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Dois pretextos para andar pela Madragoa: passear um novo amigo e fotografar o meu quilt acabado ontem a desoras. Gostei tanto de ver os anteriores no lavadouro de Samora Correia que pensei pôr este num cenário semelhante. O lavadouro da Madragoa é um pedaço de campo no meio da cidade. Segundo o filho de uma das três senhoras que ainda lhe dão uso, foi doado pela rainha D. Amélia ao povo daquele bairro. No site da câmara não se encontra grande informação sobre os lavadouros municipais, mas apetece ir conhecê-los a todos.


quilt

lavadouro

lavadouro

Lavadouro Municipal da Madragoa. Autor e data desconhecidos. Imagem do Arquivo Fotográfico da CML.

24 comments » Write a comment

  1. Obrigada por nos apresentares este sítio que parece fantástico! Talvez lá passe este fim-de-semana para conhecer. E boa sorte para o projecto de salvar o Museu de Arte Popular. Estamos todos a torcer!

  2. Morei no bairro da madragoa durante 1 ano e meio e foi dos melhores sítios onde já vivi (eu gosto muito de bairros populares, apesar de tantos inconvenientes que têm). Lembro-me bem de ver as velhotas a passar com a roupa para lavar.

    Em Alfama “modernizaram” o lavadouro público. Passo lá todos os dias para ir buscar o meu filho à creche e por vezes, não sei se espontaneamente, juntam-se as pessoas lá dentro com duas guitarras e cantam o fado, aproveitando a boa acústica que aquilo tem.

  3. O quilt está lindissimo!!!!

    Eu sou fascinada pelos pedaços de campo em Lisboa. Acho quase comoventes.

  4. O quilt está lindo e não podia ter escolhido melhor local para fotografá-lo.

    É muito interessante ver tantas assimetrias dentro de uma cidade. E ainda bem!

  5. Olá Rosa

    Sempre que leio o seu blog, aprendo mais uma coisa. Obrigada por me enriquecer dessa maneira.

    Estive este fim de semana no museu das comunicações numa oficina com a minha filha, não conhecia o museu mas adorei, está neste momento uma exposição sobre os bairros de Lisboa com figuras em tamanho real. Se ainda não tem conhecimento aconselho-a a lá ir, vai gostar concerteza.

    Beijinhos

    Ana Oliveira

  6. Faço pesquisa sobre trajes(peças de vestuário interior, exterior, adereços, calçado) usados pelo povo português, por volta dos finais do século XIX e princípios do século XX. A foto inferior insere-se neste período. Será que me pode referir a fonte desta imagem? Obrigada.

    Se alguém mais puder dar-me referências sobre o assunto, agradeço.

  7. As fotos estão lindas, lindas mesmo mas o verdadeiro protagonista é sem duvida alguma esse lindo quilt.. e eu que nem gosto assim muito de quilts.

    Quanto ao lavadouro, acreditas que eu não sabia da existência de tal coisa?!.. shame on me!

  8. Rosa, morei muitos anos (mais de metade dos que tenho) na costa do castelo. havia, não sei se ainda existe, um lavadouro municipal ao fundo da escadinhas da costa do castelo (que iniciam da Vila do Castelo), lembro-me bem de ser usado pelos habitantes da mouraria. depois, mais tarde, taparam-no e não sei o que lhe fizeram, pois deixámos de o poder ver.

  9. O lavadouro do Largo da Rosa ainda existe (perto do Palácio da Rosa e Igreja de São Lourenço), mas a CML há uns anos resolveu intervir arquitectónicamente na sua envolvência, acabando por resultar num sítio somente frequentado por toxicodependentes – já ninguém o usa para aquilo a que estava destinado. De qualquer modo, ele está visível a todos – não se encontra tapado.

  10. adoro o quilt, ficou lindo lindo ! & o sítio que escolheste para o fotografar é daqueles que nos dão tanta saudade, ainda me lembro da minha avó a lavar as roupinhas á beira da ribeira e de a estender na erva ao sol ! coisas simples que tão tanta beleza á vida !

    este teu quilt deu-me inspiração e coragem para fazer um

  11. nasci na madragoa há 49 anos ,vivi lá até aos 30,saí por caso de força maior . cresci a acompanhar a marcha com a minha mãe ainda no saudoso pavilhão CARLOS LOPES ,nessas belas noites em que i tinha-mos de ir para lá ás 18 quando só o inicío era ás 21,e acontecia de tudo desde pioneses no chão até ao pugilato , mas apesar de tudo havia muito mais honestidade e respeito que há hoje.SRS responsáveis não permitam que defraudam e denigram o bairro e seus costumes,MADRAGOA só há uma a minha e mais nenhuma! Ou não fosse eu neta de vareira e filha de varina. tenho muito orgulho de ser da MADRAGOA,varinas de pé descalço e a dançar o vira só na madragoa.NÃO DEIXEM A TRADIÇAO ACABAR NEM SER DEFRAUDADA! ESTIMEM O POUCO QUE RESTA!e por uns quantos TOSTÕES não percam o que a MADRAGOA TEM!

  12. Rosa, adorei ver estas imagens do lavadouro da Madragoa. No bairro onde vivo, Mouraria, também existe um mas como alguém já disse aqui já não é utilizado para esse fim. Mas também não é somente utilizado por toxicodependentes. Em particular nesta época dos santos populares e das festas da Lisboa, o lavadouro e o Largo da Rosa são “ocupado” pelo “Há Arraial na Mouraria” um projecto da Associação Renovar a Mouraria (http://www.renovaramouraria.pt/).

  13. Pingback: A Ervilha Cor de Rosa » ▬▮▭▫:

  14. Olá fiquei surpreendida q vi o lavadouro da Madragoa, toda a minha familia paterna é da Madragoa, e alguma materna também , só é pena que o Bairro já não é o que era quando eu era criança, mas tem coisas interessantes a nivel de cultura.

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