pelo museu de arte popular, assinar, assinar!

museu de arte popular

Conjunto de 3 “manitas” em massa de pão de cor clara com motivos florais. Comp. 12 cm.

Instituição / Proprietário: Museu de Arte Popular

Número de inventário: 19790 TC (imagem via MatrizPix)

Está online desde esta manhã uma petição em defesa do Museu de Arte Popular. Sobre o Museu já escrevi aqui e bordei aqui, e o texto da petição sintetiza bem as razões desta luta:

apelamos a uma reflexão e intervenção do Estado no sentido de:

– preservar um espaço museológico e respectivo espólio únicos, memória da Exposição do Mundo Português e da criação popular portuguesa;

– criar condições para a renovação do seu projecto, conservando-lhe a memória mas adaptando-o a uma fruição contemporânea – tal como acontece hoje com tantos museus de êxito dedicados a temática semelhante pelo mundo fora;

– incentivar o estudo e a divulgação da arte popular portuguesa que, da cerâmica à ourivesaria, passando pela extraordinária produção têxtil (para citar apenas algumas das mais notórias áreas artesanais portuguesas), é ainda marca portuguesa reconhecida internacionalmente;

– estimular, através da “montra” importantíssima que pode ser este museu, com gosto conhecedor, criterioso e exigente, a produção artesanal portuguesa, uma actividade com novas potencialidades económicas num mercado global de nichos, que pede qualidade e especialidade.

– possibilitar que este museu se torne a plataforma inovadora de ligação entre o saber dos velhos artesãos que neste preciso momento se perde, sem transmissão, e a apetência de toda uma nova geração de designers e artesãos;

– salvaguardar um museu que, dada a sua temática capaz de atrair a atenção dos numerosos turistas que nos visitam, será um complemento precioso para a zona de Belém que se pretende requalificar e que ele ajudará a enriquecer;

Leiam. Pensem. Assinem. Divulguem.

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twitter

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Mora cá em casa desde ontem e chama-se assim porque nos chegou via Twitter. É da minha cor preferida (ex aequo com cinzento) no que a gatos diz respeito e pôs o maior sorriso que vi até hoje na cara da E., que há quase um ano que sonhava ter um animal de estimação e que já lhe construiu um ginásio de cartão e fita-cola. Talvez venha a precisar de uma categoria de posts só para ela.

Quilt ♥: simples e eficaz. A tentar com esta combinação.

madragoa

transatlântico

na corda

lisboa no campo

Dois pretextos para andar pela Madragoa: passear um novo amigo e fotografar o meu quilt acabado ontem a desoras. Gostei tanto de ver os anteriores no lavadouro de Samora Correia que pensei pôr este num cenário semelhante. O lavadouro da Madragoa é um pedaço de campo no meio da cidade. Segundo o filho de uma das três senhoras que ainda lhe dão uso, foi doado pela rainha D. Amélia ao povo daquele bairro. No site da câmara não se encontra grande informação sobre os lavadouros municipais, mas apetece ir conhecê-los a todos.

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▤

▤

A Spoonflower é uma empresa norte-americana que imprime tecido a metro com desenhos criados pelos seus clientes. A impressão digital em tecido é um negócio que ainda está só no início, e que tem imenso potencial para quem trabalha em escala reduzida. Desde que há um ano o nascimento deste site foi anunciado que estava desejosa de experimentar, mas fui adiando e acabei por só me estrear agora. O desenho é o destas minhas bonecas que há tempo demais que não faço.

Fiquei muito satisfeita com o serviço e com vontade de tentar outros padrões. Os restantes tecidos da almofada são da Retrosaria, claro.

PS em resposta aos comentários: vai haver uma quantidade limitada deste tecido à venda na Retrosaria dentro de poucas semanas. Obrigada pelo incentivo!

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pelo museu de arte popular, bordar, bordar!

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Bordadeiras, por J. Soeiro.

Finalmente, algumas imagens do dia de ontem. Como estive sempre de agulha na mão sobrou pouco tempo para fotografar, mas outros se encarregaram do registo.

A jornada de luta começou cedo, no atelier da Joana Vasconcelos, a desenhar os motivos e quadra no lenço gigante. Seguimos ao meio-dia para o Museu e começámos logo a trabalhar, primeiro a poucas mãos mas desde o início com a atenção dos turistas, a quem fomos contando o porquê do protesto. Alguns deles bordaram connosco e todos lamentaram encontrar o museu fechado. Aos poucos foram chegando amigos e desconhecidos, muitas figuras públicas e até bordadeiras chamadas pelas notícias nos jornais. À hora do almoço já não havia espaço em redor do lenço para todos os que queriam ajudar, e assim foi até às sete horas, quando o lenço foi finalmente pendurado na porta do Museu perante uma plateia visivelmente entusiasmada.

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