primeira vez

almofada

almofada

Era para ter sido um cobertor para as bonecas mas pelo caminho passou a almofada. A parte da costura foi toda feita por mim, claro, mas a composição dos tecidos é trabalho dela. A experiência ocorreu-me ao ler os relatos das senhoras de Gee’s Bend sobre como fizeram os seus primeiros quilts. Achei que seria interessante ver o que faria a E. com os restos dos restos dos meus tecidos (primeiro pensei em dar-lhe o monte dos triângulos mas depois achei que era melhor começar com uma escolha mesmo muito limitada e tecidos mais simples). Expliquei-lhe sucintamente o conceito de bloco e que convinha os blocos serem de tamanho aproximado para se poderem unir facilmente. Não lhe pedi para fazer bonito, só para escolher o que lhe parecesse melhor. Usou o que tinha e só se queixou da falta de vermelhos. Para mim foi estimulante vê-la preencher o espaço com o à-vontade que usa para desenhar e, depois, um desafio unir os blocos sem que se perdesse o movimento dos tamanhos diferentes (quase só usei costuras curvas). No fim, acolchoei à mão de forma muito livre e com pontos ligeiramente maiores do que os que uso habitualmente. Read more →

parte dois

almofada e saco-cama

Feito o babete, faltava um saco-cama de algodão e uma fronha pequena para a sesta na escola. Os tecidos africanos foram uma escolha óbvia pela consistência, por não terem avesso, e também porque acho que a A. os vai associar mais ao conforto de casa e a um dos seus quilts favoritos do que se usasse um simples pano de lençol.

A fronha é uma tira de tecido dobrada e unida dos lados por dentro, com uma simples bainha nos topos. O saco-cama é basicamente uma capulana dobrada ao meio e unida pelo avesso em baixo e num dos lados até metade da altura. Read more →

en récup

linda

en récup

en récup

A A. vai pela primeira vez para o infantário dentro de dias e a um mês dos três anos. Por muito que precise do tempo e que ache que é a altura certa, boa parte de mim não está preparada para a ter longe tantas horas. O material pedido pela escola é pouco e faço questão de o reunir sem compras: o primeiro item da lista (um babete de enfiar pela cabeça) fi-lo com uma t-shirt velha. A ideia de certeza que não é nova e parece-me boa. Limitei-me a cortar a t-shirt do feitio certo e, para ter a certeza de que não desfia demais, a percorrer a orla com um zigue-zague feito com ajuda do precioso walking foot. Read more →

wordpress

Depois de alguns solavancos, já estou deste lado. Os links internos antigos deixaram de funcionar e o feed agora é este. Ainda há arestas por limar, mas todo o feedback é desde já muito bem vindo.

I’ve just finished moving my blog to wordpress. Some internal links aren’t working yet or can’t be repaired at all, but I’m glad that I did this at last. If you subscribe to this blog, please update your subscription (the old feed isn’t working anymore). Thanks!

abstract design in american quilts

abstract design in american quilts

abstract design in american quilts

Outro livro que comprei recentemente foi o catálogo da reposição, em 1991, da exposição Abstract Design in American Quilts realizada em 1971 no Whitney Museum em Nova Iorque. Cheguei até ele através de uma entrevista com Denyse Schmidt (uma das criadoras de quilts mais interessantes da actualidade) e por sorte encontrei uma cópia do catálogo a bom preço.

Nesta exposição, cerca de sessenta quilts anónimos realizados entre os meados do século XIX e os anos 30 do século XX e escolhidos unicamente com base nas suas características estéticas foram expostos como se de pintura se tratasse. Foi a primeira vez que tal sucedeu e o evento teve enormes repercussões. Da introdução do patchwork americano no Japão à edição de centenas de livros sobre o tema, da organização de um mercado em torno dos quilts antigos à proliferação de textile artists e exposições de quilts, foram inúmeras as consequências directas e indirectas desta exposição. Por detrás dela estiveram Jonathan Holstein e Gail van der Hoof, um casal residente em Nova Iorque e frequentador do meio artístico, que anos antes começara a comprar quilts em feiras de velharias. Jonathan Holstein redigiu para o catálogo de 1991 um interessante texto de mais de cem páginas em que descreve detalhadamente tanto o processo que deu origem à exposição como os acontecimentos que se lhe seguiram, que incluíram a itinerância da mostra por vários países e continentes e o contacto com os especialistas em têxteis dos grandes museus. É uma leitura mais do que recomendável para qualquer pessoa com um interesse histórico sobre o tema.
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⎔⎔⎔

hexagons

Este fantástico patchwork de hexágonos é parte de um saco que vi há dias num antiquário (felizmente não estava à venda, ou poderia ter perdido a cabeça). Pelos tecidos é uma peça do século XIX, mas infelizmente não sei que chegue do assunto para o datar com mais precisão. Foi adquirido como sendo português, o que para mim é uma surpresa por não conhecer peças semelhantes. Este tipo de trabalho é todo feito à mão: primeiro os hexágonos de pano são alinhavados a um molde de papel e depois são cosidos uns aos outros com pontinhos minúsculos, uma técnica a que se dá o nome de english paper piecing (). No mosaico hidráulico, como sempre, aparecem padrões que apetece experimentar.

This beautiful patchwork is part of a 19th century drawstring bag I saw at an antiques shop the other day. I would love to know if it was made in Portugal, like the owner said, as so far I haven’t seen other examples of paper pieced hexagons here. Are the fabrics even portuguese? I wish I knew more about dating them…

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