses and spread the word that they exist. I was surprised to know that my father-n-law did not know about Tricana. A man who spent most of his life in Lisbon.

    I hope this “moda” lasts for a very long time and I hope that more American lawyer tourists come to Portugal and journalists turn into businesswomen and that more portuguese rooster companies are created to creatively package canned tuna.

    Méééééry ;)

  18. Onde quer que o quiosque fique, acho a ideia refrescante, adoro uma boa limonada e quero matar saudades de um xarope de groselha.

  19. Estou de acordo em preservar o que é nosso, o que nos distingue, aquilo que fazemos de bom e único. Se para o dar a conhecer temos que abdicar de uma ou duas coisas, se isso tem que passar pela mudança (como de resto tudo evolui), e então? Não concordo com a descaracterização do património, mas entendo que há coisas que se conseguem aos poucos, e sendo este um ponto de partida, outros mais ou menos felizes se lhe podem seguir… O facto de não se fazer nada a pensar que se pode sempre fazer melhor e diferente (procrastinação?) é que é perda de tempo.

    Ainda bem que há uma Catarina Portas, e que muitas “outras” começam a segui-la.

    Junto-me às outras… mééé-mééé!

  20. Que bom! Uma ideia muito feliz. Para a semana quero passar por lá e experinciar in loco :-) Obrigada por partilhares. Bem hajam a ti e à Catarina! Agora ficamos à espera de uma retROSAria na baixa ;-)

  21. Também adorei mais esta ideia e realização concreta (e a preceito!) da Catarina Portas. Prefiro ir aos dos Jardins. Cada vez que lá passo experimento um petisco diferente – até agora, deliciei-me com tudo o que provei. Já mudei a rota os meus pequenos almoços e tudo! … e acho que vou gostar ainda mais quando se puder sentar por lá, verão adentro.

    ——————

    (in – Jornal de Notícias, 15 de Abril)

    ” … foram gastos cerca de 60 mil euros nas obras de recuperação do quiosque que agora abriu.

    O que está agora no Largo Camões – esta praça chegou a ter cinco quiosques – estava no Jardim das Amoreiras. Mas antes de ali “aterrar” já passou por vários locais da cidade. A estrutura centenária esteve montada, por exemplo, na Rua da Artilharia Um e junto ao Porto de Lisboa.”

    ——————

    Quanto às nossas queridas ovelhas do Restêlo … só espero que sejam das pretas!

    … É que essas são muito mais divertidas quando rabujam assim, mal sabendo do que falam.

    (Mas que fazer? … se sem estas nossas queridas ovelhas rezingonas a vida seria afinal infinitamente maçadora e monocromática !… )

  22. Parabéns Catarina pelos QUIOSQUES DE REFRESCO.

    Lisboa, os turistas e eu agradecem.

    P.S. Não há outros mais QUIOSQUES ainda por aí em Lisboa à espera de serem recuperados ?

  23. Rosa, que espectáculo! E que saudades de Lisboa, ainda por cima os jacarandás devem estar a começar a florir, não?

  24. Parabens Catarina. Está a fazer coisas muito bonitas e a fazer com que nós, os mais antigos, possamos voltar a viver a nossa juventude.

    Obrigado por isso. Força e vá em frente dando asas á imaginação. Descendente de quem é só podia ser assim.

    Parabens

  25. Querid@s amig@s:

    Tengo una amiga que próximamente va a hacer un viaje a Lisboa y necesito vuestra colaboración. Para qué? normalemente le/nos gusta descubrir rincones de las ciudades paseando y solitas, pero esta vez no tiene mucho tiempo y me ha pedido ayuda…. así que para encontrar lugares como o “quiosque de refresco”… y no perder tiempo en lugares que no suelen merecer la pena y que los hay en todas las ciudades, necesitaríamos vuestras sugerencias.

    Qué me decís?

    Eternamente agradecidas e ilusionadas para visitar la ciudad de la luz…

    Obrigada

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